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Previsão Web à prova

Há algum tempo atrás eu vi a Emily Falqueto mandar um tweet de uma parada não muito divulgada que era o Previsão Web.

Esse Previsão Web é um serviço que até então está hospedado no site da Prefeitura de Vitória e que fornece informações bem úteis, como por exemplo quanto tempo falta para o ônibus que você está esperando chegue.

O tempo passou e nesse fim-de-semana resolvi testar o negócio de verdade. Com o laptop na mochila fui até um ponto de ônibus de Jardim Camburi.

O ponto fica na R. Carlos Martins, em frente à Yázigi Internexus; de lá mesmo consegui acessar a internet pelo wifi do Vitória Digital para fazer o teste que trago a vocês logo abaixo:

A experiência de uso do serviço não foi lá uma das mais straightforward já usadas por mim mas esse é um ponto que pode ser relevado já que, segundo informações recebidas do colega Charles Moreira e do também companheiro de curso e quiçá parente distante Pedro Puppim, a aplicação já está na linha de produção e de um processo de redesign completo.

Fico um pouco ressabiado quanto a coordenação do projeto, sob comando da agência Idéia Gráfica, visto que a empresa não tem nenhum grande trabalho na área em seu portfólio maaaaaas, por enquanto, prefiro aguardar antes de fazer qualquer crítica desnecessária.

E se você quiser saber um pouco mais, veja esta matéria sobre a tecnologia utilizada no Previsão Web que eu acabei de encontrar nos relacionados do meu vídeo.

Update: parece que a Prefeitura de Vitória tirou a página do ar depois que o Metzen disponibilizou o No Ponto. Bem, depois dessa notícia fica bem fácil imaginar o porquê.

Letreiros de ônibus em Vitória: ainda longe de um ponto final

Tudo começou há alguns meses atrás quando eu abri um tópico no grupo de discussão do curso de Desenho Industrial da Ufes. O assunto em questão era a padronização dos letreiros de ônibus em todo território nacional.

A discussão gerou uma certa comoção no grupo pois, no caso de Vitória, havia um sistema em funcionamento que teria de ser abandonado.

Na época, cheguei a procurar alguns parlamentares e órgãos da prefeitura para falar sobre o assunto. A resposta veio da Srta. Jaqueline de Oliveira Vianna da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Vitória — SECOM:

Caro Saulo Pratti,

Ressaltamos que a elaboração de um padrão para os coletivos foi estabelecida por uma lei federal. A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) elaborou o padrão e o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) criou regulamentos com base na lei da acessibilidade, que prevê o direito de locomoção das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Todo o processo foi pensado para melhorar a vida das pessoas com necessidades especiais, e isso inclui pessoas com problema de visão.

Por se tratar de uma lei é federal, a Prefeitura de Vitória tem até o dia 31 de julho para se adequar, caso contrário, o Ministério Público pune o município. Somos obrigados a seguir os novos padrões.

Esperamos que haja uma adaptação dos usuários ao novo modelo. Mas caso a população não aprove, após testar as mudanças, aí sim é realmente necessário que haja uma mobilização para adequações. Isso deve ser feito na esfera do poder público federal, o que não impede a participação dos municípios.

Nesse sentido, é muito importante a sua opinião. Mas teremos de esperar para saber como será a aceitação também dos outros usuários.

Agradecemos e esperamos contar sempre com sua participação.

Assessoria de Imprensa

Secom – Secretaria de Comunicação

Pois é, meus caros, chegamos ao dia 31 de julho e o que pode se comprovar nas ruas da cidade é que nem todos os ônibus foram adequados à nova regulamentação.

Isso quer dizer que, a partir de amanhã, todos os ônibus que não ainda seguirem as tais regras serão os responsáveis pelas punições, ou sanções, às quais a prefeitura de Vitória estará sujeita — e que eu não faço IDEIA de quais sejam.

Mapa da internet grátis em Vitória

Pois é, amigos, entrar no mundo sem fio, além de causar um câncer que enventualmente vai matar todos nós, ainda contribui com duas novas paranóias na minha vida: encontrar tomadas e hotspots de internet.

Pra amenizar pelo menos a situação deste último, fiz um mapinha sem vergonha no Google Maps com a localização aproximada de alguns locais conhecidos na cidade com internet de graça.

A ideia é que todo mundo possa contribuir para aumentar essa lista. Vale internet de café, de restaurante, de shopping, da faculdade, do hospital, do hotel, do aeroporto e até mesmo do seu vizinho, não importa! Só não se esqueça de marcar a localização correta do lugar, o SSID da rede e a senha, caso houver.

Portanto, se tu conhece algum lugar que tenha internet sem fio, faça o favor de incluir no mapa, ou, deixe um comentário aqui no blog pra que alguém adicione.

Beleza? Então vamo que vamo.


Ver Wi-Fi Grátis Vitória num mapa maior

Ah sim, qualquer um pode colaborar com as informações do mapa.

Placas de rua e uma confusão sem direção

Há algum tempo, a prefeitura de Vitória investiu uma quantia considerável de dinheiro para a renovação das placas das rua da cidade. Uma medida relativamente importante para uma cidade que busca se modernizar.

Lembro-me bem de algumas discussões no grupo de emails do meu curso citando particularmente a família tipográfica utilizada, tendo esta custado algumas centenas de reais dos cofres públicos. Não vou entrar nesse mérito agora mas o caso é que enfim as placas foram colocadas.

O modelo das ruas da capital é levemente similar ao utilizado nas ruas de São Paulo, no qual o nome mais conhecido do logradouro é destacado em tipografia de corpo grande e o nome completo colocado por extenso, logo abaixo e em corpo menor.

Até aquí nenhum problema, eu acho.

Acontece assim: nesses quase 10 anos que eu moro em Vitória, adivinhem quantos nomes de rua eu sei de cabeça? Vou ser sincero, na ponta da minha linha: uma dúzia ou um pouco mais que isso e olhe lá. Duas ruas em que já morei, mais duas ruas principais do bairro e outras 10 avenidas principais na cidade. São tantos nomes bonitos, fáceis de lembrar e homenageando pessoas tão importantes que fico até envergonhado de admitir isso.

O que eu estou tentando dizer é que: do pouco de experiência que EU tenho da cidade onde moro, posso afirmar que as pessoas simplesmente NÃO sabem dizer os nomes das ruas. Simples.

As pessoas conhecem pontos de referências, conhecem as avenidas principais e também sabem onde fica o mar e onde fica a terra; qualquer coisa a mais do que isso é esperar DEMAIS.

Um caminho que não chegou a lugar algum

Daí que temos as novas placas de denominação de rua da cidade que deveriam vir a ser úteis. Eu, particularmente, acredito que  não.

Observe as próximas fotos:

O grande problema com essas placas, senhoras e senhores, é o simples fato de que elas AINDA herdam seus longos e antiquados nomes com os quais não nos damos bem.

Sem contar que, fala a verdade, alguns nomes mal cabem na placa e ainda há erros crassos do tipo Rua Carijós Carijós. Sério que isso passou sem ninguém notar?

E sim, mesmo o nome “famoso” estando em corpo maior e tal, ainda temos que lidar com os famigerados nomes que não conseguimos lembrar e que só se prestam para homenagear pessoas tão anônimas quando você e eu.

Levando o problema um passo adiante

Manter apenas o último nome do logradouro — essa seria uma possível solução. Talvez um começo para algum outro projeto que possa se desenvolver.

O importante é que já houve uma mudança parcial, com o arranjo atual das placas, em que já se destaca o último nome ou o nome mais famoso.

Com algumas exceções que se aplicam a ruas e avenidas bem conhecidas, que teriam uma certa resistencia popular para se adaptar, essa regra poderia se aplicar de forma quase que geral. Teríamos então logradouros do tipo:

  • Rua Coelho
  • Rua Carijós
  • Rua Lyra
  • Rua Lemos
  • Rua Martins
  • Rua Saraiva
  • Avenida Zarur
  • e por aí vai.

O importante é que haveria uma singularização, uma objetificação e, talvez, até uma maior aproximação das pessoas com os nomes das ruas. Facilitaria até a vida dos carteiros, como não.

Por fim, não há duvidas que o projeto da prefeitura teve uma boa intenção em tentar facilitar a identificação das ruas da cidade mas dizer que os objetivos foram atingidos isso eu já não tenho tanta certeza. Um projeto de sinalização assim como esse é capaz de melhorar significantivamente a percepção da população de espaço urbano, o entendimento da cidade e até mesmo a locomoção das pessoas pelas vias.

Vitória vai ter um DesignCamp em julho

Na semana passada, numa conversa depois do expediente com o Jo Name, me ocorreu uma ideia interessante, que talvez pudesse responder algumas das questões que eu tenho enfrentado nos últimos tempos.

Não é de hoje que o curso de design da Ufes tem estado num hiato criativo. As festas e eventos do curso tem dado pouco ou nenhum sinal de vida de que vão acontecer e o grupo de e-mail anda às moscas, sendo alvo de flood barato de alguns, no qual o que dá mais assunto é futebol. A situação ficou difícil ainda quando até o centro acadêmico, única representação discente do curso, é fechado por descaso dos alunos.

Mas ao invés de reclamar e tudo continuar na mesma, resolvi tomar alguma atitude e propor algo que pudesse servir de centelha para que os eventos do curso voltassem a acontecer frequentemente.

Design Camp Vitória

O DesignCamp é um evento descentralizado e aberto, sem palestrantes nem grade de programação, cujo conteúdo é construído por seus participantes. Todos são encorajados a participar, seja organizando, propondo discussões, compartilhando ideias e experiências e documentando tudo que acontece.

Para organizar o evento, foi criado um grupo de discussão do evento no Google Groups. Todos estão convidados a participar, basta ser uma quedinha por design, ter iniciativa e vontade de trocar experiências com outras pessoas.

O encontro está inicialmente marcado para os dias 04 e 05 de julho, sábado e domingo, de 2009. O local ainda não foi confirmado, mas provavelmente será o Cemuni IV na Ufes.

Em breve publico mais informações, assim que elas forem sendo confirmadas.

Dúvidas ou sugestões? Deixe-as nos comentários logo abaixo.

Update: embora a maioria das pessoas acreditarem que haverá acampamento (por causa do nome DesignCamp), isso provavelmente não acontecerá, a menos que alguém consiga um local bom e seguro para tal.

Update 2: por motivos de agenda o evento terá que ser adiado. A nova ainda será confirmada, mas é provavel que seja na segunda ou terceira semana de agosto, para bater com a volta das aulas das faculdades.

Internet wi-fi grátis? Pergunte-me como.

Poder acessar a internet de qualquer lugar é o sonho de qualquer antenadinho de hoje em dia. Até eu que não tenho NENHUM aparelho móvel com conectividade wireless é tentadora a possibilidade de checar e-mails, ver pornografia e enviar Pokes para as pessoas no orkut fora de casa.

Só tenho um router wi-fi em casa e que serve para que a minha irmã possa se conectar a internet sem ter aquele monte de fio azul escroto pelos quartos, e ainda passar raiva quando os servidores DNS começam a não funcionar e a única coisa que funciona mal e porcamente é o MSN.

Embora o wi-fi não seja uma solução que permita acesso real à internet de QUALQUER lugar, em compensação é a mais prática e barata. Basta você ter um computador ou gadget com conexão wi-fi e acesso a um hotspot livre.

Hot Pocket, não é hotspot, viu? E tem gordura trans.

Se você não sabe o que é hotspot, ai vai a dica: alguns estabelecimentos disponibilizam acesso grátis para seus clientes, mas que na maioria das vezes acaba sendo utilizado por algum aficionado em busca de sinal de rede livre em seu iPod Touch. Reconhecer um desses lugares pode ser difícil para um leigo, mas não para um blogueiro com olhos de águia em busca de routers estrategicamente posicionados. Então, geralmente eles são identificados da seguinte forma:

Como dá pra ver, o símbolo acima diz que o local possui acesso wi-fi grátis. Agora, por favor, se você caiu aqui porque não sabe nem como conectar via wifi, tente procurar no Google. Opa, você chegou aqui pelo Google, né? Hehehe.

Lugares que tem acesso wi-fi, você pergunta? Em se tratando da província capixaba, não são muitos: Shopping Vitória, restaurantes chiques da Praia do Canto, McDonald’s, Redetronic Plus (em frente à Ufes), cafés badalados, Starbucks (em Vitória? vai sonhando…) e vejam só, no Parque da Pedra da Cebola! Isso mesmo, quero dizer, em teoria.

Foi assim: estava eu muito bem acompanhado e tendo uma tarde de sexta-feira bastante agradável no parque, quando vi dois sujeitos com laptop + Palm vagando pelo parque. Eles passaram perto de mim rapidamente e um deles soltou a frase “Aê, pode trazer seu laptop que agora dá pra acessar internet no parque”, ou algo assim.

Fiquei tão surpreso com a notícia que nem tive tempo de perguntar nada pros caras que já haviam desaparecido. Corri então pro celular pra anunciar a novidade no Twitter. A idéia de internet sem fio de graça em locais públicos eu já conhecia, mas estava restrita inicialmente aos bairros de Jardim Camburi e Ilha das Caieiras.

Pra tirar a dúvida fui lá hoje novamente. Infelizmente o parque estava fechado para manutenção, mas da entrada era possível pegar um sinal de rede um tanto quanto suspeito: PMV.PQCEBOLA – sugerindo Prefeitura de Vitória, blablablá, deu pra sacar? – O pior: bloqueado. Nem com intervenção divina foi possível atingir o 6° sentido, visão na velocidade da luz e uma mísera conexão com a internet.

Alguém com maiores HABILIDADES, por favor, poderia mandar um e-mail para a prefeitura e pedir a maldita senha, if you know what I mean. Eu não tenho laptop mesmo, nem sei porque me preocupo tanto com essas coisas. Mas se você tem, não perca a oportunidade de poder assistir à muitos vídeos no YouTube enquanto pega aquele delicioso sol matinal no parque.

Basicamente, ao contrário do que eu afirmei logo no início do post, eu tenho sim acesso a internet de qualquer lugar. Já cheguei a postar uma foto no Flickr, tirada na câmera do meu celular, diretamente do pico do Goiapabo-açu – ou seja, no meio do mata -, num frio do cacete, via celular. Até eu me surpreendo com essas coisas, às vezes.

Estação Porto de volta!

Boa notícia para os amantes de boa música de Vitória: a Estação Porto está de volta em 2008, depois de um longo periodo em recesso.

Armazém 5 - Estação Porto

Os capixabas já estavam órfãos há algum tempo devido à falta de um espaço democrático destinado a atrações de pequeno a médio porte, que viabilizassem a vinda de atrações nacionais de fora do circuito das grandes apresentações.

Paulatinamente as casas de shows da cidade – se é que se pode dizer assim – foram sendo fechadas e outras não realizando mais eventos desse tipo. Não é de hoje que o cenário alternativo capixaba vem sofrendo essas baixas, desde épocas mais remotas dos shows de hardcore no Estúdio Salla 11, Camburi Club, Praia Tenis Club, Entre Amigos II e Planeta Ibiza, só pra citar os mais importantes.

A Estação Porto é um projeto realizado pela prefeitura de Vitória que trás sempre ótimos shows e apresentações culturais para a cidade. Após um periodo de impasse com a diretoria da empresa, finalmente a prefeitura acerta os últimos detalhes dos contratos e começa a fazer as licitações para iluminação, sonorização, climatização, etc. A previsão para o início das atividade é a segunda quinzena de março ou início de abril.

O ano de 2007 foi um ano excepcional, com apresentação de grandes artistas, como: Zeca Baleiro, Tom Zé, Luiz Melodia, João Bosco, Arnaldo Antunes, entre outros. Destaque para os dois shows que eu tive a oportunidade de ir. O Tom Zé começou tarde e eu não puder ficar até o final.

Já a programação completa desse ano deve sair até o fim do mês, mas já foi adiantado algumas atrações: festival de Bossa Nova em maio e festival de jazz em junho. Deve vir coisa boa daí. =D

Espero que dê tudo certo e que a Estação volte trazendo boas atrações como sempre. Meus parabéns para a Prefeitura de Vitória e para a Codesa – ainda mais por que é tudo lá no porto e eu tenho paixão por aquele lugar.

A Estação Porto fica no Armazém 5 do Porto da Codesa.
Av. Getúlio Vargas, s/n – Centro
CEP: 29010-040
Vitória/ES
* Veja no Google Maps.

Vi no Gazeta Online.

No coletivo pela cidade

Há um costume das pessoas aqui de Vitória de acharem que tudo é muito longe, numa cidade de pouco mais de 93km². Devo admitir que eu, como bom capixaba, penso um pouco assim também: pode ser absurdo dizer que uma caminhada de 30 minutos é coisa demais, mas para os padrões capixabas é algo como “longe pra caralho, brother”!

Chegar atrasado na faculdade: 15 minutos
Ir para o trabalho: meia hora
Dar um rolê no centro da cidade: 45 minutos

Ok, chutei algumas coisas aí, mas é claro que no horário de pico demora mais, muito mais, dependendo do trânsito que, ultimamente, está caótico.

Fato é que todo lugar tem suas peculiaridades, histórias, bizarrices e suas pequenas “celebridades”. A máxima “Diga-me com quem andas que lhe direi quem és” aqui pode ser adaptada para “Diga-me em que ônibus andas que lhe direi quão ralé és”, mas isso não vem ao caso agora.

Nos meus momentos de divagação, costumo observar as pessoas no coletivo, tentando imaginar de onde elas vem, para onde vão, onde estudam, o que fazem para se divertir, etc. Resumindo: fico procurando meninas bonitinhas pra puxar um papo maroto no caminho pra escola/trabalho/o que seja. E olha que posso contar nos dedos quantos amigos meus eu conheci no busão.

Além disso, uma das coisas mais interessantes de se morar em Vitória é poder acordar pela manhã e não saber o que te espera lá fora. Cada dia um buraco novo na pista, uma rua diferente interditada, um prédio novo que surgiu da noite pro dia. Única coisa que não muda é a minha eterna enrolação de ter um blog melhor atualizado.

Um dos seres mitológicos – e míticos, por que não? – mais populares dos ônibus de Vitória é Roger, ser que transita pelos ônibus que passam pela Reta da Penha, principal avenida da cidade. Roger e seu violão são os responsáveis por alegrar a viagem de muitos passageiros com sua música romântica e autêntica. Um exemplo para a música capixaba.

Roger e Seu Violão – Não Me Digas Não (Live)

Pra completar, não pode faltar as guloseimas vendidas dentro do busão, praticamente um serviço VIP que dúvido que exista em qualquer outro lugar do nosso querido Brasil. Tudo produto de qualidade, garantido pelo camelô.

Camelô no ônibus
É um por 30, dois por 50 e 5 por 1 real, freguesia!

Infelizmente não consegui fotos de Roger e Seu Violão, que prefere ficar no anonimato. Se encontrá-lo, faça um favor a humanidade: compre o CD por apenas 10 reais, copie para o computador e compartilhe com os amigos no Soulseek, orkut, eMule, o que for mais fácil para você e ajude a disseminar a música popular caipira capixaba. Ou não.

Bauhaus, né?

A identidade visual do Vitória Cine Vídeo, desde seu início, sempre seguiu uma estética à la Bauhaus, com cartazes diretos, com cores chapadas, explorando gráficamente os elementos da tipografia.

Cartaz 14º Vitória Cine Video

Uma primeira análise sobre o impresso me fez pensar: “letras japonesas?”. A diagramação em três colunas e a rotação do número 14 nos faz perceber uma semelhança com letras de origem oriental. Ainda, somando a isso as cores amarelo e preto, seriam uma referência direta a Kill Bill ou até uma homenagem a Quentin Tarantino, exaltado grandiosamente no excelente Tarantino’s Mind?

Sem dúvidas um belo trabalho de construção de identidade. Só gostaria que no próximo ano a organização do festival criasse um impresso mais elaborado, que incluisse também as sinopses dos curtas, como no Indie Festival 2007 de Belo Horizonte – que não foi um festival de curtas, mas estava repleto de bons filmes.

Crítica: Antes que Seja Tarde

Antes que Seja Tarde não é apenas uma ficção adolescente como essas que vemos em qualquer lugar ou até mesmo na televisão. Aqui, vivemos a experiência de Digo – representado pelo ator Fábio Lucindo que também empresta sua voz para vários personagens de desenhos animados, então não estranhe se perceber alguma semelhança com um “Vai, Pikachu!”. Digo é um rapaz sonhador que tenta lidar com seus sentimentos da melhor maneira possível através de sua fase de pré-emancipação e de estudante pré-vestibular.

A maneira que o filme é dirigido, envolvido na mesma profusão de pensamentos entre-cortados por lembranças e sonhos da cabeça de Digo, num ritmo acelerado e quase caótico é a imagem exata do funcionamento da cabeça de um adolescente com suas paixões, dúvidas, angústias e questões filosóficas. Digo tem escolhas difíceis a fazer e não sabe como fazê-las – ou não quer fazê-las –, algo que ele aprenderá com a experiência que ele ainda não tem.

Assim, também somos apresentados aos seus amigos, personagens diferentes mas que invariavelmente acabam tendo as mesmas dificuldades que Digo, como a insegurança.

Mais do que nos contar a sua história, Digo nos faz sentir o que ele sente, ter as dúvidas que ele tem, tudo isso graças à visão que o diretor nos dá através da narração em primeira pessoa, da bela montagem fotográfica e da trilha sonora, que preenche de forma exata os espaços deixados nos momentos de reflexão enquanto ele anda de bicicleta.

14º Vitória Cine Vídeo

Começou hoje e vai até o dia 17 de novembro o 14º Vitória Cine Video, festival que acontece na cidade e que promove a produção audiovisual realizando a mostra competitiva nacional de curta-metragens. Este ano a mostra competitiva terá 100 filmes, além de uma programação semanal com cinema na praia e outros eventos que movimentarão a cidade.

14º Vitória Cine Video

Outra coisa bacana que tá rolando – e que eu estou participando – é a oficina de crítica e história de curtas de cinema que começou hoje e vai até sexta-feira. Nessa oficina, vamos produzir algumas críticas feitas à partir dos curtas do festival e que serão publicados no blog do festival durante a semana.

Além dos curtas exibidos hoje no Teatro Glória, queria destacar a exibição do longa A Casa de Alice, de Chico Teixeira:

O sonho de uma família feliz sempre existiu nos sonhos da classe média brasileira da década de 90. Mas em meio ao detalhado retrato de uma família de São Paulo, descobrimos diversos mundos paralelos cheios de segredos, guiados pelo egoísmo de cada personagem. No fundo, todos vivem à beira de um colapso que é mantido apenas pela avó que é menosprezada por todos da casa.

A brilhante atuação da protagonista Carla Ribas nos mostra uma mulher cansada que procura por algo que a faça se sentir viva novamente, revivendo paixões da juventude. A impressão que fica é que a história poderia ter acontecido com qualquer um de nós, ao nos depararmos com elementos e situações que fizeram parte da infância de grande parte das pessoas: a traição, os filhos ociosos, o dia-a-dia pacato, o poder aquisitivo restrito e o desejo de ascensão social, entre outros conflitos familiares.


Se não abrir, clique aqui.

Ao assistir a este filme tenho um sentimento de nostalgia dos anos 90 que traz consigo várias lembranças de bons e maus momentos da minha infância, principalmente pelo sentimento de impotência de quando se é criança, quando o mundo todo passa em frente aos seus olhos e você não pode controlá-lo.

Mesmo com um orçamento baixo, a produção do filme conseguiu caracterizar de forma bela e sincera o apartamento em que a família vive, expondo com clareza as características de uma realidade que é pouco tratada pelo cinema nacional e que se bem trabalhada pode resultar em ótimos filmes, como este que assisti.