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A Campus Party até agora

Essa semana, todo mundo já deve estar sabendo o que é a Campus Party. Está dando em todos os jornais e na internet, mas se você não me segue no meu Twitter, provavelmente não sabe que estou participando disso tudo e que até fui entrevistado duas vezes.

Hoje é apenas o segundo dia do evento, mas muitas coisas legais já aconteceram por aqui. Vou resumir algumas delas:

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Impressões pessoais sobre Belo Horizonte

Finalmente de volta para casa, as coisas começam a voltar aos eixos. A viagem para Belo Horizonte foi bem proveitosa. Fiz (quase) tudo que queria fazer e de quebra ainda conheci várias pessoas legais por lá.

Digo que fiz quase tudo que queria por um simples motivo: andar pelas ruas do centro pode ser fácil, isso se você tiver consigo um mapa. Vamos a alguns fatos que marcaram a viagem:

  1. Belzonte é uma cidade bizarra, ponto. Como tal, seus habitantes também são igualmente bizarros. Não que isso seja ruim, não na maioria dos casos, mas por vezes cheguei a passar por situações inusitadas com taxistas declarando que maconha e farinha não são drogas “pesadas”. Outra coisa interessante é que algumas pessoas se vestem de forma incrivelmente engraçada e fashion, tipo que até parecem que saíram direto de uma loja do Pátio Savassi.
  2. É bom andar com um mapa bem básico das ruas. Apesar do centro da cidade ter sido planejado, os nomes das ruas costumam confundir um pouco e pode-se poupar um tempo e esforço enorme pegando um caminho mais simples que não dependa de uma avenida principal. Mas para aproveitar todo o potencial mesmo da cidade é bom ter um bom guia da cidade, com os principais pontos culturais, praças e museus. Os taxis de Belo Horizonte funcionam muito bem e sempre tem um por perto quando se precisa, mas aprender a pegar um ônibus é muito mais em conta para a maioria das situações.
  3. Um quarteirão da Savassi tem mais barzinhos, restaurantes e cafés do que a cidade Vitória inteira. Vale a pena andar a pé por lá para conhecer os cantinhos mais escondidos, além de sair por aí catando cartões de visitas de lojas e brechós. Há uma deliciosa loja de doces chamada Lalka que vende umas balinhas de maçã que são ótimas, além do chocolate, é claro. Beagáenses também dão muito valor a um bom barzinho e não exitam em levar um convidado de fora pra conhecer os points da night mineira.
  4. Come-se e bebe-se muito bem em BH, entretanto, paga-se mais por isso também. No Soho Pub, há vários joguinhos daqueles que jogávamos quando criança. Paga-se R$1,50 por pessoa para poder jogar os jogos. A Lisie me levou no café Status, um lugar bem legal e cheio de livros, discos e que tem música ao vivo. O couvert era do artista era de 10 reais, mas a gente não pagou. É bom prestar atenção nos lugares que oferecem música ao vivo, porque se você quiser, não é obrigado a pagar o couvert artístico. Sinceramente, se minha condição financeira fosse melhor, eu pagaria de boa, por que o lugar é mesmo demais.
  5. Quando até Geraldo Magela, o Ceguinho do programa A Praça É Nossa do SBT, se candidata a vereador, nada mais poderia impressionar. Quase nada:
  6. Fazer compras nos mercados populares, como no Mercado Central, no Shopping Oi e na Feira Hippie, é uma tarefa praticamente impossível para um ser humano, principalmente se esse for do sexo masculino. A quantidade de mercadorias por metro quadrado é tão grande que fica impossível conseguir a atenção voltada para uma coisa só. Coisa muito diferente disso é uma loja mais requintada, tipo uma Apple Store, na qual existeESPAÇO VAZIO, EM BRANCOentre um produto e outro e a cabeça tem um tempo pra descançar as vista, puta que pariu.

Update importantíssimo: quando estiver viajando, seja em qualquer cidade, fuja do celular. Se possível, nem ligue-o. Ligações interurbanas são caríssimas. A melhor solução é comprar um cartão de telefone público. Se não for suficiente, ainda há a opção de comprar um chip pré-pago, desses que são vendidos até em bancas de jornal, e usá-lo. Vai sair mais em conta ainda, mesmo jogando-o fora depois, pode acreditar. Meu bolso que ainda não quer acreditar, malditos filhos da mãe.

Rumo à Minas Gerais

Daqui a pouco embarcarei rumo a Belo Horizonte, capital mais bonita desse Brasil-sil-sil. Há anos vou para lá pelo menos uma vez ao ano para me consultar com meu oftalmologista e dessa vez aproveitarei para passear um pouco por lá.

Muita gente me pergunta porque eu saio de Vitória para BH só para ir ao médico de vista. O motivo é que desde pequeno minha mãe me levava no Instituto Hilton Rocha, que era um lugar que tinha os melhores médicos na época. Meu médico então saiu de lá e foi para outra clínica, o IOBH. Para não perder o histórico que já havia no meu tratamento, continuei a ir nessa clínica até hoje.

Ficarei hospedado num albergue chamado Pousadinha Mineira. É um lugar bem confortável e barato. A diária lá custa apenas 16 pãezinhos de queijo. Ano passado, fiquei lá por uns 5 dias e tou indo novamente porque vale muito à pena.

Segue um mapinha básico dos lugares que vou estar (veja no Google Maps). Atualizarei aqui e no Twitter quando possível e tentarei me divertir o máximo possível.

Mapinha do Centro de Belo Horizonte

Agora deixe-me ir porque senão eu perco o ônibus. Até breve, amigos!

E foi Floripa…

….e eu cheguei de viagem no último domingo à noite. Fiquei até agora pensando sobre o que falar sobre essa viagem, planejando o que escrever, mas como já havia descoberto há algum tempo, meus textos simplesmente não brotam quando quero escrever especificamente pro blog, então achei melhor juntar algumas coisas que escrevi por aí nessa semana.

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Então, semana passada foi a semana do 17º NDesign em Florianópolis. Floripa é linda, a universidade é foda e a estrutura dela é impecável: as salas, os auditórios, as cantinas, os jardins, o RU, os Ufscães, etc. Sem falar nas belezas da cidade que não tive a oportunidade de conhecer muito bem.

Foi meu primeiro N e foi uma experiência muito foda pra mim. No começo fiquei meio desorientado com aquilo tudo, tentando absorver algo que pudesse ser útil, tátil, sólido e minimamente coeso.

Foi uma loucura mesmo, conheci vários amigos de internet e muita gente nova, e naquele turbilhão de acontecimentos me deixando sobrecarregado havia muita reclamação por causa da organização do evento e muita coisa que não pude aproveitar. Tipo de coisa que acontece, fato.

A galeire, os dogs, os all star sujos e a cerveja de dezáiner:




A plaquinha.

Galeire sagaz ai que fiquei muito feliz de ter conhecido pessoalmente. Na foto da plaquinha: eu, olde, lissa, e borges. Mas tem muito mais gente que conheci e com quem aprendi muita coisa durante esses dias: a Rachel e o Lucas da UEMG, que deram a oficina de MeTOYmorfose – e que foi fodassa! -, o pessoal da Ufes da delegação, os colegas que passaram a ser mais amigos, além de todos aqueles que eu conheci lá e que não lembro o nome mas que foram muito legais, até a galera que jogou Mafioso e que acreditou que eu não era o assassino, hehehe.

Mas o mais interessante estava reservado para o final. Toda essa tensão de vários dias tomou conta de mim no último dia. A energia finalmente encontrou um local de escape. Uma pena ter demorado tanto tempo, talvez eu poderia ter discutido mais e participado mais. O importante é que agora corre na veia um sentimento e uma energia foda de empolgação em busca de algo que eu possa colocar as mãos.

E uma das coisas que estão me deixando bolado agora é a tal da ilustração. Ilustração, design experimental, colagem, música, pintura, photoshop, fotografia, vetor sujo, tipografia, nakin, floripa, canetinha, vernacular, poesia, grafite, toys e etc. Coisas que vi e fiz lá. Coisas que já fiz aqui. David Carson, Eduardo Recife, revista Zupi, William Morris, Dan Flavin, Andy Warhol, Pollock e etc.

Enquanto agonizo no meio de tanta referência e idéias, começo a dar os novos primeiros (?) passos ilustrando fotografias minhas e de amigos, usando photoshop, hidrocor, nankin, colagem, fotografia e outras técnicas. Estou basicamente reproduzindo e ampliando processos que já fiz em algumas disciplinas na Ufes. Mas eu quero mais, quero expandir mais esses limites, realmente encontrar meu sol e sair do que eu acho que seja o design acadêmico que me aprisiona tanto. Claro que vou ter que trabalhar muito ainda, aprimorar técnica e percepção, por isso começo desde já para quem sabe daqui a algum tempo ter os primeiros resultados positivos.

Acho que é isso, o momento agora é colher os frutos de toda essa experiência inesquecível e colocá-la em prática porque a empolgação tá correndo aqui nas veias de um mero estudante de design no meio de uma convulsão de idéias.

PS: Agradecimento ao Borges pelas fotos que foram tiradas no domingo. Como nada é apenas mil maravilhas e sempre tem que acontecer alguma coisa comigo, eu perdi a câmera da minha irmã e um saco com a capa da minha barraca no ônibus na viagem de volta. Baita burrice – e prejuízo -, pois é. Ser mais responsável agora. – Será?

Viagem de trem

É, eu sei que estou precisando atualizar isso aqui. Na verdade, eu já tenho alguns posts prontos para postar, mas alguma força misteriosamente sinistra me impediu de fazer isso nos últimos dias.

Dia 25 eu viajei de trem para Ipatinga, MG com meus tios, prima e avó, para o aniversário de alguém lá, acho que foi da tia-avó, não sei. Não entendo bem essas coisas de família. Fui na parte do minériozão, sem ar-condicionado e tal, onde fica a galera do Bolsa Família. Fui lá, o porquê eu não sei, talvez motivos filosóficos, porque nem pelas passagens eu paguei.

Então, aproveitando que eu estava lá de bobeira, porque não há muita coisa realmente interessante para se fazer num trem, durante oito horas de viagem, peguei a câmera digital da minha irmã e comecei a gravar qualquer coisa que aparecesse pela janela. Aqui no computador, coloquei uma trilha-sonora qualquer, só para dizer que o video é um pouco mais interessante, sentimental e estou postando exclusivamente para você que por acaso chegou sem querer aqui no blog, pois estava procurando dietas para quem tem hemorróidas no Google.

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