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Falta menos de uma semana UM MÊS para o TIM Festival desse ano e devo dizer que não estou nem um pouco animado para o concerto, quanto mais para fazer o meu “famoso” lineup alternativo do TIM Festival.

As atrações realmente estão uma bosta, pra falar a veradade. A exceção, na minha opinião, é o nigga motherfucker Kanye West que ganhou meu respeito logo de cara na primeira vez que assisti ao clipe da música Flashing Lights. Ignorante demais, puxa vida.

Mas nem a pau que eu pagaria 250 conto. Tá certo, seria R$125 porque sou estudante, mas mesmo assim. A propósito, a melhor coisa do TIM Festival em Vitória é a vantagem de que aqui o precinho dos shows é beeem camarada: 60 pila cada noite, contra 150 da versão paulista.

Se eu pudesse, eu iria em todos os dias, só que ao contrário do ano passado que eu fui exclusivamente para o show da maravilhosíssima Cat Power, esse ano eu pretendo ir mais pela música em si do que qualquer outra coisa. Por isso, penso seriamente em comprar o ingresso para o segundo dia das apresentações que terá no palco Siba e Gogol Bordello.

O Gogol Bordello eu já conheço de outros carnavais, ou melhor, conheço do Coachella desse ano, um dos maiores festivais de música do planeta, no meio do deserto! Meu pai costuma contar as histórias dele sobre os festivais de música de Alegre que ele foi quando era jovem, os acampamentos e as loucuras Woodstock-style, salvaguardado as devidas proporções.

Mas eu, bem… eu passei o fim-de-semana inteiro assistindo à transmissão do festival pela internet, com MUITAS bandas fodas - o lineup do festival não mente - e o Gogol foi uma banda que eu ainda não conhecia e que foi uma das que me chamou mais a atenção, sobretudo pela originalidade e energia. Já o Siba é um cara desconhecido para mim, vindo lá do Recife, e pelo background que o cara tem, dá para esperar que o show seja no mínimo interessantíssimo.

As outras bandas não são ruins, mas sei lá, não me parecem tão interessantes e diversas - ou pelo menos são bandas menos incomuns.

O MGMT por exemplo, eu acho que poderia trocar por outro grupo do mesmo calibre - sem todo o hype chato em cima - como por exemplo o sensacional Beirut, que sim, tem estilo totalmente diferente, mas que é tão bom quanto aquele sanduíche cremoso do Habib’s.

Já o The National me pareceu um tanto quanto chatinho logo de começo, meio metido a darkside e tal, mas até que tem toda uma atmosfera bacana numa pegada indie post-punk à la Interpol.

Mas o que realmente não me agrada de jeito nenhum nesse festival é o tal do Klaxons e do The Gossip. Fala sério, mais puro hype non-sense chato. Trocaria ambas pelo dupla mega ofuscante Justice - que também se apresentará logo nesse fim-de-semana - e morreria feliz de tanto dançar.

O show começa sábado, dia 27, e termina segunda-feira, dia 29, e os ingressos já estão a venda no Teatro da Ufes por R$30 a meia para estudantes e R$60 a inteira. »

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Para surpresa de muitos que como eu ficaram órfãos da cena hardcore do Espírito Santo, trago uma bela notícia:

Show do Rufio em Vitória - 12 de abril
É isso mesmo, pequeno gafanhoto! RUFIO!

Pra você que tá viajando aí e não sabe do que eu estou falando, Rufio é uma banda de punk rock da California e que desembarcará em terras capixabas neste sábado, dia 12 de abril.

Junto com o Rufio[bb], mais quatro bandas se apresentarão no Clube Libanês: Udora, de Belo Horizonte e as capixabas Supercombo, Clímax e Vitória Hard Rockers - vencedora do concurso Vitamina R!, também produzida pela Birne Records.

Bixo, se tu curtes um bom show de hardcore, então não podes perder essa parada. Eu mermo fiquei felicíssimo pela volta da Birne na produção dos shows de rock, mesmo com a escassez de lugares para shows e tudo mais que eu já havia falado antes. Ponto pra ela!

Então, não fica panguando ai não, Zé Mané: os ingressos estão a 20 reais - o que é uma pechincha se você curte um rock bem organizado, com bandas boas, som legal e uma galera bacana. Eles já podem ser comprados no Sebo República das Letras de Jardim da Penha e de Jardim Camburi.

Birn Rock Fest
Rufio (EUA), Udora (BH), Supercombo, Clímax e Vitória Hard Rockers.
Dia e hora: 12/04/2008 às 18h
Lugar: Clube Libanês - Final da Praia da Costa - Vila Velha/ES
Vendas: Sebo República das Letras em Jardim da Penha, Jardim Camburi e também na hora.
Grana: 20 mingau.
Site: www.birnerecords.com

Agora, se você tá achando que tá caro, meu brother, vá comprar uma lata de cola pra ficar doidão que tu ganhas mais. Mas não se esqueça de voltar aqui pra contar se a onda foi boa ou não, beleza?

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Boa notícia para os amantes de boa música de Vitória: a Estação Porto está de volta em 2008, depois de um longo periodo em recesso.

Armazém 5 - Estação Porto

Os capixabas já estavam órfãos há algum tempo devido à falta de um espaço democrático destinado a atrações de pequeno a médio porte, que viabilizassem a vinda de atrações nacionais de fora do circuito das grandes apresentações.

Paulatinamente as casas de shows da cidade - se é que se pode dizer assim - foram sendo fechadas e outras não realizando mais eventos desse tipo. Não é de hoje que o cenário alternativo capixaba vem sofrendo essas baixas, desde épocas mais remotas dos shows de hardcore no Estúdio Salla 11, Camburi Club, Praia Tenis Club, Entre Amigos II e Planeta Ibiza, só pra citar os mais importantes.

A Estação Porto é um projeto realizado pela prefeitura de Vitória que trás sempre ótimos shows e apresentações culturais para a cidade. Após um periodo de impasse com a diretoria da empresa, finalmente a prefeitura acerta os últimos detalhes dos contratos e começa a fazer as licitações para iluminação, sonorização, climatização, etc. A previsão para o início das atividade é a segunda quinzena de março ou início de abril.

O ano de 2007 foi um ano excepcional, com apresentação de grandes artistas, como: Zeca Baleiro, Tom Zé, Luiz Melodia, João Bosco, Arnaldo Antunes, entre outros. Destaque para os dois shows que eu tive a oportunidade de ir. O Tom Zé começou tarde e eu não puder ficar até o final.

Já a programação completa desse ano deve sair até o fim do mês, mas já foi adiantado algumas atrações: festival de Bossa Nova em maio e festival de jazz em junho. Deve vir coisa boa daí. =D

Espero que dê tudo certo e que a Estação volte trazendo boas atrações como sempre. Meus parabéns para a Prefeitura de Vitória e para a Codesa - ainda mais por que é tudo lá no porto e eu tenho paixão por aquele lugar.

A Estação Porto fica no Armazém 5 do Porto da Codesa.
Av. Getúlio Vargas, s/n - Centro
CEP: 29010-040
Vitória/ES
* Veja no Google Maps.

Vi no Gazeta Online.

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Ótima noite com duas grandes apresentações no segundo dia do TIM Festival Vitória: Cat Power and Dirty Delta Blues e Cirkus com Neneh Cherry, difícil escrever sobre, até porque fui ao show sem conhecer muito bem o som das duas bandas, mas vamos lá.

Chan “Cat Power” Marshall foi a primeira a se apresentar, lá pelas 20h40. Já no começo, a “gata” mostrou sua animação dançando, pulando e gingando - será daí o nome Cat Power? - no palco, toda sapeca sob uma meia-luz tênue. Aliás, ela foi bem exigente e queria que estivesse tudo perfeito! Soltou até um “fuck” no meio de uma das músicas.

Cat Power
:wub:

O vozeirão deixava bem claro o poder que ela tinha, mesmo com toda sua “fofurice”, e pra balancear o samba, uma ótima banda mandando ver com tudo que tinha direito. O som variou bem entre o blues, o folk, o rock, o indie e o soul; músicas calminhas e outras mais animadas, pra balançar os pés - e com uma puta batera opressora na pegada, fazendo o corpo remexer até mesmo nas poltronas.

E para mim que estava um tanto tímido no primeiro show, não me contive e fui para a frente do palco para ver o cirKus com Neneh Cherry de pertinho. Não mais que uma palavra pra explicar o show: unble-fuckin-livable. Foi surpreendente, emplogante, dançante e todos os et cetera e tais, uma sinestesia de sons, rítmos, melodias e batidas. O vocalista no comando do MacBook Pro, tinha maior jeito de nerdão e a Neneh Cherry, pourra-louquisse total. Juntos, mandaram ver, conversaram com a galera com direito à menção de George Bush como asshole. Acho que quem mais curtiu o show, além do público, foram eles mesmo.

Neneh Cherry
Desce até o chão, ordinária!

Pra finalizar, fizeram um cover de Old Man do Neil Young. Coisa linda, sério.

Feist? Nem fez falta. E assistir ao show “sem companhia”? Bom, acho que a melhor companhia, quando não se tem ninguém, é você mesmo e nunca se está sozinho quando se tem tanta gente ao redor para conhecer e outras tantas no coração pra lembrar.

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Mas então, o Estúdio foi isso, foi lindo, maravilhoso, tudo de bom e tudo mais que se possa adjetivar e para finalizar com um 30 hit combo estilo Marvel vs. Capcom, tão aí os videos do clash de Marcelo D2 e Dead Fish no palco do Libanês.

Setlist:
Ex-Quadrilha da Fumaça
Eu Quero Ver o Oco
Sabotage
Polícia
A Urgência

(Se não abrir, clique aqui.)

Cenas dos próximos capítulos: resenha da obra prima independente de sétima arte canadense mais cremosa de todos os tempos, meme da infância e muito mais. Não percam!

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Estava meio sonolento, resultado dessas madrugadas passadas em claro, escrevendo no blog. Deitei no sofá da sala, a TV estava ligada no canal do tempo. Apertei os olhos e vi as horas na televisão: já estava atrasado para o show.

Me arrumei rapidamente e fui direto para o ponto, onde pegaria o ônibus para Vila Velha. Ao entrar no ônibus e olhar para o fundo dele, meus olhos foram interceptados por uma figura feminina que se postava de pé no meio do ônibus. Senti um vento gelado subindo pelas minhas costas seguido por uma brisa densa e morna no rosto - a previsão do tempo não havia falado nada sobre isso -, que me deixou estremecido durante alguns segundos. Sem olhar para o bolso e nem para as moedas, dei o dinheiro ao trocador que também não fez questão de conferir e me deixou passar.

O ônibus estava vazio, mas estávamos nós dois lá, de pé, um ao lado do outro. A cada curva e a cada freada do ônibus, esbarrávamos um no outro, trocávamos olhares cruzados, fingindo ser sem querer, fingindo que nós já não nos conhecíamos. Podia sentir que a conhecia, mas não consegui trocar uma palavra com ela.

Finalmente cheguei ao local e a maioria do pessoal já estava lá dentro. Na entrada, já era possível ver o nível da produção do evento. Peguei meu crachá de imprensa e segui pelo hall de entrada até a escada, abismado com a pujança do lugar - senti o vento gelado, a brisa morna -, virei de costas e vi a mesma garota do ônibus.

Aproximou-se de mim dando dois passos à frente e amigavelmente, disse:
- Oi Saulo, eu sou a Ive.
- Eu sei. - respondi perplexo. - então você é mesmo daqui?
- Sim, sou daqui. - acenou de alguma forma que não consegui compreender.
- Me desculpa, eu não quis ser mal educado.
- Tudo bem, Saulo, vamos?

Subimos a escada e estávamos no salão lotado de gente. Havia de tudo lá: emos, playboys, pattys, blogueiros, maconheiros entre outros seres indefinidos. Em cada canto, uma gostosa num mini-palco dançando e rebolando tão bem como um boneco de posto de gasolina. Telões e mais telões com videos e imagens do tipo que ninguém nem presta atenção - e eu fico me perguntando se realmente alguém se dá o trabalho de editar aquilo.

Na área VIP, muita badalação, comida e bebida liberada e um bate-papo com o Dead Fish que eu perdi por ter chegado atrasado. Lá estavam também os outros blogueiros com quem eu fiquei a maior parte do tempo.

A pior parte de se estar na área dos bacanas é, com certeza, perder toda a energia e emoção do bom hardcore frenético pipocando lá em baixo. Ficar lá em cima não tinha graça alguma, então a Ive me puxou pelo braço e fomos lá para baixo assistir à apresentação do Dead Fish, mas percebi que não agüento mais me enfiar no meio do porradeiro e preferi ficar de longe só assistindo.

Os dois shows foram muito bons, inclusive o final com D2 e Rodrigo entoando clássicos como Eu Quero Ver o Oco do Raimundos e Polícia, dos Titãs. Entretanto, acho que faltou mais ousadia na mistura. Ousadia, essa é a palavra. Por vezes Rodrigo ou D2 ficaram apagados no palco. Faltou um rap “de responsa” e uma guitarrada malemolente.

Sem perceber, a Ive já tinha sumido lá pelo meio do show do Marcelo D2, mas se ela me perguntasse se eu havia gostado da festa, eu teria respondido:

- Gostei sim, você sabe que sim. Afinal, você está aqui.

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