Posts Tagged “porta curtas”

Hoje é o Dia do Beijo e não há dia melhor para falar sobre o primeiro beijo. Poderia falar sobre dezenas de assuntos a respeito, daria também pra fazer um top melhores beijos do cinema, mas percebi que ficaria com um teor glicêmico alto demais para este blog, então voltemos, “Ah! O primeiro beijo!”, justo aquele que é (ou era) o terror dos adolescentezinhos de 14 e 15 anos.

Imagino que a maioria das pessoas deve se lembrar do seu primeiro beijo, menos os micareteiros que beijam umas 30 pessoas por festa - dúvido que eles se lembrem - e nessa maioria, 99,9% teve seu pior beijo e faz questão de esquecê-lo.

Nos 30 segundos que pode durar aquele que seria o primeiro e mais desajeitado beijo de uma vida, tudo pode passar pela cabeça pré-púbere de uma menina de 12 anos - 12 anos?! - ao experimentar seu primeiro beijo. A mistura de sensações liquefeitas tornam uma ação tão trivial para pessoas mais “vividas” algo absurdamente mais complexo e encharcado para a tal menina, tudo isso baseado na troca de fluidos essencial de Saliva - que dá título a película.

Assista aqui ao filme
no site Porta Curtas.

Agora, se você nunca beijo e não quer ficar aí só babando, aproveita que ainda dá tempo de dar umas bitocas por aí.

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Antes que Seja Tarde não é apenas uma ficção adolescente como essas que vemos em qualquer lugar ou até mesmo na televisão. Aqui, vivemos a experiência de Digo – representado pelo ator Fábio Lucindo que também empresta sua voz para vários personagens de desenhos animados, então não estranhe se perceber alguma semelhança com um “Vai, Pikachu!”. Digo é um rapaz sonhador que tenta lidar com seus sentimentos da melhor maneira possível através de sua fase de pré-emancipação e de estudante pré-vestibular.

A maneira que o filme é dirigido, envolvido na mesma profusão de pensamentos entre-cortados por lembranças e sonhos da cabeça de Digo, num ritmo acelerado e quase caótico é a imagem exata do funcionamento da cabeça de um adolescente com suas paixões, dúvidas, angústias e questões filosóficas. Digo tem escolhas difíceis a fazer e não sabe como fazê-las – ou não quer fazê-las –, algo que ele aprenderá com a experiência que ele ainda não tem.

Assim, também somos apresentados aos seus amigos, personagens diferentes mas que invariavelmente acabam tendo as mesmas dificuldades que Digo, como a insegurança.

Mais do que nos contar a sua história, Digo nos faz sentir o que ele sente, ter as dúvidas que ele tem, tudo isso graças à visão que o diretor nos dá através da narração em primeira pessoa, da bela montagem fotográfica e da trilha sonora, que preenche de forma exata os espaços deixados nos momentos de reflexão enquanto ele anda de bicicleta.

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