No último domingo eu recuperei mais ou menos 8 anos de atraso na minha vida em menos de meia hora. Minha vida na história e desenvolvimento de interfaces e sistemas operacionais, é claro.
O que aconteceu foi que eu resolvi de uma vez por todas largar o maldito Windows XP no qual eu me encontrava conformado para instalar a tão falada nova encarnação do sistema operacional da Microsoft, o Windows 7.
Vale lembrar que essa versão que eu instalei não é a *final* per se, mas sim uma versão pré-lançamento, ou, Release Candidate. É uma versão mais estável e com menos bugs que o beta mas ainda não é a oficial que estará a venda apenas no segundo semestre.
Para os apressadinhos que não aguentam esperar até lá, o sistema está disponível para download no site da Microsoft. Junto com o download da imagem de DVD você recebe uma chave válida até junho de 2010, o que dá tempo suficiente para alguém crackear eu comprar o meu primeiro Windows original.
Continuando… pode parecer que não, mas é verdade: o Windows XP foi lançado no segundo semestre de 2001. Agora, em 2009, oito anos depois, sai a versão final do “Seven” que promete tirar a impressão negativa que as pessoas tiveram com o famigerado Vista.
Não é pra menos, já que o Vista foi um desastre em diversos aspectos e não teve o mesmo prestígio que a versão anterior, o XP, que apesar de visivelmente inferior era a mais compatível, leve e estável até o momento.
E a minha experiência até agora foi muito positiva. Verdade!
Como eu imagino que grande parte dos usuários fará a migração do XP para o 7, as surpresas serão praticamente as mesmas que eu tive, do que para o pessoal que migrar do Vista e que já está acostumado com o look and feel do Aero.
Está mais Mac? Nâo sei, talvez.
Mais Linux? Certamente não.
Mais Windows? Com certeza.
Desktop bonitinho do Windows 7
Do que eu consigo me lembrar de coisas que me agradaram: instalação rápida e fácil sem precisar encostar em nenhum CD de driver, nova barra de tarefas “agrupada” e menu Iniciar mais organizado, Aero, Libraries, joguinhos (Xadrez, Paciência, Mahjong e outros), Aero Peek, Media Player 12, Paint, Snipping tool, gadgets, papel de parede rotativo, calculadora, ícones modernos, Sticky Notes, Media Center, Voice Recognition, On-Screen Keyboard, entre outros.
São os tipos de coisas que já existiam por aí em outros OSes, mas que na real já estavam passando da hora de serem resolvidos.
São os pequenos detalhes — como o cuidado para deixar todos os ícones uniformes — que pela primeira vez foram vistas (oi?) numa versão do Windows e que dão o toque de software bem acabado.
Minha impressão inicial é que o Windows 7 “just works”, ou seja, funciona como deveria funcionar, sem dor de cabeça pro usuário e sem perder muito tempo. Entretanto, ainda é muito cedo para dar um veredito, afinal ainda não saiu a versão final, então veremos o que acontece mais pra frente.
