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Pesquisa Transporte Urbano Vitória

Ei, você, visitante querido. Sim, você mesmo. Mora em Vitória? Sim? Anda de ônibus? Também? Que ótimo! Podiamos sentar na lama pra tomar uma cervejinha e trocar ideia qualquer dia, ein? Que tal? Certo, certo, não é sobre isso que eu gostaria de falar com você hoje mas, sim, você pode me ajudar! Peço não mais que 5 minutinhos do seu tempo para responder a um pequeno questionário que fará parte do meu projeto de graduação.

Essa pesquisa trata principalmente sobre a DEFICIÊNCIA na aplicação de sinalização dos ônibus do transporte público em Vitória.

Clique aqui para responder à pesquisa.

A análise dos dados coletados será publicados futuramente aqui no blog e ajudará na minha pesquisa para compreender o comportamento dos usuários de ônibus e assim desenvolver alternativas mais eficientes de sinalização.

Agradecido desde já.

Previsão Web à prova

Há algum tempo atrás eu vi a Emily Falqueto mandar um tweet de uma parada não muito divulgada que era o Previsão Web.

Esse Previsão Web é um serviço que até então está hospedado no site da Prefeitura de Vitória e que fornece informações bem úteis, como por exemplo quanto tempo falta para o ônibus que você está esperando chegue.

O tempo passou e nesse fim-de-semana resolvi testar o negócio de verdade. Com o laptop na mochila fui até um ponto de ônibus de Jardim Camburi.

O ponto fica na R. Carlos Martins, em frente à Yázigi Internexus; de lá mesmo consegui acessar a internet pelo wifi do Vitória Digital para fazer o teste que trago a vocês logo abaixo:

A experiência de uso do serviço não foi lá uma das mais straightforward já usadas por mim mas esse é um ponto que pode ser relevado já que, segundo informações recebidas do colega Charles Moreira e do também companheiro de curso e quiçá parente distante Pedro Puppim, a aplicação já está na linha de produção e de um processo de redesign completo.

Fico um pouco ressabiado quanto a coordenação do projeto, sob comando da agência Idéia Gráfica, visto que a empresa não tem nenhum grande trabalho na área em seu portfólio maaaaaas, por enquanto, prefiro aguardar antes de fazer qualquer crítica desnecessária.

E se você quiser saber um pouco mais, veja esta matéria sobre a tecnologia utilizada no Previsão Web que eu acabei de encontrar nos relacionados do meu vídeo.

Update: parece que a Prefeitura de Vitória tirou a página do ar depois que o Metzen disponibilizou o No Ponto. Bem, depois dessa notícia fica bem fácil imaginar o porquê.

Letreiros de ônibus em Vitória: ainda longe de um ponto final

Tudo começou há alguns meses atrás quando eu abri um tópico no grupo de discussão do curso de Desenho Industrial da Ufes. O assunto em questão era a padronização dos letreiros de ônibus em todo território nacional.

A discussão gerou uma certa comoção no grupo pois, no caso de Vitória, havia um sistema em funcionamento que teria de ser abandonado.

Na época, cheguei a procurar alguns parlamentares e órgãos da prefeitura para falar sobre o assunto. A resposta veio da Srta. Jaqueline de Oliveira Vianna da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Vitória — SECOM:

Caro Saulo Pratti,

Ressaltamos que a elaboração de um padrão para os coletivos foi estabelecida por uma lei federal. A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) elaborou o padrão e o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) criou regulamentos com base na lei da acessibilidade, que prevê o direito de locomoção das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Todo o processo foi pensado para melhorar a vida das pessoas com necessidades especiais, e isso inclui pessoas com problema de visão.

Por se tratar de uma lei é federal, a Prefeitura de Vitória tem até o dia 31 de julho para se adequar, caso contrário, o Ministério Público pune o município. Somos obrigados a seguir os novos padrões.

Esperamos que haja uma adaptação dos usuários ao novo modelo. Mas caso a população não aprove, após testar as mudanças, aí sim é realmente necessário que haja uma mobilização para adequações. Isso deve ser feito na esfera do poder público federal, o que não impede a participação dos municípios.

Nesse sentido, é muito importante a sua opinião. Mas teremos de esperar para saber como será a aceitação também dos outros usuários.

Agradecemos e esperamos contar sempre com sua participação.

Assessoria de Imprensa

Secom – Secretaria de Comunicação

Pois é, meus caros, chegamos ao dia 31 de julho e o que pode se comprovar nas ruas da cidade é que nem todos os ônibus foram adequados à nova regulamentação.

Isso quer dizer que, a partir de amanhã, todos os ônibus que não ainda seguirem as tais regras serão os responsáveis pelas punições, ou sanções, às quais a prefeitura de Vitória estará sujeita — e que eu não faço IDEIA de quais sejam.

No coletivo pela cidade

Há um costume das pessoas aqui de Vitória de acharem que tudo é muito longe, numa cidade de pouco mais de 93km². Devo admitir que eu, como bom capixaba, penso um pouco assim também: pode ser absurdo dizer que uma caminhada de 30 minutos é coisa demais, mas para os padrões capixabas é algo como “longe pra caralho, brother”!

Chegar atrasado na faculdade: 15 minutos
Ir para o trabalho: meia hora
Dar um rolê no centro da cidade: 45 minutos

Ok, chutei algumas coisas aí, mas é claro que no horário de pico demora mais, muito mais, dependendo do trânsito que, ultimamente, está caótico.

Fato é que todo lugar tem suas peculiaridades, histórias, bizarrices e suas pequenas “celebridades”. A máxima “Diga-me com quem andas que lhe direi quem és” aqui pode ser adaptada para “Diga-me em que ônibus andas que lhe direi quão ralé és”, mas isso não vem ao caso agora.

Nos meus momentos de divagação, costumo observar as pessoas no coletivo, tentando imaginar de onde elas vem, para onde vão, onde estudam, o que fazem para se divertir, etc. Resumindo: fico procurando meninas bonitinhas pra puxar um papo maroto no caminho pra escola/trabalho/o que seja. E olha que posso contar nos dedos quantos amigos meus eu conheci no busão.

Além disso, uma das coisas mais interessantes de se morar em Vitória é poder acordar pela manhã e não saber o que te espera lá fora. Cada dia um buraco novo na pista, uma rua diferente interditada, um prédio novo que surgiu da noite pro dia. Única coisa que não muda é a minha eterna enrolação de ter um blog melhor atualizado.

Um dos seres mitológicos – e míticos, por que não? – mais populares dos ônibus de Vitória é Roger, ser que transita pelos ônibus que passam pela Reta da Penha, principal avenida da cidade. Roger e seu violão são os responsáveis por alegrar a viagem de muitos passageiros com sua música romântica e autêntica. Um exemplo para a música capixaba.

Roger e Seu Violão – Não Me Digas Não (Live)

Pra completar, não pode faltar as guloseimas vendidas dentro do busão, praticamente um serviço VIP que dúvido que exista em qualquer outro lugar do nosso querido Brasil. Tudo produto de qualidade, garantido pelo camelô.

Camelô no ônibus
É um por 30, dois por 50 e 5 por 1 real, freguesia!

Infelizmente não consegui fotos de Roger e Seu Violão, que prefere ficar no anonimato. Se encontrá-lo, faça um favor a humanidade: compre o CD por apenas 10 reais, copie para o computador e compartilhe com os amigos no Soulseek, orkut, eMule, o que for mais fácil para você e ajude a disseminar a música popular caipira capixaba. Ou não.

Suruba automotiva

Que alegria, fui em Vila Velha ontem, dar umas bandas por lá e encontrar minha girl.
Assistimos Elizabethtown, tudo legal e certinho.

Eis que na volta uma surpresa: por causa da suruba que está acontecendo aqui em Camburi. A suruba em questão, trata-se de uma monte de gente bêbada ao som de porcarias auditivas como Chiclete com Banana e etc. (talvez farei um post comentando sobre a suruba em um post no futuro, ando meio sem paciência para escrever, mas já que está no forno o novo layout do blog, nada melhor do que voltar a postar decentemente por aqui.)

O meu bairro tem apenas dois acessos: um pela praia e outra pelos fundos, já no municipio da Serra (se é que aquilo pode-se chamar de municipio). Como estava havendo a suruba na praia, só restava o outro acesso. Pensei em saltar do ônibus e ir caminhando, pois não era tão longe assim, mas nem isso pude já que nesse ano os organizadores cobraram R$10,00 para entrar. A raiva já era incontrolável, já que estava apenas a 5 minutos de casa e por causa do desvio que o ônibus seria obrigado a fazer, o percurso demoraria no máximo 30 minutos.

(Eu pensei em colocar um pequeno mapinha aqui para ilustrar um pouco mais a aventura, mas a má qualidade da imagem do Google Earth somada ao sono me impedem de fazer isso, então fica por isso mesmo já que não tem mesmo ninguém para reclamar.)

Ledo engano… ao que o ônibus vira a esquerta, vejo uma imensa fila de carros e ônibus: uma suruba automotiva. Eram muitos os carros, no minimo uma dúzia de Unos cujo motor não aguentou o tranco e ficaram parados no meio da pista, atrapalhando mais ainda o fluxo de carros.

O meu sangue subiu, tentei ligar pra garota, mas ela não atendeu. Algum tempo depois ela me retorna a ligação e eu conto um poco do meu drama pra ela. O drama foi tanto que a mãe dela queria ir me buscar, o que não adiantaria muita coisa…

Por conta desse inferno, se passou 2 horas até eu chegar em outro lugar – sim, fui enganado pela primeira vez – diferente do meu destino, o Terminal Carapina.

(O que acontece é que o ônibus que eu peguei e todos os outros intermunicipais, não estavam entrando no bairro, justamente, por que não havia como sair de lá.)

Mas tudo bem, ainda estava na direção certa. O que acontece é que ao chegar ao terminal eu não havia raciocinado desta maneira. Resumindo, fiz uma das maiores (senão a maior) jeguisse da minha vida: peguei outro ônibus intermunicipal. O correto seria que eu pegasse o Circular que vai do Terminal Carapina até o meu bairro, mas a minha burrice aliada a burrice de outras pessoas que estavam no local e algo me dizendo que estava sendo mais esperto que os outros fazendo isso, me levaram a pegar este outro ônibus, que teóricamente me levaria ao meu destino, senão fosse a suruba rolando na praia – fui enganado pela segunda vez.

Resultado: além de pegar o ônibus errado eu continuei nele, até chegar quase onde havia começado o engarrafamento de antes, uma jeguisse maior ainda. Saltei do ônibus ainda tentando disfarçar que não tinha pego o ônibus errado e fui ligeiro para o ponto mais próximo. Ali poderia pegar qualquer ônibus e peguei inclusive o ônibus municipal que além de ser mais barato, me levaria exatamente para o meu destino. Enfim, com esse contratempo, lá se foram mais 1 hora.

Uma viagem que não duraria não mais que 25 minutos, se prolongou por mais de 3 horas.