Posts Tagged “logo”

Todos os dias vemos centenas de marcas novas e antigas. Todos os dias nós as vemos e em todos os cantos possíveis e imagináveis elas estão lá, marcando e demarcando.

Marcas que precisam ser lembradas por nós para funcionarem e, conseqüentemente, para vender, comunicar e funcionar propriamente como uma, resultado da simplificação de conceitos numa linguagem meramente visual e estilizada.

Na imagem acima temos vários soluções gráficas bem interessantes que poderiam muito bem ser logos de diversas empresas multinacionais, certo? Mas quais seriam elas? E qual seria o conceito de cada uma delas? O que representariam?

A bem da verdade, as figuras acima são apenas as bandeiras de algumas das capitais japonesas. Sim, são bandeiras de cidades japonesas1. Não me pergunte o nome dos designers que as desenharam porque eu não sei - como saberia? -, mas aposto que você nunca imaginaria isso, vai dizer. Ao menos que você fosse uma mistura de oriental com índio, ai tudo bem.

Entretanto, é importante dizer que cada um desses símbolos possui sim um conceito por trás fazendo as devidas ligações com a língua e com os elementos da cultura nipônica. Várias delas são representações altamente estilizadas de kanjis, katakanas e hiraganas, os quais estão intimamente ligados aos simbolos heráldicos - ou seja, a representação de brasões - japoneses, chamados de Mon.

1 Dica do Deadcrow.

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Como sempre, meu timing perfeito só me permitiu comentar sobre a nova logo da Globo hoje. Como já é assunto do mês passado, serei sucinto, só pra não deixar passar em branco a notícia.

A logo faz parte do que eu chamo de plano de marketing da Rede Globo de empurrar a tal da TV Digital[bb] (ou DTV) pro povão. Claro, renovar para gerar discussões e mídia espontânea.

Do marketing:
Renovar a identidade visual é o grande trunfo que a Globo joga de tempos em tempos para se diferenciar das outras emissoras. Mas desta vez, além disso, ela aproveita para se destacar como pioneira na TV digital no Brasil, apontando para a nova estética proporcionada pela tecnologia de imagens de alta definição e formato de cinema dos novos televisores, propagandeando os novos ideais de consumo e imersão para a população que ainda sonha com uma TV de 29 polegadas na sala, sendo otimista. Para mim, uma idéia de gênio, e só.

Novo logo da TV Globo
O olho que tudo vê - Big Brother Globo

Do design:
As implicações de uma reformulação de identidade são imensas pro pessoal do design, algo que acredito que não deve ter sido levado em consideração no momento da criação lá pelos publiciteiros. Mas afinal de contas: o que mudou no redesign?

A galera fervorosa xiíta critíca, debate, solta o verbo e diz que não mudou nada ou quase nada. Eu tenho minhas dúvidas, vejamos: a mudança mais perceptível é o novo prateado, degradê e sombreado que fazem parte das duas esferas; em seguida temos o novo retângulo representando o formato widescreen das TVs digitais e que é preenchido com linhas horizontais nas cores do espectro da luz visível.

A mudança do formato 4:3 (standart) para 16:10 (widescreen) modifica completamente o equilibrio da imagem, não é uma mudança tão simples assim. O globo agora figura um rítmo horizontal que se assemelha a de um olho - do Big Brother ou do HAL 9000, o computador[bb] onipresente do filme 2001: Uma Odisséia no Espaço?

Certo que 90% do que há ai é “perfumaria”, sem dúvida. Desde que o logo incorporou elementos do 3D e do degradê ela se transportou totalmente para a TV, dificultando assim as possibilidades de representação em outros meios.

Evolução do logo da TV Globo
Evolução do logo da Rede Globo.

Mas o que temos agora, acima de tudo, com esse novo símbolo é um novo paradigma estético do que é a TV brasileira. Aliás, estética essa que não é nada nova e que na verdade passa por um grande modismo hoje em dia, em vários campos do design - até nas coleções de moda o prateado está em voga -, na internet, na música, etc.

Vejam só vocês o clipe novo do grupo francês Justice:

Referências datadas? Breguice? Ou o modismo cool revisitado? A impressão que tenho é que tudo isso já parece ser antigo e demodé antes mesmo de envelhecer.

Sempre rola aquela vergonha alheia como quando vemos alguma imagem de quinze ou vinte anos atrás e pensamos “puta merda! que roupas toscas aquele pessoal usava”, “que filme trash fudido da porra!” e todas as tosqueiras videográficas da década de 80 e início de 90.

Porém, contudo, entretando não há motivo para alarde nem choradeira. Não vai demorar muito para nos acostumarmos a essas e outras mudanças que estão por vir, continuando o ciclo de transformação das coisas.

* Thanks ao Chicow pelo bate-papo espontâneo e incendiário.

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O site da revista Wired fez recentemente uma entrevista com a designer gráfica Ruth Kedar, responsável pelo logotipo da gigante master de buscas na web Google o qual foi lançado em meados de 1999.

Entre as primeiras propostas, sem dúvida a que mais me agradou foi a primeira:

Hipótese de logotipo do Google criado por Ruth KedarSimbolicamente foi o que mais seguiu a proposta de união (link) e de infinitude, conceitos complexos e abstratos exigidos por um serviço muito pouco conhecido na época.

Neste, há uma solução gráfica simples e que faz alusão à algema de dedo chinesa que não possui sombras e degradês que hoje em dia se tornaram referência para a maioria das empresas da “web 2.0″ e ainda possui um bom equilíbrio gráfico e boa leiturabilidade. A tipografia usada foi a Adobe Garamond, evidenciada principalmente pelo pequeno olho do e. Nos outros logotipos há também vários exemplos de péssimas soluções gráficas e de coisas que não se deve fazer na criação de uma logo, símbolo ou marca.


O tal Chinese finger trap ou algema de dedo chinesa.

Mas antes disso, Sergey Brin, co-fundador do Google, teria criado o primeiro logotipo do site em 1998 usando o software de edição de imagens GIMP. O que é estranho é que segue o mesmo conceito do logotipo atual, criado por Ruth Kedar, principalmente no que diz respeito às cores usadas.

Logotipo do Google criado por Sergey Brin em 1998
O ponto de exclamação seria uma cópia referência ao Yahoo!?

Ruth Kedar nasceu no Brasil e mudou-se para Israel onde se formou em arquitetura no Technion - Instituto de Tecnologia de Israel. Depois, foi para o Estados Unidos onde fez mestrado na Universidade de Stanford, tendo como tese de mestrado o tema “Design de cartas de baralho”. Após isso, foi contratada pela Adobe para desenvolver alguns decks de baralhos para a empresa chamados de Analog Deck e Duolog Deck. Outros trabalhos em Kedar Designs.

Link para a matéria da Wired com todas as propostas do logotipo do Google produzidas por Ruth Kedar.

Via Bluebus.

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