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Ontem o Ian do Enloucrescendo soltou no Twitter o link para o até então novo disco do Death Cab for Cutie, Narrow Stairs. Baixei-o aqui todo felizão e comecei a ouví-lo descontraidamente. Apesar das 11 faixas do disco, involuntariamente a que mais me chamou a atenção foi I Will Possess Your Heart, justamente o single do novo disco e pasmem – a única verdadeira do CD.
Na verdade o disco que vazou foi apenas uma brincadeira de 1º de abril que já foi desmascarada pela MTV gringa. A brincadeira foi feita por Jerome Holeyman que espalhou o disco com as músicas da banda alemã Velveteen como sendo do DCFC. A brincadeira, é claro, acabou rendendo uma certa divulgação da banda alemã.
Admito que quase fui pego nessa brincadeira, pois a voz do vocalista do Velveteen até lembra um pouco a de Ben Gibbard, que além do Death Cab, também canta no The Postal Service – projeto paralelo tão bom quanto.
Porém, a falta de notícias nos blogs de música e sobretudo por não ter o encontrado para download no what.cd nem no Waffles – dois dos maiores trackers privados de música – me deixaram desconfiado. Daí foi só uma rápida googleada para descobrir a verdade.
Agora, esse fato junto com um artigo publicado ontem no site da MTV só me deixaram ainda mais curioso sobre o resultado deste petardo gravado em três estúdios em takes em sua maioria ao vivo, quase 3 anos após o lançamento de Plans. Será mesmo um “tudo-ou-nada” ou “ame-ou-odeie” para os fãs?
Se quiser conhecer algumas das músicas do Velveteen que fazem parte do disco Home Waters, pode ouví-las no MySpace da banda. O single do Death Cab for Cutie também pode ser ouvido no MySpace deles.
Só pelo single dá para imaginar um disco totalmente diferente de tudo aquilo já feito por Gibbard e companhia. Resta agora esperar até o dia 13 de maio pra conferir o tão esperado Narrow Stairs.
Ótima noite com duas grandes apresentações no segundo dia do TIM Festival Vitória: Cat Power and Dirty Delta Blues e Cirkus com Neneh Cherry, difícil escrever sobre, até porque fui ao show sem conhecer muito bem o som das duas bandas, mas vamos lá.
Chan “Cat Power” Marshall foi a primeira a se apresentar, lá pelas 20h40. Já no começo, a “gata” mostrou sua animação dançando, pulando e gingando – será daí o nome Cat Power? – no palco, toda sapeca sob uma meia-luz tênue. Aliás, ela foi bem exigente e queria que estivesse tudo perfeito! Soltou até um “fuck” no meio de uma das músicas.

:wub:
O vozeirão deixava bem claro o poder que ela tinha, mesmo com toda sua “fofurice”, e pra balancear o samba, uma ótima banda mandando ver com tudo que tinha direito. O som variou bem entre o blues, o folk, o rock, o indie e o soul; músicas calminhas e outras mais animadas, pra balançar os pés – e com uma puta batera opressora na pegada, fazendo o corpo remexer até mesmo nas poltronas.
E para mim que estava um tanto tímido no primeiro show, não me contive e fui para a frente do palco para ver o cirKus com Neneh Cherry de pertinho. Não mais que uma palavra pra explicar o show: unble-fuckin-livable. Foi surpreendente, emplogante, dançante e todos os et cetera e tais, uma sinestesia de sons, rítmos, melodias e batidas. O vocalista no comando do MacBook Pro, tinha maior jeito de nerdão e a Neneh Cherry, pourra-louquisse total. Juntos, mandaram ver, conversaram com a galera com direito à menção de George Bush como asshole. Acho que quem mais curtiu o show, além do público, foram eles mesmo.

Desce até o chão, ordinária!
Pra finalizar, fizeram um cover de Old Man do Neil Young. Coisa linda, sério.
Feist? Nem fez falta. E assistir ao show “sem companhia”? Bom, acho que a melhor companhia, quando não se tem ninguém, é você mesmo e nunca se está sozinho quando se tem tanta gente ao redor para conhecer e outras tantas no coração pra lembrar.

