Posts Tagged “dias normais”

Atualizar o blog diariamente é uma coisa que eu gostaria muito mesmo de fazer, mas o fato é que nem sempre tenho tempo suficiente para fazer textos mais elaborados com pesquisas e tudo mais. Resultado é que ficam vários rascunhos sem publicar e posts prometidos há tempos mas nunca postados.

Então, a partir de agora, seguindo mais ou menos uma idéia que o Kid do Hoje é um Bom Dia teve, começarei a escrever posts mais curtos, rapidinhas, algo que fique entre uma atualização no Twitter e um post “sério”.

A propósito, o Twitter - ou o “Enquanto isso…” aí do lado - é o que está me salvando nesse meio tempo, pois é nele que eu posso postar pequenas atualizações de qualquer lugar, até mesmo do celular. Chamam isso de microblog, mas entendam como quiser.

Enfim, sem mais delongas é isso o que vai rolar, mas agora é PRA VALER. Enquanto alguns blogs tiram férias, a minha intenção é escrever mais e mais, pode crer. Espero não decepcionar vocês que lêem isso aqui e também espero não me decepcionar, o que é pior ainda.

Mas por favor só não esperem por coisas de qualidade logo de cara, vamos ver como vou me sair nesses primeiros dias, mas prometo que vou me esforçar ou vou ser obrigado a postar aquelas fotos engraçadas que ficam bem mais legais no Treta do que aqui.

Tags: , , ,

Comments No Comments »

Fazer compras não é uma das coisas mais inspiradoras ou tranqüilas de se fazer num dia normal. Talvez se algum dia eu me lembrar de levar meu iPod com a discografia do Pink Floyd para fazer compras comigo, a experiência passe de entendiante para viajante num piscar de olhos. Mas se eu tivesse seguido as dicas de limpeza de casa do blog do Solteirão, não teria ficado filosofando sobre qual marca de desinfetante limpa mais do que as outras.

Acontece que eu não entendo nada de limpeza mesmo, então o jeito foi tirar uma média aritmética de preço, quantidade, design de embalagem e marca pra escolher a maioria das coisas que fui colocando no carrinho, menos, é claro, aquele tipo de coisa que eu conheço bem, como uma cervejinha da Heineken pra beber no fim-de-semana.

Chego ao caixa no final das compras já querendo sair correndo e empurrando o carrinho rampa à baixo do supermercado como se estivesse fugindo, mas ainda teria de passar os produtos para pagá-los. Enquanto isso, nos minutos em que esperava na fila e colocando os produtos na esteira, ao redor do caixa haviam centenas de pequenos produtos estrategicamente posicionados para chamar a atenção de qualquer incauto da forma mais impregnante possível, como se fossem a sua irmãzinha mais nova te puxando pela barra da calça e pedindo para comprar o picolé da Hello Kity enquanto você tenta resolver um complexo cálculo matemático de subtração para saber se o dinheiro ainda dá para comprar um pacotinho de M&M’s. Não importa se você não precisa da parada, se você por descuido encará-la por mais de 2s acabará a comprando.

Eu tava precisando de 2 pilhas palito novas pro controle remoto do set-top box (famoso “aparelhinho”) da NET, então comprei um conjunto com 4 pilhas.

Pilhas palito Rayovac com vasilha de plástico

Bom, as pilhas não me serviram de muita coisa pra falar a verdade, já que por motivos gravitacionais da Terra nenhum dos dois controles-remotos que tem aqui em casa estão funcionando direito. Mas pelo menos agora eu tenho essa “recipiente” de plástico branco aí da foto, que acreditem vocês, veio junto com as pilhas.

Sinceramente eu não sei por que diabos alguém pensou em colocar uma vasilha dessas junto com um pacote de pilhas, seria tipo pra guardar as pilhas depois de usadas dentro da parada ou eu estou viajando demais e não considerando que esse possa ser apenas uma recipiente ordinário mesmo?

Tags: , , ,

Comments No Comments »

Estava meio sonolento, resultado dessas madrugadas passadas em claro, escrevendo no blog. Deitei no sofá da sala, a TV estava ligada no canal do tempo. Apertei os olhos e vi as horas na televisão: já estava atrasado para o show.

Me arrumei rapidamente e fui direto para o ponto, onde pegaria o ônibus para Vila Velha. Ao entrar no ônibus e olhar para o fundo dele, meus olhos foram interceptados por uma figura feminina que se postava de pé no meio do ônibus. Senti um vento gelado subindo pelas minhas costas seguido por uma brisa densa e morna no rosto - a previsão do tempo não havia falado nada sobre isso -, que me deixou estremecido durante alguns segundos. Sem olhar para o bolso e nem para as moedas, dei o dinheiro ao trocador que também não fez questão de conferir e me deixou passar.

O ônibus estava vazio, mas estávamos nós dois lá, de pé, um ao lado do outro. A cada curva e a cada freada do ônibus, esbarrávamos um no outro, trocávamos olhares cruzados, fingindo ser sem querer, fingindo que nós já não nos conhecíamos. Podia sentir que a conhecia, mas não consegui trocar uma palavra com ela.

Finalmente cheguei ao local e a maioria do pessoal já estava lá dentro. Na entrada, já era possível ver o nível da produção do evento. Peguei meu crachá de imprensa e segui pelo hall de entrada até a escada, abismado com a pujança do lugar - senti o vento gelado, a brisa morna -, virei de costas e vi a mesma garota do ônibus.

Aproximou-se de mim dando dois passos à frente e amigavelmente, disse:
- Oi Saulo, eu sou a Ive.
- Eu sei. - respondi perplexo. - então você é mesmo daqui?
- Sim, sou daqui. - acenou de alguma forma que não consegui compreender.
- Me desculpa, eu não quis ser mal educado.
- Tudo bem, Saulo, vamos?

Subimos a escada e estávamos no salão lotado de gente. Havia de tudo lá: emos, playboys, pattys, blogueiros, maconheiros entre outros seres indefinidos. Em cada canto, uma gostosa num mini-palco dançando e rebolando tão bem como um boneco de posto de gasolina. Telões e mais telões com videos e imagens do tipo que ninguém nem presta atenção - e eu fico me perguntando se realmente alguém se dá o trabalho de editar aquilo.

Na área VIP, muita badalação, comida e bebida liberada e um bate-papo com o Dead Fish que eu perdi por ter chegado atrasado. Lá estavam também os outros blogueiros com quem eu fiquei a maior parte do tempo.

A pior parte de se estar na área dos bacanas é, com certeza, perder toda a energia e emoção do bom hardcore frenético pipocando lá em baixo. Ficar lá em cima não tinha graça alguma, então a Ive me puxou pelo braço e fomos lá para baixo assistir à apresentação do Dead Fish, mas percebi que não agüento mais me enfiar no meio do porradeiro e preferi ficar de longe só assistindo.

Os dois shows foram muito bons, inclusive o final com D2 e Rodrigo entoando clássicos como Eu Quero Ver o Oco do Raimundos e Polícia, dos Titãs. Entretanto, acho que faltou mais ousadia na mistura. Ousadia, essa é a palavra. Por vezes Rodrigo ou D2 ficaram apagados no palco. Faltou um rap “de responsa” e uma guitarrada malemolente.

Sem perceber, a Ive já tinha sumido lá pelo meio do show do Marcelo D2, mas se ela me perguntasse se eu havia gostado da festa, eu teria respondido:

- Gostei sim, você sabe que sim. Afinal, você está aqui.

Tags: , , ,

Comments No Comments »

Felicidade pra mim é ter amigos, família e amores, realizar desejos, sonhar, dormir e acordar bem disposto, ter paz e poder contar tudo parar os meus filhos, netos e bisnetos e quando morrer, ser lembrado por todos como aquele que viveu feliz.

É, felicidade.

Tags: , ,

Comments No Comments »

Uma das coisas que aconteceram depois que eu comecei a tomar os remédios e a fazer a dieta por causa da úlcera no estomago, além de perder um pouco de peso, foi que eu comecei a cagar mais que eu costumava. Tipo todo dia ou mais, mas acontece que o ritmo com o que meu pai faz compras continuou o mesmo, salvo as vezes que ele traz verdurinhas e legumes da casa da minha vó.

Acabou que um dia desses de madrugada, antes de ir dormir, deu uma vontadezinha gostosa de bater um barro. Entrei no banheiro e já ia me sentando na privada, quando vejo que não havia papel higiênico. Levantei e fui procurar e constatei que havia acabado todo o papel higiênico da casa.

Foi aí então, que eu tive a brilhante idéia de usar o banheiro do salão de festas do prédio. Fui até lá torcendo para que a porta estivesse aberta… e estava! Que maravilha, me certifiquei que havia papel no local, fiz meu cocozinho feliz, voltei para casa e fui dormir. A partir daí, todas as vezes que precisei, recorri ao banheiro do salão de festas. Seria muita mais inteligente e econômico, inclusive, se parássemos de comprar papel higiênico e só usar os banheiros de lá, já que praticamente ninguém os usam. Só não dá para tomar banho, mas eu nem gosto de tomar muito banho mesmo.

Hoje à tarde, novamente não encontrei papel no banheiro. Esperei um pouquinho, fiz alguns trabalhos que tinha que fazer e finalmente pensei em ir ao salão de festas. Quando ia saindo, encontrei embaixo da porta da sala, um panfletozinho do Carrefour. Peguei-o e desci. Quando chego ao salão, vejo uma um pessoal do prédio, assistindo ao maldito jogo de França x Espanha e impedindo a minha passagem ao banheiro.

Se eu chegasse ali só para ir ao banheiro o pessoal ficaria desconfiadíssimo. Olhei para o jornalzinho do Carrefour, passei a mão nele, sentindo a textura macia e lisa do papel couché e voltei para casa.

Viva a reciclagem de lixo!

Tags: , , , , ,

Comments No Comments »

Clicky Web Analytics