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Sexta-feira à noite, hora de sair para os bares e baladas da cidade, mas você está aí de bobeira na internet porque chegou tarde demais em casa para poder sair com os amigos e rular na life. Agora, sem ninguém para te fazer companhia e com fome, você vai até a cozinha e percebe que não há nada relativamente apetitoso para encher essa pança redonda que vem crescendo nos últimos meses. O que fazer, você pergunta inconscientemente a si mesmo e ao seu estomago.

Pois a solução para o seu problema é bem simples, não sendo necessário ter habilidade especial alguma em cooking. Com apenas alguns ingredientes encontrados na geladeira - principalmente se tu for daqueles que não moram com os pais - você poderá ter uma refeição desbalanceadamente nutritiva, altamente apetitosa e relativamente econômica.

Você vai precisar de:

  • 1 pacote de macarrão instantâneo sabor galinha caipira - ou a que tiver sobrando por aí, desde que não seja algo violento demais.
  • Sobras de molho de cachorro quente com milho-verde.
  • 1 e somente um ovo.
  • Queijo mineiro processado - daqueles que vende na padaria, sabe? - ou mesmo parmesão ralado. Como qualquer receita desse tipo, vai do que tiver disponível aí.
  • E para acompanhar, um refrigerante de guaraná.

Modo de fazer:

  1. Prepare o miojo macarrão instantâneo da forma tradicional, mas de forma que fique bem sequinho e coloque o tempero.
  2. Sem apagar o fogo, jogue o ovo - sem casca, né - no meio do macarrão e deixe mais um pouquinho até ele dar uma cozidinha básica e então apague o fogo.
  3. Corte o queijo em pedaços e jogue no macarrão pra dar aquela derretida cremosa.
  4. Preencha o fundo de um prato com o molho de cachorro-quente frio mesmo, se for o caso. Se tiver milho-verde, coloque-o, dá um toque especial ao prato. Aproveite para colocar mais umas fatias de queijo afinal, queijo nunca é demais.
  5. Coloque o macarrão no prato, junto com o molho e o queijo que já estavam lá e dê uma misturadinha pra ficar no ponto.
  6. Espere esfriar para não queimar a língua, seu fominha.

O resultado:

O mais legal nessas receitas de ingredientes estranhos e misturas mirabolantes é usar o que tiver sobrando aí no seu refrigerador e torcer para que fique bom. Eu nem tirei foto, mas garanto que 5 minutos depois esse prato já estava vazio e eu estava de pernas pra cima arrotando o gás do refri.

Agora, se você teve coragem ou está pensando em ter coragem de seguir esta receita que acabei de escrever, lembre-se de comentar sobre a experiência e, acima de tudo, não deixe de passar dicas que por ventura eu tenha deixado escapar, fechado? Buon appetito!

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É difícil imaginar que algumas coisas no nosso país podem melhorar, mas de vez em quando somos surpreendidos com vestígios de trabalho sério e aí podemos ver que existe trabalho sério onde menos esperávamos.

Há pouco tempo, o Restaurante Universitário da Ufes servia umas refeições medianas por um preço até barato pra comunidade acadêmica. E o que eu quero dizer com “refeições medianas” é o seguinte: se você conhece um típico restaurante universitário, sabe que a comida de RU é pesada pra caralho e te deixa empanzinado a tarde toda, que o suco - quanto tinha - não tinha sabor nenhum e acabava virando motivo de piada do pessoal tentando adivinhar o sabor do dia.

Bandejão do RU

Só que nos últimos meses houveram algumas mudanças na parte administrativa lá do restaurante que melhoraram enormemente a qualidade da comida e mantendo o mesmo preço. Sério, acho que deve ser a melhor refeição dentre todas as federais. Por R$1,50 (isso se for estudante) você come num bandejão com arroz, feijão, 2 opções de carne ou ovo, salada, complemento (tipo polenta, pirão, abóbora, etc), sobremesa e suco.

Tipo, pela primeira vez, desde que entrei na Ufes em 2005, dá pra dizer que a bandeja tá cheia - em todas as divisórias. Agora também o próprio aluno poder se servir, colocar o quanto quiser na bandeja - menos a carne, que é a tia que coloca -, sem desperdício de sobrar comida e tal. Isso na teoria, porque fico assutado às vezes quando vejo bandejas cheias indo pro lixo, mas tudo bem.

O triste é ver que essas mudanças não se repetem em outros lugares tão freqüentemente. A falta de professores e carência de cadeiras no meu curso (Desenho Industrial) é uma realidade. Recentemente o curso sofreu algumas perdas de professores que ou estão de licença para fazerem doutorado ou simplesmente pediram demissão. Problemas estruturais e de manutenção no campus também são comuns de serem vistos e até noticiados nos jornais.

E pelo jeito isso deve ser uma situação generalizada em outras universidades, pelo menos é o que eu ouço de alguns colegas por aí. Não tirando o mérito da direção do RU e de quem trabalha sério, mas resta a dúvida se querem nos pegar pela barriga, numa tentativa sutil e safada de suavizar os problemas que a universidade pública vem enfrentando e que o governo diz que tenta sanar ou se é apenas o nosso querido Brasil dando certo e aprendendo a voar como um pássaro caolho que sai do ninho pela primeira vez e ainda está assustado com a imensidão que é o mundo lá fora.

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