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O melhor sanduíche de presunto ever!

Há alguns dias que eu venho ignorando as reclamações do meu sistema digestivo em favor de um hábito alimentar um tanto pobre. Detalhes a parte, não tenho comido regularmente e nem nos horários como de costume. O resultado são enjoos e mal-estar diários que só contribuem pra tirar mais ainda a minha fome.

Até hoje, quando recebi um dinheiro extra do meu pai, junto com as minhas últimas economias que estavam na minha poupança no Brasil. A forma de comemorar a minha sobrevivencia pelas próximas semanas foi num sensacional SANDUÍCHE DE PRESUNTO DEFUMADO, ou, em bom americanês, pra vocês irem se acostumando, Smoked Ham Hoagie.

Ingredientes

Embora seja possível comer um sanduíche parecido com este em qualquer mercadinho ou pizza place da região, tenho certeza que nenhum deles se aproxima da saborosidade deste exemplo único que tive o privilégio de preparar e comer. Caso queira reproduzir esta maravilha em sua casa, tome nota. Você vai precisar de:

  • uma baguete de pão italiano
  • um tomate grande
  • um maço de alface verde
  • queijo suíço
  • presunto defumado
  • relish
  • maionese
  • queijo ralado
  • ketchup
  • azeite, sal e pimenta a gosto.

Modo de preparo

  1. Antes de qualquer coisa, muito importante: lave as mãos antes de preparar o sanduíche. Feito isso, separe um pedaço da baguete equivalente a TRÊS PÃES franceses e o abra ao meio.
  2. Forre a superfície interna do pão com o presunto e o queijo de modo que o queijo recubra totalmente a área ocupada pelo presunto, garantindo assim maior suculência. Se na aldeia onde você mora não tiver queijo suíço, recomendo que compre pelo menos provolone e nada menos que isso.
  3. Coloque o pão num forninho elétrico ou a gás para tostar. O tempo varia de acordo com o modelo do seu forno. E não se engane, se o pão tostar um pouquinho a mais do que o normal, não se preocupe, dá um sabor todo especial à obra.
  4. Enquanto isso, vá cortando o tomate. Junte com o alface  numa quantidade duas vezes maior do que a que você supõe que o pão seja capaz de acomodar e tempere com sal e azeite a gosto.
  5. Depois de retirar o pão já tostado, e com o queijo totalmente derretido, de dentro do forno, acrescente um pouco de maionese, relish e queijo ralado. Salpique um pouco de pimenta para dar gosto.
  6. Adicione por fim o alface, o tomate e um pouco de ketchup para realçar o sabor do tomate.
  7. Por último, e não menos importante, use toda a sua destreza e feche o sanduíche delicadamente para não expulsar o conteúdo pelas laterais do pão.

Devo salientar que a foto acima não faz jus a magnificência deste incrível matador de fome esmagador de criancinhas. Se por acaso eu conseguir reproduzir a receita nos próximos dias, prometo uma foto melhor.

Update:

Como prometido, refiz o sanduba e então aí está, mais uma foto para o seu deleite visual pra vocês ficarem com água na boca.
Ler o resto desse post… ‘O melhor sanduíche de presunto ever!’

Um post sobre comida

Segunda-feira, depois de sair do estágio sem ter comido nada o dia todo, resolvi passar num restaurantezinho chinês que tem perto do escritório.

O lugar é um restaurantezinho que só faz entregas. Ao entrar, vejo um cara no balcão tentando fazer o seu pedido pra mulher que tava atendendo; ela falava um inglês com sotaque que eu mesmo me recusei a tentar entender.

Uma coisa peculiar por aqui, principalmente em restaurantes orientais, é que não há um mísero item que lembre algo que eu já tenha comido no Brasil. A ideia não é comer a mesma coisa mas pelo menos entender o que raios é cada coisa no menu, já que a explicação é quase nula e não há figura alguma pros desavizados.

Fiz meu pedido e paguei com uma nota de $20. Depois de esperar uns bons 10 minutos botei a sacola de baixo do braço e corri pra casa.

Colocaram nem um biscoitinho da sorte. Vagabundos.

5 motivos pra você estudar na Ufes

Cardápio do RU da Ufes

Segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira. Tudo isso por apenas R$1,50.

***

Esse post não estaria aqui apenas para falar do inegavelmente excelente cardápio que o RU da universidade tem servido diariamente. Seria legal, entretanto, se eu pudesse aqui elogiar com as mesmas palavras e entusiasmo os diversos projetos culturais e de pesquisa que são incentivados, as inúmeras salas adequadamente limpas e confortáveis onde estudamos, guiados por uma belíssima e sempre precsecnte equipe de professores.

Sem falar dos modernos laboratórios em que pesquisamos e produzimos, mas, acima de tudo, do respeito com que somos tratados por esta instituição.

Sem falar de nós mesmos.

Receita mata-fome da hora

Sexta-feira à noite, hora de sair para os bares e baladas da cidade, mas você está aí de bobeira na internet porque chegou tarde demais em casa para poder sair com os amigos e rular na life. Agora, sem ninguém para te fazer companhia e com fome, você vai até a cozinha e percebe que não há nada relativamente apetitoso para encher essa pança redonda que vem crescendo nos últimos meses. O que fazer, você pergunta inconscientemente a si mesmo e ao seu estomago.

Pois a solução para o seu problema é bem simples, não sendo necessário ter habilidade especial alguma em cooking. Com apenas alguns ingredientes encontrados na geladeira – principalmente se tu for daqueles que não moram com os pais – você poderá ter uma refeição desbalanceadamente nutritiva, altamente apetitosa e relativamente econômica.

Você vai precisar de:

  • 1 pacote de macarrão instantâneo sabor galinha caipira – ou a que tiver sobrando por aí, desde que não seja algo violento demais.
  • Sobras de molho de cachorro quente com milho-verde.
  • 1 e somente um ovo.
  • Queijo mineiro processado – daqueles que vende na padaria, sabe? – ou mesmo parmesão ralado. Como qualquer receita desse tipo, vai do que tiver disponível aí.
  • E para acompanhar, um refrigerante de guaraná.

Modo de fazer:

  1. Prepare o miojo macarrão instantâneo da forma tradicional, mas de forma que fique bem sequinho e coloque o tempero.
  2. Sem apagar o fogo, jogue o ovo – sem casca, né – no meio do macarrão e deixe mais um pouquinho até ele dar uma cozidinha básica e então apague o fogo.
  3. Corte o queijo em pedaços e jogue no macarrão pra dar aquela derretida cremosa.
  4. Preencha o fundo de um prato com o molho de cachorro-quente frio mesmo, se for o caso. Se tiver milho-verde, coloque-o, dá um toque especial ao prato. Aproveite para colocar mais umas fatias de queijo afinal, queijo nunca é demais.
  5. Coloque o macarrão no prato, junto com o molho e o queijo que já estavam lá e dê uma misturadinha pra ficar no ponto.
  6. Espere esfriar para não queimar a língua, seu fominha.

O resultado:

O mais legal nessas receitas de ingredientes estranhos e misturas mirabolantes é usar o que tiver sobrando aí no seu refrigerador e torcer para que fique bom. Eu nem tirei foto, mas garanto que 5 minutos depois esse prato já estava vazio e eu estava de pernas pra cima arrotando o gás do refri.

Agora, se você teve coragem ou está pensando em ter coragem de seguir esta receita que acabei de escrever, lembre-se de comentar sobre a experiência e, acima de tudo, não deixe de passar dicas que por ventura eu tenha deixado escapar, fechado? Buon appetito!

A gente não quer só comida

É difícil imaginar que algumas coisas no nosso país podem melhorar, mas de vez em quando somos surpreendidos com vestígios de trabalho sério e aí podemos ver que existe trabalho sério onde menos esperávamos.

Há pouco tempo, o Restaurante Universitário da Ufes servia umas refeições medianas por um preço até barato pra comunidade acadêmica. E o que eu quero dizer com “refeições medianas” é o seguinte: se você conhece um típico restaurante universitário, sabe que a comida de RU é pesada pra caralho e te deixa empanzinado a tarde toda, que o suco – quanto tinha – não tinha sabor nenhum e acabava virando motivo de piada do pessoal tentando adivinhar o sabor do dia.

Bandejão do RU

Só que nos últimos meses houveram algumas mudanças na parte administrativa lá do restaurante que melhoraram enormemente a qualidade da comida e mantendo o mesmo preço. Sério, acho que deve ser a melhor refeição dentre todas as federais. Por R$1,50 (isso se for estudante) você come num bandejão com arroz, feijão, 2 opções de carne ou ovo, salada, complemento (tipo polenta, pirão, abóbora, etc), sobremesa e suco.

Tipo, pela primeira vez, desde que entrei na Ufes em 2005, dá pra dizer que a bandeja tá cheia – em todas as divisórias. Agora também o próprio aluno poder se servir, colocar o quanto quiser na bandeja – menos a carne, que é a tia que coloca -, sem desperdício de sobrar comida e tal. Isso na teoria, porque fico assutado às vezes quando vejo bandejas cheias indo pro lixo, mas tudo bem.

O triste é ver que essas mudanças não se repetem em outros lugares tão freqüentemente. A falta de professores e carência de cadeiras no meu curso (Desenho Industrial) é uma realidade. Recentemente o curso sofreu algumas perdas de professores que ou estão de licença para fazerem doutorado ou simplesmente pediram demissão. Problemas estruturais e de manutenção no campus também são comuns de serem vistos e até noticiados nos jornais.

E pelo jeito isso deve ser uma situação generalizada em outras universidades, pelo menos é o que eu ouço de alguns colegas por aí. Não tirando o mérito da direção do RU e de quem trabalha sério, mas resta a dúvida se querem nos pegar pela barriga, numa tentativa sutil e safada de suavizar os problemas que a universidade pública vem enfrentando e que o governo diz que tenta sanar ou se é apenas o nosso querido Brasil dando certo e aprendendo a voar como um pássaro caolho que sai do ninho pela primeira vez e ainda está assustado com a imensidão que é o mundo lá fora.