Posts Tagged “amigos”

Até pouco tempo, a internet era um meio cujo acesso se restringia apenas aos computadores pessoais conectados com seus lentíssimos modens dial-up - aqueles mesmo que faziam um barulho engraçado na hora de conectar. É, pois é, era necessário se conectar à internet. Hoje em dia não só estamos conectados 24h/dia como também em qualquer lugar.

Mas então, muito foi dito sobre a web ser um meio responsável por isolar as pessoas, diminuindo os contatos sociais entre os indivíduos em favor da virtualização.

Entretanto as coisas mudaram e a web 2.0 apareceu para nos salvar da própria internet que, a essa altura do campeonato, parecia ser a vilã das grandes mídias que ainda dominavam a comunicação. Hoje vivemos a retribalização da internet: estendemos nossas vidas para a convivência virtual com milhões de outras pessoas no mundo todo. Expomos fotos, textos, músicas, sentimentos e vontades nesse emaranhado de informações que vai se acumulando, assim construímos nossa sociedade virtual a través dessa incrível rede.

A despeito da facilidade de comunicação e aproximação de pessoas proporcionada pela web, ainda reside no homem o instinto de se encontrar pessoalmente com outros membros de sua espécie para realização de atividades sociais, afinal de contas, não vai ser agora que o homem, milhares de anos depois de ter saído da caverna, vai resolver voltar para lá, se é que me entende. E mesmo que volte, sabemos que é apenas por um motivo natural.

Enfim, podemos perceber que existe uma lacuna a ser preenchida entre a internet e a “vida real”, por assim dizer. Uma lacuna que permite aproximar as pessoas para um convívio pessoal de encontros e desencontros do dia-a-dia.

Assim, como essas imensas bases de dados disponíveis em sites de relacionamento como Orkut e Facebook poderão nos ajudar a conhecer novas pessoas com interesses afins ou a encontrar amigos?

A resposta já está por aí, em algum canto do planeta, na internet, acessível a apenas alguns cliques, esperando para ser descoberta, desenvolvida e compartilhada.

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….e eu cheguei de viagem no último domingo à noite. Fiquei até agora pensando sobre o que falar sobre essa viagem, planejando o que escrever, mas como já havia descoberto há algum tempo, meus textos simplesmente não brotam quando quero escrever especificamente pro blog, então achei melhor juntar algumas coisas que escrevi por aí nessa semana.

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Então, semana passada foi a semana do 17º NDesign em Florianópolis. Floripa é linda, a universidade é foda e a estrutura dela é impecável: as salas, os auditórios, as cantinas, os jardins, o RU, os Ufscães, etc. Sem falar nas belezas da cidade que não tive a oportunidade de conhecer muito bem.

Foi meu primeiro N e foi uma experiência muito foda pra mim. No começo fiquei meio desorientado com aquilo tudo, tentando absorver algo que pudesse ser útil, tátil, sólido e minimamente coeso.

Foi uma loucura mesmo, conheci vários amigos de internet e muita gente nova, e naquele turbilhão de acontecimentos me deixando sobrecarregado havia muita reclamação por causa da organização do evento e muita coisa que não pude aproveitar. Tipo de coisa que acontece, fato.

A galeire, os dogs, os all star sujos e a cerveja de dezáiner:




A plaquinha.

Galeire sagaz ai que fiquei muito feliz de ter conhecido pessoalmente. Na foto da plaquinha: eu, olde, lissa, e borges. Mas tem muito mais gente que conheci e com quem aprendi muita coisa durante esses dias: a Rachel e o Lucas da UEMG, que deram a oficina de MeTOYmorfose - e que foi fodassa! -, o pessoal da Ufes da delegação, os colegas que passaram a ser mais amigos, além de todos aqueles que eu conheci lá e que não lembro o nome mas que foram muito legais, até a galera que jogou Mafioso e que acreditou que eu não era o assassino, hehehe.

Mas o mais interessante estava reservado para o final. Toda essa tensão de vários dias tomou conta de mim no último dia. A energia finalmente encontrou um local de escape. Uma pena ter demorado tanto tempo, talvez eu poderia ter discutido mais e participado mais. O importante é que agora corre na veia um sentimento e uma energia foda de empolgação em busca de algo que eu possa colocar as mãos.

E uma das coisas que estão me deixando bolado agora é a tal da ilustração. Ilustração, design experimental, colagem, música, pintura, photoshop, fotografia, vetor sujo, tipografia, nakin, floripa, canetinha, vernacular, poesia, grafite, toys e etc. Coisas que vi e fiz lá. Coisas que já fiz aqui. David Carson, Eduardo Recife, revista Zupi, William Morris, Dan Flavin, Andy Warhol, Pollock e etc.

Enquanto agonizo no meio de tanta referência e idéias, começo a dar os novos primeiros (?) passos ilustrando fotografias minhas e de amigos, usando photoshop, hidrocor, nankin, colagem, fotografia e outras técnicas. Estou basicamente reproduzindo e ampliando processos que já fiz em algumas disciplinas na Ufes. Mas eu quero mais, quero expandir mais esses limites, realmente encontrar meu sol e sair do que eu acho que seja o design acadêmico que me aprisiona tanto. Claro que vou ter que trabalhar muito ainda, aprimorar técnica e percepção, por isso começo desde já para quem sabe daqui a algum tempo ter os primeiros resultados positivos.

Acho que é isso, o momento agora é colher os frutos de toda essa experiência inesquecível e colocá-la em prática porque a empolgação tá correndo aqui nas veias de um mero estudante de design no meio de uma convulsão de idéias.

PS: Agradecimento ao Borges pelas fotos que foram tiradas no domingo. Como nada é apenas mil maravilhas e sempre tem que acontecer alguma coisa comigo, eu perdi a câmera da minha irmã e um saco com a capa da minha barraca no ônibus na viagem de volta. Baita burrice - e prejuízo -, pois é. Ser mais responsável agora. - Será?

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