Finalmente de volta para casa, as coisas começam a voltar aos eixos. A viagem para Belo Horizonte foi bem proveitosa. Fiz (quase) tudo que queria fazer e de quebra ainda conheci várias pessoas legais por lá.

Digo que fiz quase tudo que queria por um simples motivo: andar pelas ruas do centro pode ser fácil, isso se você tiver consigo um mapa. Vamos a alguns fatos que marcaram a viagem:

  1. Belzonte é uma cidade bizarra, ponto. Como tal, seus habitantes também são igualmente bizarros. Não que isso seja ruim, não na maioria dos casos, mas por vezes cheguei a passar por situações inusitadas com taxistas declarando que maconha e farinha não são drogas “pesadas”. Outra coisa interessante é que algumas pessoas se vestem de forma incrivelmente engraçada e fashion, tipo que até parecem que saíram direto de uma loja do Pátio Savassi.
  2. É bom andar com um mapa bem básico das ruas. Apesar do centro da cidade ter sido planejado, os nomes das ruas costumam confundir um pouco e pode-se poupar um tempo e esforço enorme pegando um caminho mais simples que não dependa de uma avenida principal. Mas para aproveitar todo o potencial mesmo da cidade é bom ter um bom guia da cidade, com os principais pontos culturais, praças e museus. Os taxis de Belo Horizonte funcionam muito bem e sempre tem um por perto quando se precisa, mas aprender a pegar um ônibus é muito mais em conta para a maioria das situações.
  3. Um quarteirão da Savassi tem mais barzinhos, restaurantes e cafés do que a cidade Vitória inteira. Vale a pena andar a pé por lá para conhecer os cantinhos mais escondidos, além de sair por aí catando cartões de visitas de lojas e brechós. Há uma deliciosa loja de doces chamada Lalka que vende umas balinhas de maçã que são ótimas, além do chocolate, é claro. Beagáenses também dão muito valor a um bom barzinho e não exitam em levar um convidado de fora pra conhecer os points da night mineira.
  4. Come-se e bebe-se muito bem em BH, entretanto, paga-se mais por isso também. No Soho Pub, há vários joguinhos daqueles que jogávamos quando criança. Paga-se R$1,50 por pessoa para poder jogar os jogos. A Lisie me levou no café Status, um lugar bem legal e cheio de livros, discos e que tem música ao vivo. O couvert era do artista era de 10 reais, mas a gente não pagou. É bom prestar atenção nos lugares que oferecem música ao vivo, porque se você quiser, não é obrigado a pagar o couvert artístico. Sinceramente, se minha condição financeira fosse melhor, eu pagaria de boa, por que o lugar é mesmo demais.
  5. Quando até Geraldo Magela, o Ceguinho do programa A Praça É Nossa do SBT, se candidata a vereador, nada mais poderia impressionar. Quase nada:Vovô do Rock 25666
  6. Fazer compras nos mercados populares, como no Mercado Central, no Shopping Oi e na Feira Hippie, é uma tarefa praticamente impossível para um ser humano, principalmente se esse for do sexo masculino. A quantidade de mercadorias por metro quadrado é tão grande que fica impossível conseguir a atenção voltada para uma coisa só. Coisa muito diferente disso é uma loja mais requintada, tipo uma Apple Store, na qual existeESPAÇO VAZIO, EM BRANCO

    entre um produto e outro e a cabeça tem um tempo pra descançar as vista, puta que pariu.

Update importantíssimo: quando estiver viajando, seja em qualquer cidade, fuja do celular. Se possível, nem ligue-o. Ligações interurbanas são caríssimas. A melhor solução é comprar um cartão de telefone público. Se não for suficiente, ainda há a opção de comprar um chip pré-pago, desses que são vendidos até em bancas de jornal, e usá-lo. Vai sair mais em conta ainda, mesmo jogando-o fora depois, pode acreditar. Meu bolso que ainda não quer acreditar, malditos filhos da mãe.

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