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Archive for the 'Ciência da Cutucação' Category

Placas de rua e uma confusão sem direção

Há algum tempo, a prefeitura de Vitória investiu uma quantia considerável de dinheiro para a renovação das placas das rua da cidade. Uma medida relativamente importante para uma cidade que busca se modernizar.

Lembro-me bem de algumas discussões no grupo de emails do meu curso citando particularmente a família tipográfica utilizada, tendo esta custado algumas centenas de reais dos cofres públicos. Não vou entrar nesse mérito agora mas o caso é que enfim as placas foram colocadas.

O modelo das ruas da capital é levemente similar ao utilizado nas ruas de São Paulo, no qual o nome mais conhecido do logradouro é destacado em tipografia de corpo grande e o nome completo colocado por extenso, logo abaixo e em corpo menor.

Até aquí nenhum problema, eu acho.

Acontece assim: nesses quase 10 anos que eu moro em Vitória, adivinhem quantos nomes de rua eu sei de cabeça? Vou ser sincero, na ponta da minha linha: uma dúzia ou um pouco mais que isso e olhe lá. Duas ruas em que já morei, mais duas ruas principais do bairro e outras 10 avenidas principais na cidade. São tantos nomes bonitos, fáceis de lembrar e homenageando pessoas tão importantes que fico até envergonhado de admitir isso.

O que eu estou tentando dizer é que: do pouco de experiência que EU tenho da cidade onde moro, posso afirmar que as pessoas simplesmente NÃO sabem dizer os nomes das ruas. Simples.

As pessoas conhecem pontos de referências, conhecem as avenidas principais e também sabem onde fica o mar e onde fica a terra; qualquer coisa a mais do que isso é esperar DEMAIS.

Um caminho que não chegou a lugar algum

Daí que temos as novas placas de denominação de rua da cidade que deveriam vir a ser úteis. Eu, particularmente, acredito que  não.

Observe as próximas fotos:

O grande problema com essas placas, senhoras e senhores, é o simples fato de que elas AINDA herdam seus longos e antiquados nomes com os quais não nos damos bem.

Sem contar que, fala a verdade, alguns nomes mal cabem na placa e ainda há erros crassos do tipo Rua Carijós Carijós. Sério que isso passou sem ninguém notar?

E sim, mesmo o nome “famoso” estando em corpo maior e tal, ainda temos que lidar com os famigerados nomes que não conseguimos lembrar e que só se prestam para homenagear pessoas tão anônimas quando você e eu.

Levando o problema um passo adiante

Manter apenas o último nome do logradouro — essa seria uma possível solução. Talvez um começo para algum outro projeto que possa se desenvolver.

O importante é que já houve uma mudança parcial, com o arranjo atual das placas, em que já se destaca o último nome ou o nome mais famoso.

Com algumas exceções que se aplicam a ruas e avenidas bem conhecidas, que teriam uma certa resistencia popular para se adaptar, essa regra poderia se aplicar de forma quase que geral. Teríamos então logradouros do tipo:

  • Rua Coelho
  • Rua Carijós
  • Rua Lyra
  • Rua Lemos
  • Rua Martins
  • Rua Saraiva
  • Avenida Zarur
  • e por aí vai.

O importante é que haveria uma singularização, uma objetificação e, talvez, até uma maior aproximação das pessoas com os nomes das ruas. Facilitaria até a vida dos carteiros, como não.

Por fim, não há duvidas que o projeto da prefeitura teve uma boa intenção em tentar facilitar a identificação das ruas da cidade mas dizer que os objetivos foram atingidos isso eu já não tenho tanta certeza. Um projeto de sinalização assim como esse é capaz de melhorar significantivamente a percepção da população de espaço urbano, o entendimento da cidade e até mesmo a locomoção das pessoas pelas vias.

Primeiros dias usando o Windows 7 RC

No último domingo eu recuperei mais ou menos 8 anos de atraso na minha vida em menos de meia hora. Minha vida na história e desenvolvimento de interfaces e sistemas operacionais, é claro.

O que aconteceu foi que eu resolvi de uma vez por todas largar o maldito Windows XP no qual eu me encontrava conformado para instalar a tão falada nova encarnação do sistema operacional da Microsoft, o Windows 7.

Vale lembrar que essa versão que eu instalei não é a *final* per se, mas sim uma versão pré-lançamento, ou, Release Candidate. É uma versão mais estável e com menos bugs que o beta mas ainda não é a oficial que estará a venda apenas no segundo semestre.

Para os apressadinhos que não aguentam esperar até lá, o sistema está disponível para download no site da Microsoft. Junto com o download da imagem de DVD você recebe uma chave válida até junho de 2010, o que dá tempo suficiente para alguém crackear eu comprar o meu primeiro Windows original.

Continuando… pode parecer que não, mas é verdade: o Windows XP foi lançado no segundo semestre de 2001. Agora, em 2009, oito anos depois, sai a versão final do “Seven” que promete tirar a impressão negativa que as pessoas tiveram com o famigerado Vista.

Não é pra menos, já que o Vista foi um desastre em diversos aspectos e não teve o mesmo prestígio que a versão anterior, o XP, que apesar de visivelmente inferior era a mais compatível, leve e estável até o momento.

E a minha experiência até agora foi muito positiva. Verdade!

Como eu imagino que grande parte dos usuários fará a migração do XP para o 7, as surpresas serão praticamente as mesmas que eu tive, do que para o pessoal que migrar do Vista e que já está acostumado com o look and feel do Aero.

Está mais Mac? Nâo sei, talvez.

Mais Linux? Certamente não.

Mais Windows? Com certeza.

Desktop bonitinho do Windows 7

Desktop bonitinho do Windows 7

Do que eu consigo me lembrar de coisas que me agradaram: instalação rápida e fácil sem precisar encostar em nenhum CD de driver, nova barra de tarefas “agrupada” e menu Iniciar mais organizado, Aero, Libraries,  joguinhos (Xadrez, Paciência, Mahjong e outros), Aero Peek, Media Player 12, Paint, Snipping tool, gadgets, papel de parede rotativo, calculadora, ícones modernos, Sticky Notes, Media Center, Voice Recognition, On-Screen Keyboard, entre outros.

São os tipos de coisas que já existiam por aí em outros OSes, mas que na real já estavam passando da hora de serem resolvidos.

São os pequenos detalhes — como o cuidado para deixar todos os ícones uniformes — que pela primeira vez foram vistas (oi?) numa versão do Windows e que dão o toque de software bem acabado.

Minha impressão inicial é que o Windows 7 “just works”, ou seja, funciona como deveria funcionar, sem dor de cabeça pro usuário e sem perder muito tempo. Entretanto, ainda é muito cedo para dar um veredito, afinal ainda não saiu a versão final, então veremos o que acontece mais pra frente.

A caixa surpresa

Ontem chegou uma caixa um tanto quanto suspeita aqui em casa. Pequena, leve e com o endereço de um site impresso em cima. Tentei decifrar o endereço do remetente mas este estava encriptado numa caligrafia totalmente impossível de ler.

Caramba, eu não tava esperando encomenda alguma. Será que é algum presente? O que poderia haver ali dentro? Claro que só havia um jeito (fácil) de descobrir. Tratei logo de abrir a caixa que estava me causando tanta curiosidade.

Mas tal qual o gato de Schrödinger, ao abrir a caixa eu estaria imediatamente descartando todas as possibilidades do que quer que existisse ali dentro, menos uma.

O que há dentro da caixa?

Dica: passe o mouse em cima da imagem para descobrir o que há dentro da caixa.