dias normais

revolve?


Arquivos de julho, 2010

Letreiros de ônibus em Vitória: ainda longe de um ponto final

Tudo começou há alguns meses atrás quando eu abri um tópico no grupo de discussão do curso de Desenho Industrial da Ufes. O assunto em questão era a padronização dos letreiros de ônibus em todo território nacional.

A discussão gerou uma certa comoção no grupo pois, no caso de Vitória, havia um sistema em funcionamento que teria de ser abandonado.

Na época, cheguei a procurar alguns parlamentares e órgãos da prefeitura para falar sobre o assunto. A resposta veio da Srta. Jaqueline de Oliveira Vianna da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Vitória — SECOM:

Caro Saulo Pratti,

Ressaltamos que a elaboração de um padrão para os coletivos foi estabelecida por uma lei federal. A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) elaborou o padrão e o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) criou regulamentos com base na lei da acessibilidade, que prevê o direito de locomoção das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Todo o processo foi pensado para melhorar a vida das pessoas com necessidades especiais, e isso inclui pessoas com problema de visão.

Por se tratar de uma lei é federal, a Prefeitura de Vitória tem até o dia 31 de julho para se adequar, caso contrário, o Ministério Público pune o município. Somos obrigados a seguir os novos padrões.

Esperamos que haja uma adaptação dos usuários ao novo modelo. Mas caso a população não aprove, após testar as mudanças, aí sim é realmente necessário que haja uma mobilização para adequações. Isso deve ser feito na esfera do poder público federal, o que não impede a participação dos municípios.

Nesse sentido, é muito importante a sua opinião. Mas teremos de esperar para saber como será a aceitação também dos outros usuários.

Agradecemos e esperamos contar sempre com sua participação.

Assessoria de Imprensa

Secom – Secretaria de Comunicação

Pois é, meus caros, chegamos ao dia 31 de julho e o que pode se comprovar nas ruas da cidade é que nem todos os ônibus foram adequados à nova regulamentação.

Isso quer dizer que, a partir de amanhã, todos os ônibus que não ainda seguirem as tais regras serão os responsáveis pelas punições, ou sanções, às quais a prefeitura de Vitória estará sujeita — e que eu não faço IDEIA de quais sejam.

Parabéns atrasado

Ontem foi o meu aniversário — 23 anos, vejam só — e não sei mas tenho a impressão de que em breve esse blog completará (ou completou) os seus 5 anos de existência — ou serão seis?

Sei lá.

O importante é que teve bolo de chocolate e salgadinhos. (Você também é importante, mãe!)

É isso aí, parabéns pra mim e pro dias normais. Ou não.

on the road [2]

I wanted to know what “IT” meant. “Ah well” — Dean laughed — “now you’re asking me impon-de-rables — ahem! Here’s a guy and everybody’s there, right? Up to him to put down what’s on everybody’s mind. He starts the first chorus, then lines up his ideas, people, yeah, yeah, but get it, and then he rises to his fate and has to blow equal to it. All of a sudden somewhere in the middle of the chorus he gets it — everybody looks up and knows; they listen; he picks it up and carries. Time stops. He’s filling empty space with the substance of our lives, confessions of his bellybottom strain, remembrance of ideas, rehashes of old blowing. He has to blow across bridges and come back and do it with such infinite feeling soul-exploratory for the tune of the moment that everybody knows it’s not the tune that counts but IT” [...]

on the road

I like too many things and get all confused and hung-up running from one falling star to another till I drop. This is the night, what it does to you. I had nothing to offer anybody except my own confusion.

Everything was collapsing — and I didn’t care.

Eu gosto disso

Lendo na praia

Sentar na areia e abrir um livro, um livro que seja, e brisar por alguns minutos a esmo. Curtir. Curtir muito mesmo o momento e aproveitar. Me espicho e tento me esquentar um pouco sob o sol pálido de fim de tarde, sem nem notar os tênis já cheios e os bolsos fartos de areia, “Ah!” e “Ah!”. Praia meio esquecida, empoeirada, com águas escuras e às vezes claras. Camburi velha, então. Os olhos ressecados; me entreti com as ondas a quebrar preguiçosamente nos molhes, com o porto de Tubarão bem ao longe, cinza e triste, sob a poeira ferruginosa da Vale a escorrer do lado de lá. Os freios dos ônibus chiavam, logo atrás de mim, levando pessoas pros seus apartamentos depois de um dia de trabalho. Me lembram que a vida parou por ali, naquele mesmo ponto onde eu desci, e estava a me esperar.

Ufes Mobile

Então, terminei hoje  a primeira etapa de projetinho que estive desenvolvendo há alguns dias.

Nas últimas noites troquei algumas horas de sono pra bolar alguma coisa que colocasse em prática o que eu andei estudando sobre iPhones, Androids, Windows Phones, CSS, HTML e etc. No fim das contas, o que saiu foi uma versão do site da Ufes para iPhone/iPod Touch.

Para visualizar o site o recomendado é utilizar um iPhone ou iPod Touch. No entanto, caso você não tenha um desses aparelhinhos você pode acessar usando o Safari ou o Firefox do seu computador.

Se liga, o endereço para acessar é: www.diasnormais.com/iphone/ufes

Os planos de dominação mundial são de adicionar novas features aos poucos à medida que a coisa for rolando MAAAS antes de entrar em qualquer detalhe acho legal mostrar procês um pouco do processo de desenvolvimento.

Do wireframe ao mainframe

Os rafes, rascunhos, rabiscos, garranchos e tal são meio que menosprezados, né? Pois não deviam, pequeno gafanhoto. Wireframes esses desenhos toscões que você vê aí em baixo são importantíssimos! Eles são uma forma simples e em baixíssima resolução do desenho da interface. Pode parecer que não, mas eles tem mil e uma utilidades: ajudam a acelerar o desenvolvimento, permitem documentar todo o processo, facilitam a comunicação entre membros de uma equipe, indispensáveis para arquitetos de informação e por aí vai! Acho que agora dá pra entender pra que serviam aqueles exercícios de layout no papel que a professora Sandra Medeiros passava nas aulas de Gráfica II e III. :D

É a mesma coisa que meu brother Manoel Lemos já vinha me falando há um tempo atrás. Um personagem, ou uma história em quadrinhos, não nasce linda, maravilhosa, colorida, tchubiruba e finalizada de uma hora pra outra. É preciso camadas e mais camadas de tinta, e de criação, pra um garrancho torto se tornar uma linha nítida.

Wireframes Ufes Mobile Beta

Depois de delimitar um pouco as informações básicas que eu tinha na cabeça e de rabiscar algumas ideias no papel, achei que tava na hora de refinar um pouco mais os desenhos.

É lógico que não tava na hora, ainda. Pensando melhor agora eu acho que eu deveria ter continuado um pouco mais no papel e esgotado outras alternativas. Por isso, sempre pense duas vezes antes de sair do papel pro computador. Se puder, pense três.

Saindo do papel, fui pro Axure RP Pro — um programinha bem bacana que, dentre outras coisas, é excelente para criar layouts de baixa resolução de forma bem simples e rápida.

Página inicial - Wireframe

Geralmente os wireframes não são muito mais complexos que boxes cinzas com texto de preenchimento mas neste caso eu resolvi detalhar um pouco mais o layout no próprio Axure para que eu não precisasse refazer o layout no Fireworks, por exemplo. Inclusive, lá no site do Axure (pronuncia-se a.cshúr) tem disponível várias bibliotecas com os elementos de interface mais comuns para download, inclusive os do iPhone.

Últimas notícias - Wireframe

É válido mencionar que muito do CSS, do HTML e do Javascript que eu utilizei foi encontrado por aí, em exemplos e tutoriais.

No início, meu plano era de utilizar o jQTouch — praticamente uma extensão do jQuery especialmente criada para desenvolver sites para iPhone — com todas as funções para lidar com efeitos de transição que imitam as dos apps nativos e também com suporte a geo-localização, acelerômetro e tudo mais. Além disso, ele também vem com várias imagens, stylesheet e demos de utilização pra você poder estudar.

Acontece que a minha pressa de meter a mão na massa — ou no código — falou mais alto e o que eu acabei fazendo foi um recorte de várias partes de um CSS daqui, de um Javascript alí e foi indo, indo, até acabar.

O código php que puxa as notícias do feed do portal da Ufes, por exemplo, é um que eu já havia utilizado em outro site.

Teve muita coisa feita no olhômetro mesmo. Adiciona pixel, subtrai pixel, reseta e declara. Coisa linda.

Não descarto utilizar o jQTouch no futuro, de jeito nenhum. O que você gasta a mais pra aprender a lidar com ele no começo você acaba ganhando em dobro lá na frente com menos tempo gasto resolvendo pepinos e desuniformidades, além de ter um código mais enxuto e muitas outras vantagens incluídas.

É beeeeeta!

Nem todas as funcionalidades puderam entrar nessa primeira versão. As razões, claro, são várias: prazo, complexidade, prioridade e etc. O importante nessa etapa foi: com um funcionalidade escolhida, torná-la utilizável da melhor forma possível.

Acho que isso eu consegui fazer.

A ideia então é que novas funcionalidades sejam adicionadas aos poucos para tornar o site mais completo. Nisso, a listinha de coisas a serem adicionadas só tende a crescer, mas por enquanto:

  • Lista de telefones úteis
  • Cardápio do RU
  • Filmes em cartaz no Cine Metrópolis

Além dessa parte toda de funcionalidade, haveriam também mudanças, adaptações e melhorias na interface, acompanhando a evolução do site. Dá pra notar que várias coisas estão diferentes entre o wireframe e o site funcionando. Umas ficaram melhores, outras piores, outras ficaram pra trás por diversos motivos.

Pessoalmente, acho que um dos desafios à frente seria o de criar uma interface que oferecesse uma experiência comum para qualquer dispositivo touch — seja ele Android, HTC, Apple, Nokia e Microsoft — não baseada na estética e convenções de uma plataforma específica, como a do iPhone, por exemplo.

Sobre - Wireframe

E nesse momento eu acho que já começo a falar demais, pois é. Ainda não viu o site funcionando? Então vai lá ver e depois volta aqui nos comentários pra contar o que achou!

O que mudou?

Pro caso desse projeto ser atualizado, aqui fica registradas as mudanças.

  • 1.0.0 — release inicial (15/07/2010)

Referências

Observações

  • O projeto é beta e totalmente pessoal, não tendo nenhum vínculo com a Ufes.
  • Dúvidas ou sugestões? Use os comentários abaixo ou me mande um email.

Você conhece o Cabeça de Caixa?

E não deixe de ir à feira.

Is This Thing On?

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