dias normais

revolve?


Monthly Archive for abril, 2010

Abertura da SDesign2010

Pois é, quase não tenho palavras pra descrever o que foi a emoção de ontem na abertura da SDesign2010.

Foi legal MESMO ver aquele lugar todo lotado de gente de design. Lá estavam presentes professores, alunos e profissionais. Gente que eu conhecia, gente que ainda vou conhecer.

Nas palavras do vice-reitor da Ufes, Reinaldo Centoducatte, o auditório do Cemuni IV é um local importante na história da universidade e dos próprios estudantes. Quem já teve a oportunidade de encarar colegas e professores nas apresentações de PGs do curso deve mesmo ter alguma lembran;a especial do lugar.

Ontem, mais do que nunca, o auditório foi palco de um evento que ficará marcado na história do curso de Desenho Industrial.

Depois da apresentação houve a palestra da designer Helena de Barros mostrando o trabalho surreal dela com foto motagens photoshopagens.

E o evento continua até o dia 30. Mais novidades no @sdesign2010, atualizado por este que vos escreve! =D

Update: nem pra vocês me avisarem que o vídeo tava incompleto, né? Corrigido.

Ando muito…

Mapa da internet grátis em Vitória

Pois é, amigos, entrar no mundo sem fio, além de causar um câncer que enventualmente vai matar todos nós, ainda contribui com duas novas paranóias na minha vida: encontrar tomadas e hotspots de internet.

Pra amenizar pelo menos a situação deste último, fiz um mapinha sem vergonha no Google Maps com a localização aproximada de alguns locais conhecidos na cidade com internet de graça.

A ideia é que todo mundo possa contribuir para aumentar essa lista. Vale internet de café, de restaurante, de shopping, da faculdade, do hospital, do hotel, do aeroporto e até mesmo do seu vizinho, não importa! Só não se esqueça de marcar a localização correta do lugar, o SSID da rede e a senha, caso houver.

Portanto, se tu conhece algum lugar que tenha internet sem fio, faça o favor de incluir no mapa, ou, deixe um comentário aqui no blog pra que alguém adicione.

Beleza? Então vamo que vamo.


Ver Wi-Fi Grátis Vitória num mapa maior

Ah sim, qualquer um pode colaborar com as informações do mapa.

Placas de rua e uma confusão sem direção

Há algum tempo, a prefeitura de Vitória investiu uma quantia considerável de dinheiro para a renovação das placas das rua da cidade. Uma medida relativamente importante para uma cidade que busca se modernizar.

Lembro-me bem de algumas discussões no grupo de emails do meu curso citando particularmente a família tipográfica utilizada, tendo esta custado algumas centenas de reais dos cofres públicos. Não vou entrar nesse mérito agora mas o caso é que enfim as placas foram colocadas.

O modelo das ruas da capital é levemente similar ao utilizado nas ruas de São Paulo, no qual o nome mais conhecido do logradouro é destacado em tipografia de corpo grande e o nome completo colocado por extenso, logo abaixo e em corpo menor.

Até aquí nenhum problema, eu acho.

Acontece assim: nesses quase 10 anos que eu moro em Vitória, adivinhem quantos nomes de rua eu sei de cabeça? Vou ser sincero, na ponta da minha linha: uma dúzia ou um pouco mais que isso e olhe lá. Duas ruas em que já morei, mais duas ruas principais do bairro e outras 10 avenidas principais na cidade. São tantos nomes bonitos, fáceis de lembrar e homenageando pessoas tão importantes que fico até envergonhado de admitir isso.

O que eu estou tentando dizer é que: do pouco de experiência que EU tenho da cidade onde moro, posso afirmar que as pessoas simplesmente NÃO sabem dizer os nomes das ruas. Simples.

As pessoas conhecem pontos de referências, conhecem as avenidas principais e também sabem onde fica o mar e onde fica a terra; qualquer coisa a mais do que isso é esperar DEMAIS.

Um caminho que não chegou a lugar algum

Daí que temos as novas placas de denominação de rua da cidade que deveriam vir a ser úteis. Eu, particularmente, acredito que  não.

Observe as próximas fotos:

O grande problema com essas placas, senhoras e senhores, é o simples fato de que elas AINDA herdam seus longos e antiquados nomes com os quais não nos damos bem.

Sem contar que, fala a verdade, alguns nomes mal cabem na placa e ainda há erros crassos do tipo Rua Carijós Carijós. Sério que isso passou sem ninguém notar?

E sim, mesmo o nome “famoso” estando em corpo maior e tal, ainda temos que lidar com os famigerados nomes que não conseguimos lembrar e que só se prestam para homenagear pessoas tão anônimas quando você e eu.

Levando o problema um passo adiante

Manter apenas o último nome do logradouro — essa seria uma possível solução. Talvez um começo para algum outro projeto que possa se desenvolver.

O importante é que já houve uma mudança parcial, com o arranjo atual das placas, em que já se destaca o último nome ou o nome mais famoso.

Com algumas exceções que se aplicam a ruas e avenidas bem conhecidas, que teriam uma certa resistencia popular para se adaptar, essa regra poderia se aplicar de forma quase que geral. Teríamos então logradouros do tipo:

  • Rua Coelho
  • Rua Carijós
  • Rua Lyra
  • Rua Lemos
  • Rua Martins
  • Rua Saraiva
  • Avenida Zarur
  • e por aí vai.

O importante é que haveria uma singularização, uma objetificação e, talvez, até uma maior aproximação das pessoas com os nomes das ruas. Facilitaria até a vida dos carteiros, como não.

Por fim, não há duvidas que o projeto da prefeitura teve uma boa intenção em tentar facilitar a identificação das ruas da cidade mas dizer que os objetivos foram atingidos isso eu já não tenho tanta certeza. Um projeto de sinalização assim como esse é capaz de melhorar significantivamente a percepção da população de espaço urbano, o entendimento da cidade e até mesmo a locomoção das pessoas pelas vias.

A primeira coisa que eu fiz quando cheguei em NY…

…foi sacar 10 dólares num caixa-eletrônico. Era 29 de novembro de 2009, 9:30 da manhã, estação Jamaica, Queens.

Tinha visto o meu primeiro nascer-do-sol em terras gringas, com uma loirinha de olhos azuis sentada ao meu lado, de dentro do AirTrain, no JFK.

2 de abril de 2010, 12:35 da tarde, aeroporto Eurico Sales, Vitória. Estou de volta pra casa. Só pro caso que vocês ainda não saibam.