dias normais

revolve?


Arquivos de março, 2010

resoluções

tá chegando a hora. daqui a 2 dias chego ao brasil, depois de quatro meses morando nos estados unidos, que sensação estranha essa de fazer as malas que nunca foram desfeitas.

voltam malas mais cheias, certamente. voltam cheias de coisas e de presentes para os outros. voltam também repletas de ideias, esperanças e saudades.

vai ser um ano novo quando eu chegar. parece que 2009 ainda está aqui; não vi fogos-de-artifício, não me joguei no mar, não beijei ninguém na boca.  que virada de ano chata foi essa que parece que nem existiu — pra quem está acostumado com as mesmas tradições ver a virada de ano da times square pela TV não é a mesma coisa.

o ano ainda não terminou — mas estou fazendo contagem regressiva. dois mil e dez, pelo menos pra mim, começa agora no dia 1° de abril.

um pouco atrasado, eu sei, mas pelo menos agora eu posso fazer meus votos pra esse ano. 2010. apenas três coisas simples que acho que vão me ajudar a chegar em 2011 pelo menos um pouco mais feliz. aproveito pra compartilhar o sentimento:

  • desenhar mais
  • tocar mais
  • trepar mais

a lista poderia ser infinita mas o que é mais importante está aí. com bonus achievement de poder tirar minha carteira de habilitação. é algo que eu nunca quis tanto mas que agora eu pretendo buscar. pode ser que não role — por algum motivo específico e tal — mas pelo menos não será por eu me convencer que não consigo sem nem ao menos tentar.

melhor ainda se começar esse ano com bastante cachaça.

Ida Walked Away

Não preciso falar nada, assistam:


Ida Walked Away from takcom™ on Vimeo.

Ví no Designdiary.
Música do AU.

O azul de $80 milhões de dólares

Todo mundo sabe — ou deveria saber — que a atenção aos detalhes é peça fundamental de um bom design.

Pelo visto a Microsoft sabe muito bem disso e, a partir de uma simples mudança de azul nos links das resultas de busca do Bing, concluiu que sua receita anual poderia aumentar em pelo menos $80 milhões de dólares. Isso mesmo, uma simples mudança de cor.

Claro que há muitos outros fatores a considerar na hora de discutir se um design é bom ou ruim mas o que interessa pra gente agora é saber desse tal azul milhonário. Que azul mágico é esse? Paul Ray, User Experience Manager do Bing, disse o seguinte:

A Microsoft também testou diversas vesões de links azuis nos resultados da busca. Uma específica tonalidade de azul (#0044cc) levantou de $80 a $100 milhões de dólares por ano em comparação ao azul claro que a equipe de design havia tentado antes.

Mas, vejam só vocês, ao checar a página do Bing com o Firebug essa cor NÃO aparece lá. E agora? Vladimir Carrer, o cara que fez essa descoberta, explica sobre o segredo do azul de $80 milhões do Bing inclusive relacionando com teoria da cor.

De qualquer modo, vale muito a pena assistir à apresentação que Paul Ray fez no MIX10 falando do processo de redesign feito no Bing. Eu mesmo não sendo um grande fã da Microsoft vejo que o pessoal tem feito alguns trabalhos bem interessantes por lá recentemente, o Bing sendo um deles.

Isso não quer dizer que o Google vai sair da minha homepage tão cedo. Ainda.


Get Microsoft Silverlight


Designing Bing: Heart and Science

Vale a pena cada segundo das outras palestras do MIX10, tanto pra galera do design quanto pro povo desenvolvedor. Uma que eu ainda estou assistindo se chama 10 Ways to Attack a Design Problem and Come Out Winning.

Fica a minha dica então: azul é o novo verde. E vocês, qual importância dão aos detalhes na hora de fazer um trabalho?

spring season’s on yeah

pegar a bicicleta emprestada para dar uma volta
mas parar pra encher o pneu antes
falar ‘oi’ pra todas as pessoas na rua com um sorriso no rosto
(porque você realmente quis dizer isto)
pedalar sem as mãos pelo cemitério
comprar um sanduíche no subway
e comer num parque próximo
empurrar a bicicleta no caminho de volta
descobrir uma rua cheia de casas legais
fazer planos
mudar de planos
se arrepender um pouco
esperar a noite chegar
começar a descobrir os inferninhos da cidade
se perder pelo caminho
e não saber usar o telefone público
ver muita gente estranha
ver muita gente não se importar também
dormir no sofá de gente estranha
acordar e comer waffles no café da manhã
(mas french toast contiua sendo o melhor breakfast ever)
assistir freaknik e não entender porra nenhuma
rir assim mesmo
andar 20 quarteirões até Rittenhouse
ver que todo mundo está lá
jovens, adultos, crianças e idosos
cachorros também
senhoras comendo suas bandeijas transparentes de salada
outros comendo cachorro-quente também
comprar um iced latte
e ver que tá todo mundo comprando
(super tendência)
ir a uma thrift store com novos amigos
e lamentar por não ter conhecido antes
(mas nem tanto)
aprender palavras novas
se despedir dos anfitriões
andar em direções opostas
e mudar de direção
comprar cachorro-quente de carrinho
sentar na grama enquanto come
beber uma pepsi
tirar um cochilo ouvindo los hermanos
começar a gostar desse país
começar a sentir saudades do brasil
(mesmo já sentindo)
lembrar dos amigos
ouvir gente tocando folk
jogar algumas moedas
não olhar pra trás
entrar numa loja da vans
sair logo em seguida
pegar o metrô de volta pra casa
(meu deus, como esse povo é porco)
chegar na estação e descobrir que não tem dinheiro pra próxima condução
pegar um jornal de graça do lado de fora
atravessar a rua procurando por um caixa eletrônico
sacar dinheiro
embarcar novamente
transferir para ônibus provisório
descer na próxima estação
encontrar um sofá verde na rua
e aproveitar para ler o jornal enquanto ainda está claro
chegar em casa
correr atrás do cachorro em volta da casa
tentar lembrar de tudo isso
(não necessariamente nessa ordem)
abrir a janela do quarto
lembrar que a essa hora deveria estar a caminho do aeroporto
e não se arrepender por nada disso.

Vem aí a SDesign 2010

Muita gente não sabe mas eu só volto pra Vitória no dia 1º de abril e não, não é mentira! Pois se há um motivo pelo qual eu não vejo a hora de voltar para casa, esse motivo é a Semana de Design da Ufes, ou, a SDesign 2010. A galera tá dando o sangue pro evento acontecer e a parada está fervendo de atividades bacanas já confirmadas, inclusive com conferências, oficinas e mini-cursos. Só para dar um adianto, já está confirmado:

  • Mini-cursos Tipocracia e Outras Fontes
  • Conferências Colméia, Nitrocorpz e FiveCom
  • Mostra competitiva de Projetos de Design

Quem não for bobo não perde esse evento que só fica atrás do DesignCamp, ein.

Então, para entrar no clima, aproveito para postar a minha humilde interpretação para o cartaz do evento.

Cartaz SDesign 2010

  • Clique aqui para baixar o arquivo .jpg de alta-resolução (3508 × 4961 – 1.83MB)

Não esqueça: SDesign 2010, de 26 a 30 de abril no Cemuni IV da Ufes. Mais informações na página do evento no Facebook ou no Twitter @sdesign2010.

Musicalmente falando…

Nesses meses aqui no hemisfério norte, pude realizar o sonho de ir a alguns shows que eu nunca teria a oportunidade de ir no Brasil. Na real, não fui a nenhum showzão ultra mega foda que eu mataria pra ir mas, mesmo assim, devo dizer que só fui em show bacana e olha que tiveram bandas que eu nunca havia escutado antes.

Os vídeos abaixo foram gravados com a câmera do meu celular. Nenhum deles está com qualidade realmente boa, então que seja para vocês terem uma ideia de como foi.

Open Mic

Um dos primeiros lugares em que eu fui aqui foi num pub aqui em Drexel Hill mesmo chamado McGillicuddy’s. Lá, a terça-feira é dia de open mic, ou seja, qualquer um pode ir no palco e tocar. As bandas tocavam vários covers e a maioria delas mandava realmente bem.

Imagine ai minha felicidade: há poucos dias aqui e era a primeira vez que ia a um lugar em que tocavam coisas que eu realmente gosto, como Jimmy Eat World, Kings of Leon e outros tantas.

The Rural Alberta Advantage

Tinha acabado de ler o artigo da Pitchfrok falando sobre o álbum dos caras quando vi no last.fm que eles fariam um show por aqui. Foi a oportunidade que eu esperava pra ir num show de verdade por aqui.

We Were Promised Jetpacks

Depois de uma semana sem fazer nada por causa da neve, precisava sair de casa.

Vetiver

Já conhecia o Vetiver por nome mas realmente mal me lembrava da músicas dos caras. Eu imaginava que eles fossem bons, por isso fui ao show, mas a minha surpresa com a competência dos caras na mistura rock/folk/blues foi maior do que qualquer expectativa.

Sondre Lerche

Uma coisa que eu nunca iria imaginar e que só fui perceber no show foi público do cara — praticamente, 90% de garotas, haha. Anyway, o rapaz tem uma desenvoltura bacana no palco e consegue preencher sozinho os espaços da música, ora com o seu violão com alça de lantejoulas ou seja  descendo a mão na sua guitarra. Eu imaginei que uma banda completa fosse fazer falta mas acabou que foi completamente o oposto que aconteceu.

Bônus: Sondre Lerche tocando The Who

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O melhor sanduíche de presunto ever!

Há alguns dias que eu venho ignorando as reclamações do meu sistema digestivo em favor de um hábito alimentar um tanto pobre. Detalhes a parte, não tenho comido regularmente e nem nos horários como de costume. O resultado são enjoos e mal-estar diários que só contribuem pra tirar mais ainda a minha fome.

Até hoje, quando recebi um dinheiro extra do meu pai, junto com as minhas últimas economias que estavam na minha poupança no Brasil. A forma de comemorar a minha sobrevivencia pelas próximas semanas foi num sensacional SANDUÍCHE DE PRESUNTO DEFUMADO, ou, em bom americanês, pra vocês irem se acostumando, Smoked Ham Hoagie.

Ingredientes

Embora seja possível comer um sanduíche parecido com este em qualquer mercadinho ou pizza place da região, tenho certeza que nenhum deles se aproxima da saborosidade deste exemplo único que tive o privilégio de preparar e comer. Caso queira reproduzir esta maravilha em sua casa, tome nota. Você vai precisar de:

  • uma baguete de pão italiano
  • um tomate grande
  • um maço de alface verde
  • queijo suíço
  • presunto defumado
  • relish
  • maionese
  • queijo ralado
  • ketchup
  • azeite, sal e pimenta a gosto.

Modo de preparo

  1. Antes de qualquer coisa, muito importante: lave as mãos antes de preparar o sanduíche. Feito isso, separe um pedaço da baguete equivalente a TRÊS PÃES franceses e o abra ao meio.
  2. Forre a superfície interna do pão com o presunto e o queijo de modo que o queijo recubra totalmente a área ocupada pelo presunto, garantindo assim maior suculência. Se na aldeia onde você mora não tiver queijo suíço, recomendo que compre pelo menos provolone e nada menos que isso.
  3. Coloque o pão num forninho elétrico ou a gás para tostar. O tempo varia de acordo com o modelo do seu forno. E não se engane, se o pão tostar um pouquinho a mais do que o normal, não se preocupe, dá um sabor todo especial à obra.
  4. Enquanto isso, vá cortando o tomate. Junte com o alface  numa quantidade duas vezes maior do que a que você supõe que o pão seja capaz de acomodar e tempere com sal e azeite a gosto.
  5. Depois de retirar o pão já tostado, e com o queijo totalmente derretido, de dentro do forno, acrescente um pouco de maionese, relish e queijo ralado. Salpique um pouco de pimenta para dar gosto.
  6. Adicione por fim o alface, o tomate e um pouco de ketchup para realçar o sabor do tomate.
  7. Por último, e não menos importante, use toda a sua destreza e feche o sanduíche delicadamente para não expulsar o conteúdo pelas laterais do pão.

Devo salientar que a foto acima não faz jus a magnificência deste incrível matador de fome esmagador de criancinhas. Se por acaso eu conseguir reproduzir a receita nos próximos dias, prometo uma foto melhor.

Update:

Como prometido, refiz o sanduba e então aí está, mais uma foto para o seu deleite visual pra vocês ficarem com água na boca.
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Algumas toneladas mais leve

Depois de muito tempo — mas muito tempo mesmo — acorrentado ao mandigo, tema que usava no blog até então, resolvi que estava na hora de fazer uma mudança por aqui.

O mandigo me serviu por bastante tempo mas nas últimas semanas comecei a achá-lo carregado demais. Foi procurando por um tema mais limpo que eu descobri que o WordPress 3.0, que está para ser lançado em breve, trará um novo tema padrão, Twenty Ten.

Como não deu pra aguentar até o lançamento do tal, continuei procurando e descobri outro belíssimo tema; o K2 — se eu não mudei novamente de tema no futuro — é basicamente o que eu estava procurando.

Ainda faltam alguns ajustes aqui e umas modificações ali mas acho que já dá pra ter uma ideia de como o blog será daqui pra frente.

E vocês, o que acharam? Ficou melhor, piorou ou tanto faz? Comente.

RIP velho dias normaisRIP velho dias normais.