Essa semana teremos aqui no blog uma programação especial dedicada a ele, o grande senhor das trevas tupiniquim, a sombra que nos persegue na calada da noite, o grito preso na garganta dos indefesos e o gato preto que cruza o caminho, o inconfundível e único Zé do Caixão.
Não sei se vocês sabem, mas eu moro com a minha irmã e mesmo contando com a faxineira e com a mãe para dar uma forcinha na limpeza de casa, não é raro as ocasiões em que a pia fica cheia de louça ou a geladeira com comida guardada fazendo aniversário. Eu de verdade não sei o que seria de mim se não fosse as mulheres aqui de casa. Na verdade sei, mas não faço questão de comentar.
Quantas não foram as vezes em que eu cheguei em casa faminto e fui em direção à geladeira pegar alguma coisa para comer, peguei um pão de sal e passei requeijão nele sem nem perceber que o requeijão já estava vencido há uma semana!
Sem falar naquelas últimas fatias de pão de forma que sempre sobram no pacote, já meio verdinhas e cheias de bolor. Aquelas eu comia sem dó, ainda mais quando o bolor só aparecia na casca e que era só cortar, passar uma manteiga e comer com um copo de leite com toddy. Dilíça.
Outra coisa é o tal do microondas. Depois que compramos um aqui pra casa, ficou muito mais fácil preparar uma janta ou um rango no fim-de-semana quando não se tem nada pronto para comer. Arroz e feijão sempre estão guardados, só precisando esquentá-los, e o resto é improvisado.
Fim-de-semana passado, por exemplo, não tinha nada pronto na geladeira, só um tantinho de arroz. Daí então que parti em direção ao congelador - na verdade foi só abrir a porta de cima da geladeira - à procura de algo que pudesse satisfazer meu estômago. Para alegria das minhas papilas gustativas, encontrei uma lasanha dessas congeladas que eu nem preciso citar o nome da marca.
Nenhuma lasanha congelada nunca chegará aos pés da lasanha que minha mama faz, isso é fato incontestável, até o comilão Garfield concordaria comigo.
Saltei para trás ao ver que a lasanha que havia no congelador era uma lasanha VERDE à bolonhesa. “Mas que puta que pariu”, pensei surpreso, “porque foram inventar de colocar logo espinafre no meio da parada? Bacon, isso mesmo, bacon, ou cheddar, seria uma boa coisa a se colocar dentro de uma lasanha e ninguém o faz”. POR QUÊ?
Não tive tempo de concluir o pensamento porque a fome era maior do que a minha frescura com espinafre e, pra falar a verdade, era frescura mesmo porque a parada nem gosto de espinafre tinha. Nada que um pouco de ketchup não desse jeito.
Enfim, se há algo que não estragaria de jeito nenhum na minha geladeira, esse algo é lasagna. E pra terminar esse post, apresento à vocês uma pequena fábula em forma de animação dirigida por Ale McHaddo (juro que li Machado) e que conta com a participação de José Mojica Marins, o Zé do Caixão.
Agora um pedido, se até o dia 17 eu for um dos 5 primeiros a conseguir somar 150 visualizações de todos os curtas que eu publicar por aqui eu ganharei uma camiseta do Porta Curtas, então gostaria que vocês acompanhassem o blog esta semana e assistissem aos curtas-metragens que eu postar porque, acima de tudo, são bem legais.
Lembro da época do Blogcamp ES, que um dos assuntos que foram mais comentados - e sobretudo divulgado - foi sobre um site brasileiro de vídeos, em um dos primeiros da internet, o Videolog.
Se falou muito que o Videolog seria um concorrente à altura do YouTube, na América Latina, e muitas qualidades do serviço. Bom, eu não estou aqui para desmentir o que disseram lá, até porque eu nunca havia usado o serviço e o único conhecimento que eu tinha sobre ele era da época em que ele surgiu, logo após a febre dos Fotologs, quando ainda não era comum a publicação de vídeos pessoais, e isso meio que deixou uma má impressão em mim.
Mas pelo visto muitas coisas nele mudaram, isso é fato. Mas eu ainda não tinha como publicar nada a respeito já que não conhecia o serviço direito. Isso até o semestre passado, quando eu publiquei um vídeo realizado na faculdade e aproveitei para lançá-lo em diversos sites para poder fazer uma comparação bem embasada. O resultado do teste foi este mini-resenha comparativa de pontos positivos e negativos entre três dos principais serviços de publicação de vídeo na internet: Videolog, Vimeo e YouTube.
É bom dizer antes de mais nada que o vídeo postado em ambos os três sites foi o mesmo. Vale frisar que a comparação aqui se refere a MINHA breve experiência com os três serviços. Quanto ao formato do arquivo enviado, não me lembro muito bem, mas me arrisco a dizer que foi o seguinte:
O Que É, O Que É? - 2mim22s
Xvid H.264 @ 2000kbps / 30hz
Áudio AC3 192kbps
640×480px
Vídeo por Amanda Nascimento e Saulo Pratti.
Dito isto, vamos ao que interessa.
1.
O Videolog é um serviço de publicação de vídeos brasileiro e que conta com uma grande base de usuários que publicam conteúdo exclusivo, além de ter parcerias com estúdios e empresas do entretenimento.
Melhor qualidade de vídeo entre os serviços pesquisados.
Upoload e disponibilização rápida do vídeo.
Tratamento visual do site e do player bem feitos, com navegação fácil e informações precisas.
Pontos Negativos:
Como no Videolog, removeu a pausa proposital do video aos 1min12s, provavelmente deve ser problema do codec que ambos utilizam.
- - - - - - - - - -
3.
O YouTube é sem dúvida um dos sites mais populares da internet hoje em dia e recebe milhares de vídeos por dia. E por ser tão popular assim, geralmente é o lugar escolhido para se postar algum vídeo que você quer que seja visto pelas pessoas, amigos ou quem quer que seja.
Foi o único que manteve o vídeo na integra, sem cortes.
Pontos Negativos:
Pior qualidade de imagem.
Upload e disponibilização mais lento dentre os três.
A conclusão e o veredicto final é imparcial. Todos os sites tem seus defeitos e qualidades, restando apenas ao usuário descobrir qual se encaixa melhor às suas necessidades. Ou, na dúvida, postar seus vídeos em todos eles.
Outras conclusões podem ser tiradas à partir da análise de vário detalhes. Deixo ao cargo de vocês notarem as diferenças e as semelhanças entre cada um dos players.
É difícil imaginar que algumas coisas no nosso país podem melhorar, mas de vez em quando somos surpreendidos com vestígios de trabalho sério e aí podemos ver que existe trabalho sério onde menos esperávamos.
Há pouco tempo, o Restaurante Universitário da Ufes servia umas refeições medianas por um preço até barato pra comunidade acadêmica. E o que eu quero dizer com “refeições medianas” é o seguinte: se você conhece um típico restaurante universitário, sabe que a comida de RU é pesada pra caralho e te deixa empanzinado a tarde toda, que o suco - quanto tinha - não tinha sabor nenhum e acabava virando motivo de piada do pessoal tentando adivinhar o sabor do dia.
Só que nos últimos meses houveram algumas mudanças na parte administrativa lá do restaurante que melhoraram enormemente a qualidade da comida e mantendo o mesmo preço. Sério, acho que deve ser a melhor refeição dentre todas as federais. Por R$1,50 (isso se for estudante) você come num bandejão com arroz, feijão, 2 opções de carne ou ovo, salada, complemento (tipo polenta, pirão, abóbora, etc), sobremesa e suco.
Tipo, pela primeira vez, desde que entrei na Ufes em 2005, dá pra dizer que a bandeja tá cheia - em todas as divisórias. Agora também o próprio aluno poder se servir, colocar o quanto quiser na bandeja - menos a carne, que é a tia que coloca -, sem desperdício de sobrar comida e tal. Isso na teoria, porque fico assutado às vezes quando vejo bandejas cheias indo pro lixo, mas tudo bem.
O triste é ver que essas mudanças não se repetem em outros lugares tão freqüentemente. A falta de professores e carência de cadeiras no meu curso (Desenho Industrial) é uma realidade. Recentemente o curso sofreu algumas perdas de professores que ou estão de licença para fazerem doutorado ou simplesmente pediram demissão. Problemas estruturais e de manutenção no campus também são comuns de serem vistos e até noticiados nos jornais.
E pelo jeito isso deve ser uma situação generalizada em outras universidades, pelo menos é o que eu ouço de alguns colegas por aí. Não tirando o mérito da direção do RU e de quem trabalha sério, mas resta a dúvida se querem nos pegar pela barriga, numa tentativa sutil e safada de suavizar os problemas que a universidade pública vem enfrentando e que o governo diz que tenta sanar ou se é apenas o nosso querido Brasil dando certo e aprendendo a voar como um pássaro caolho que sai do ninho pela primeira vez e ainda está assustado com a imensidão que é o mundo lá fora.
O pessoal que acompanha o blog via feed não deve ter notado, mas o blog mudou bastante nos últimos dias. Se você não o viu ainda, veja agora o novo dias normais. A mudança mais perceptivel é sem dúvida o visual totalmente novo que, além de outros detalhes que não podem ser percebidos por quem visita, completam o conjunto de mudanças. A causa de tantas mudanças foi a transferência do blog do motherfucker old Blogger para o shiny brand new WordPress.
Numa analogia simples e besta, seria como se o velho dias normais tivesse sido levado para o Overhaulin” e sofrido uma transformação completa, tanto na aparência quanto na funcionalidade, com motor, rodas e pintura nova, mas continuando com a mesma essência de sempre, tanto é que os posts antigos continuam aí, mesmo os mais antigos e ruins.
Outra coisa boa é que agora também poderei terminar várias idéias que tinha para executar mas que estavam entravadas pela falta de um host próprio e uma estrutura digna. O WordPress facilita muito isso e olha que eu ainda não descubri tudo que o bixinho é capaz.
O layout é novo mas ainda é temporário. Ainda falta acertar vários detalhes para deixar a navegação mais azeitada e mais personalizada, com cara de dias normais mesmo. Restam também vários bugs que serão corrigidos com o tempo, como por exemplo os vídeos do YouTube que não aparecem nos posts e implementação de categorias para os posts, facilitando as buscas por determinado assunto.
Espero que gostem das mudanças e na saída não esqueça de deixar seu comentário.
Peço desculpas a todos, mas o blog está em manutenção por algumas horas.
Depois de muita enrolação e discussões acaloradas com o Rafa do Futilidade Pública, decidi mudar para o WordPress num host pago. Um host bem baratinho, por sinal, mas que dá pro gasto pros planos que tenho em mente.
Há muitos problemas no Blogger que já estavam me incomodando e que impediam que eu pudesse continuar com a reformulação do blog e do meu portfólio pessoal. Um deles era com relação aos comentários do HaloScan que dependem exclusivamente de JavaScript e que não funcionam tão bem quanto o nativo do WordPress.
E é claro, ainda há as centenas de plugins para o Wordpress que facilitam muito a vida de qualquer blogueiro e que até me lembram a minha época dourada de MovableType, que foi quando eu comecei a postar “sério”.
Resumindo, a transição será muito melhor lá do que aqui. E isso é triste porque sempre fui um fã ferrenho de Blogger, mas fazer o que, né? O Google precisa comer muito feijão e farinha pra chegar no nível do WordPress.
Então é isso: o blog continuará sua vida no endereço www.diasnormais.com, porém ainda é preciso esperar até que o DNS seja propagado e esteja acessível por toda a internet.
Já o blog antigo, hospedado no Blogger continuará ativo mas sem atualizações e estará disponível no endereço antigo www.diasnormais.blogspot.com.
Uma última coisa que vale mencionar é que eu tentarei importar os posts do Blogger para o WordPress, mas não tenho certeza que dará certo. Se não der, paciência. Host novo, vida nova.
Finalmente de volta para casa, as coisas começam a voltar aos eixos. A viagem para Belo Horizonte foi bem proveitosa. Fiz (quase) tudo que queria fazer e de quebra ainda conheci várias pessoas legais por lá.
Digo que fiz quase tudo que queria por um simples motivo: andar pelas ruas do centro pode ser fácil, isso se você tiver consigo um mapa. Vamos a alguns fatos que marcaram a viagem:
Belzonte é uma cidade bizarra, ponto. Como tal, seus habitantes também são igualmente bizarros. Não que isso seja ruim, não na maioria dos casos, mas por vezes cheguei a passar por situações inusitadas com taxistas declarando que maconha e farinha não são drogas “pesadas”. Outra coisa interessante é que algumas pessoas se vestem de forma incrivelmente engraçada e fashion, tipo que até parecem que saíram direto de uma loja do Pátio Savassi.
É bom andar com um mapa bem básico das ruas. Apesar do centro da cidade ter sido planejado, os nomes das ruas costumam confundir um pouco e pode-se poupar um tempo e esforço enorme pegando um caminho mais simples que não dependa de uma avenida principal. Mas para aproveitar todo o potencial mesmo da cidade é bom ter um bom guia da cidade, com os principais pontos culturais, praças e museus. Os taxis de Belo Horizonte funcionam muito bem e sempre tem um por perto quando se precisa, mas aprender a pegar um ônibus é muito mais em conta para a maioria das situações.
Um quarteirão da Savassi tem mais barzinhos, restaurantes e cafés do que a cidade Vitória inteira. Vale a pena andar a pé por lá para conhecer os cantinhos mais escondidos, além de sair por aí catando cartões de visitas de lojas e brechós. Há uma deliciosa loja de doces chamada Lalka que vende umas balinhas de maçã que são ótimas, além do chocolate, é claro. Beagáenses também dão muito valor a um bom barzinho e não exitam em levar um convidado de fora pra conhecer os points da night mineira.
Come-se e bebe-se muito bem em BH, entretanto, paga-se mais por isso também. No Soho Pub, há vários joguinhos daqueles que jogávamos quando criança. Paga-se R$1,50 por pessoa para poder jogar os jogos. A Lisie me levou no café Status, um lugar bem legal e cheio de livros, discos e que tem música ao vivo. O couvert era do artista era de 10 reais, mas a gente não pagou. É bom prestar atenção nos lugares que oferecem música ao vivo, porque se você quiser, não é obrigado a pagar o couvert artístico. Sinceramente, se minha condição financeira fosse melhor, eu pagaria de boa, por que o lugar é mesmo demais.
Quando até Geraldo Magela, o Ceguinho do programa A Praça É Nossa do SBT, se candidata a vereador, nada mais poderia impressionar. Quase nada:
Fazer compras nos mercados populares, como no Mercado Central, no Shopping Oi e na Feira Hippie, é uma tarefa praticamente impossível para um ser humano, principalmente se esse for do sexo masculino. A quantidade de mercadorias por metro quadrado é tão grande que fica impossível conseguir a atenção voltada para uma coisa só. Coisa muito diferente disso é uma loja mais requintada, tipo uma Apple Store, na qual existeESPAÇO VAZIO, EM BRANCO
entre um produto e outro e a cabeça tem um tempo pra descançar as vista, puta que pariu.
Update importantíssimo: quando estiver viajando, seja em qualquer cidade, fuja do celular. Se possível, nem ligue-o. Ligações interurbanas são caríssimas. A melhor solução é comprar um cartão de telefone público. Se não for suficiente, ainda há a opção de comprar um chip pré-pago, desses que são vendidos até em bancas de jornal, e usá-lo. Vai sair mais em conta ainda, mesmo jogando-o fora depois, pode acreditar. Meu bolso que ainda não quer acreditar, malditos filhos da mãe.