Começou hoje e vai até o dia 17 de novembro o 14º Vitória Cine Video, festival que acontece na cidade e que promove a produção audiovisual realizando a mostra competitiva nacional de curta-metragens. Este ano a mostra competitiva terá 100 filmes, além de uma programação semanal com cinema na praia e outros eventos que movimentarão a cidade.

14º Vitória Cine Video

Outra coisa bacana que tá rolando - e que eu estou participando - é a oficina de crítica e história de curtas de cinema que começou hoje e vai até sexta-feira. Nessa oficina, vamos produzir algumas críticas feitas à partir dos curtas do festival e que serão publicados no blog do festival durante a semana.

Além dos curtas exibidos hoje no Teatro Glória, queria destacar a exibição do longa A Casa de Alice, de Chico Teixeira:

O sonho de uma família feliz sempre existiu nos sonhos da classe média brasileira da década de 90. Mas em meio ao detalhado retrato de uma família de São Paulo, descobrimos diversos mundos paralelos cheios de segredos, guiados pelo egoísmo de cada personagem. No fundo, todos vivem à beira de um colapso que é mantido apenas pela avó que é menosprezada por todos da casa.

A brilhante atuação da protagonista Carla Ribas nos mostra uma mulher cansada que procura por algo que a faça se sentir viva novamente, revivendo paixões da juventude. A impressão que fica é que a história poderia ter acontecido com qualquer um de nós, ao nos depararmos com elementos e situações que fizeram parte da infância de grande parte das pessoas: a traição, os filhos ociosos, o dia-a-dia pacato, o poder aquisitivo restrito e o desejo de ascensão social, entre outros conflitos familiares.


Se não abrir, clique aqui.

Ao assistir a este filme tenho um sentimento de nostalgia dos anos 90 que traz consigo várias lembranças de bons e maus momentos da minha infância, principalmente pelo sentimento de impotência de quando se é criança, quando o mundo todo passa em frente aos seus olhos e você não pode controlá-lo.

Mesmo com um orçamento baixo, a produção do filme conseguiu caracterizar de forma bela e sincera o apartamento em que a família vive, expondo com clareza as características de uma realidade que é pouco tratada pelo cinema nacional e que se bem trabalhada pode resultar em ótimos filmes, como este que assisti.

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