Arquivo de setembro 2007

O Emo Day já passou e você não aguenta mais esse monte de gente que não sabe o que é emo de verdade? Então veja esse excelente video, How to Be: Emo e aprenda como ser um emo oldskool de verdade, não esses posers de São Paulo que envergonham a crasse.

E se não abrir, clique aqui.

E pra se divertir um pouco mais, tem o divertidíssimo Emo Game 2 no qual você usa personagens de várias bandas indies na luta contra a cultura pop do mal.

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Essa semana foi complicada pra atualizar o blog. Durante os últimos dias rolou a 4ª Semana de Design na Ufes. Várias palestras com gente de responsa como Gilberto Strunck, César Coelho, Amaury Fernandes, Fábio Lopes, entre outros, oficinas e mostra de vídeos da rapaziada do Anim!Arte.

Um dos temas mais discutidos foi: Como ganhar dinheiro com design? A eterna reclamação de que o mercado de design no Espírito Santo não existe - mas existe sim! -, entre outras questões.

O resultado que tiro disso tudo foi um grande amadurecimento pessoal, consolidação de vários objetivos e uma boa troca de contatos e informações com a galera lá de fora.

E vem post novo em breve, porra! Aguentem aí que faltam algumas coisas para terminar os posts e sem câmera fica difícil. Peço gentilmente para quem puder me ajudar, dê uma clicadinha - mas só uma por dia! - ai no banners pro blude aqui poder comprar uma câmera pra ele, hehe.

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Já que estou enrolando para começar a fazer a resenha do filme, aproveito para divulgar algumas notas:

Fórum Homenagem a BranDon

Depois de várias discussões que vieram se arrastando ao longo dos últimos meses, dos protestos e bans injustos, finalmente a galera do fórum Hoje é um Bom Dia que realmente produzia algo de interessante se mobilizou e se separou do maléfico Kid Camaleon, formando um FHBD alternativo, o agora Fórum Homenagem a BranDon - em homenagem ao mestre Brandon Lee - que de Brandon só tem o nome, porque a putaria continua a mesma.

A intenção é um fórum livre, bonitista, com conteúdo e flood maroto e sem a ditadura Kidiana que oprimia os foristas. A casa nova ainda está bagunçada, mas não se assuste, venha para o lado claro da força e junte-se a nós para espantar os corvos!


Sons da Ilharga

Enquanto isso, uma boa notícia para a blogsfera: a Paula Maria começou muito bem com seu blog musical Sons da Ilharga. Até descobri que ela conhece o Rafael Porto, olha só. Não deixe de conferir porque tenho certeza que vem muita coisa boa por aí!

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Mas então, o Estúdio foi isso, foi lindo, maravilhoso, tudo de bom e tudo mais que se possa adjetivar e para finalizar com um 30 hit combo estilo Marvel vs. Capcom, tão aí os videos do clash de Marcelo D2 e Dead Fish no palco do Libanês.

Setlist:
Ex-Quadrilha da Fumaça
Eu Quero Ver o Oco
Sabotage
Polícia
A Urgência

(Se não abrir, clique aqui.)

Cenas dos próximos capítulos: resenha da obra prima independente de sétima arte canadense mais cremosa de todos os tempos, meme da infância e muito mais. Não percam!

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Estava meio sonolento, resultado dessas madrugadas passadas em claro, escrevendo no blog. Deitei no sofá da sala, a TV estava ligada no canal do tempo. Apertei os olhos e vi as horas na televisão: já estava atrasado para o show.

Me arrumei rapidamente e fui direto para o ponto, onde pegaria o ônibus para Vila Velha. Ao entrar no ônibus e olhar para o fundo dele, meus olhos foram interceptados por uma figura feminina que se postava de pé no meio do ônibus. Senti um vento gelado subindo pelas minhas costas seguido por uma brisa densa e morna no rosto - a previsão do tempo não havia falado nada sobre isso -, que me deixou estremecido durante alguns segundos. Sem olhar para o bolso e nem para as moedas, dei o dinheiro ao trocador que também não fez questão de conferir e me deixou passar.

O ônibus estava vazio, mas estávamos nós dois lá, de pé, um ao lado do outro. A cada curva e a cada freada do ônibus, esbarrávamos um no outro, trocávamos olhares cruzados, fingindo ser sem querer, fingindo que nós já não nos conhecíamos. Podia sentir que a conhecia, mas não consegui trocar uma palavra com ela.

Finalmente cheguei ao local e a maioria do pessoal já estava lá dentro. Na entrada, já era possível ver o nível da produção do evento. Peguei meu crachá de imprensa e segui pelo hall de entrada até a escada, abismado com a pujança do lugar - senti o vento gelado, a brisa morna -, virei de costas e vi a mesma garota do ônibus.

Aproximou-se de mim dando dois passos à frente e amigavelmente, disse:
- Oi Saulo, eu sou a Ive.
- Eu sei. - respondi perplexo. - então você é mesmo daqui?
- Sim, sou daqui. - acenou de alguma forma que não consegui compreender.
- Me desculpa, eu não quis ser mal educado.
- Tudo bem, Saulo, vamos?

Subimos a escada e estávamos no salão lotado de gente. Havia de tudo lá: emos, playboys, pattys, blogueiros, maconheiros entre outros seres indefinidos. Em cada canto, uma gostosa num mini-palco dançando e rebolando tão bem como um boneco de posto de gasolina. Telões e mais telões com videos e imagens do tipo que ninguém nem presta atenção - e eu fico me perguntando se realmente alguém se dá o trabalho de editar aquilo.

Na área VIP, muita badalação, comida e bebida liberada e um bate-papo com o Dead Fish que eu perdi por ter chegado atrasado. Lá estavam também os outros blogueiros com quem eu fiquei a maior parte do tempo.

A pior parte de se estar na área dos bacanas é, com certeza, perder toda a energia e emoção do bom hardcore frenético pipocando lá em baixo. Ficar lá em cima não tinha graça alguma, então a Ive me puxou pelo braço e fomos lá para baixo assistir à apresentação do Dead Fish, mas percebi que não agüento mais me enfiar no meio do porradeiro e preferi ficar de longe só assistindo.

Os dois shows foram muito bons, inclusive o final com D2 e Rodrigo entoando clássicos como Eu Quero Ver o Oco do Raimundos e Polícia, dos Titãs. Entretanto, acho que faltou mais ousadia na mistura. Ousadia, essa é a palavra. Por vezes Rodrigo ou D2 ficaram apagados no palco. Faltou um rap “de responsa” e uma guitarrada malemolente.

Sem perceber, a Ive já tinha sumido lá pelo meio do show do Marcelo D2, mas se ela me perguntasse se eu havia gostado da festa, eu teria respondido:

- Gostei sim, você sabe que sim. Afinal, você está aqui.

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