Quem diria, post cheinho de fotinhas e até de videos, para o deleite de jovens, loucos por videos engraçados, que por acaso estejam navegando neste blog.
Para quem não sabe o que é trote, vai aí um excerto do meu dicionário da oitava série:
TROTE, s.m. vaia; brincadeira dos veteranos das escolas para com os calouros; zombaria; atividade que visa divertir os veteranos e faz com que calouros passem horas no sol, pedindo dinheiro no sinal, para a realização de festas particulares regadas a muita cerveja, caninha 51® e mulheres desfilando de biquíni.
Há algumas semanas atrás, foi a vez da turma do segundo periodo - da qual faço parte - dar o trote nos calouros. Acontece que, devido a minha extrema preguiça, não participei efetivamente da recepção dos calouros, que além do trote, ainda tiveram a oportunidade de jogar Xadrez em tamanho real, em frente ao Restaurante Universitário (RU).
Há alguma lei no universo que diz que todo calouro é cagão e que sendo assim, não importa o que você peça, mesmo que seja para eles adotarem um dos gambás existentes no campus, eles sempre irão te atender. Resultado disso são as brincadeiras realizadas no trote, que na verdade são atividades totalmente saudáveis e sem nenhum dano à saúde mental dos cidadãos.
Se o video não abrir, clique aqui.
Bem ao estilo dos tempos áureos do Faustão, quando ainda passava a ponte do rio que cái e outras presepadas, nas tardes de domingo.
Depois de girar no bastão de baseball, de sujá-los com lama do mangue, água de peixe, água de tomate podre, óleo, tinta e demais porcarias, de enfiar a boca no pepinão e de passar o Batom® de boca em boca, ainda faltava cair de boca na melância.
Vale um adendo aqui, pois, mesmo nós que sofremos as mesmas injúrias, percebemos que a água da melância estava suja demais. Culpa de alguém que levou a outra metade dela para casa. Bem, foda-se.
Enfim, o último vídeo, com o juramento no final que foi improvisado pelo tiozão, já que ninguém no local sabia o oficial, se é que existe um.
Depois disso eles ainda iriam passar horas debaixo de sol, pedindo dinheiro pelas ruas da cidade. Deram sorte, pois a maioria precisava pegar apenas R$25,00. Quando foi a minha vez, tive que pegar bem mais.
Só para vocês não me acusarem de caçoar, humilhar e injuriar outrem e de ter esquecido de que eu também passei por isso, vejam algumas fotos do meu trote e riam um pouco mais.

Mesmo no trote, não perdendo a pose e o charme emo.

Lindinha, florzinha e docinho em ação.

Minha vez de cair de boca, ui.
Agora, depois dessa nojeira toda, depois de passar dois meses com um monte de veterano pegando no pé, vai dizer que não vale a pena o esforço? Pela recompensa de poder participar de todas as calouradas - que terá um post no futuro, dependendo do apoio de vocês - até o final do curso, de poder dar trote nos próximos calouros e o mais importante: ter muita história para contar para os netinhos.




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