Archive for May, 2006
Posted by: Blude in geral
Semana passada, meu pai - que está louco para me ver empregado - me arrumou uma entrevista de emprego em uma empresa que faz cartões em PVC, aqui de Vitória. O velho fica repetindo a mesma coisa, falando que quando ele era da minha idade, ele trabalhava e estudava o dia todo, essas coisas que só servem para me deixar pior.
Fui lá, conversei com o entrevistador e pelo jeito não ocuparia a vaga. Eles precisavam de alguém que trabalhasse o dia todo - e eu posso trabalhar apenas na parte da manhã. Além disso, acho que a vaga não correspondia ao que eu achava que era. Muita qualificação pra trabalho de menos.
Enfim, fazer o que? Tentar novamente, né. Quem sabe na próxima.
Mais tarde, conversando com alguns amigos da minha turma, na faculdade, eles começaram a me perguntar várias coisas e o porquê de eu não ter feito a barba para a entrevista, etc. Começou uma pequena discussão sobre algo que eu não esperava ouvir de pessoas que eu achava que tinham muito em comum comigo.
Não consigo compreender o fato de que aqui no Brasil - o pais SEM preconceito e discriminação - as pessoas terem tanto pre-conceito em relação à imagem dos outros. Não sei o que é ser normal nesse país de merda, mas sei que nunca se consegue ser o que a sociedade quer. Mesmo assim, continuo a ser cobrado para ser “normal” nesse mar de idiotas que engolem tudo que lhes é dito.
Poxa, uma barbinha? O que uma barbinha - já está grandinha - faz de tão grave, que pode denegrir a imagem de um adolescente em busca de um estágio? Será que sou relaxado, preguiçoso, ladrão, pobre, feio, por causa disso? Sim, tenho vários defeitos. Mas o que isso influi no trabalho que desejo exercer?
Se isso realmente ocorre, fico triste em dizer: ou essas são péssimas empresas que mal conseguem realizar uma boa entrevista de emprego ou o país em que moro é um tremendo celeiro de hipocrisia débil mental!
Afinal, por que querem tanta padronização, numa entrevista? Ora, eu quero é mostrar o que eu sou mesmo! Se pudesse, colocaria até um letreiro na camisa, mostrando as minhas qualificações. Seria até mais fácil para as próprias empresas - claro que não se pode definir a personalidade de uma pessoa somente pela roupa, por exemplo - escolher o empregado que quer, fazer uma entrevista mais personalizada, etc e tal.
Um designer precisa de ousadia, de personalidade, dessas coisas. Como posso me apresentar, me diferenciar, se isto é rejeitado pela maioria? Estou lá para ser escolhido, como presunto no supermercado. Se isto é mentira, o que devo fazer? Me matar, virar hippie ou viver na mata? Aceitar lavagem cerebral, não.
- Brinco ou piercing? Tá maluco, tem que tirar!!
- Tatuagem? NEM SONHANDO! Não vai conseguir emprego nunca!
- Cabelo grande? Coisa de mulher! Não importa se você tem o cabelo mais bonito que o daquela atriz que gasta uma fortuna no salão.
Até concordo com as três frases acima, mas, somente depois de estar contratado. Cada empresa tem suas regras, suas regras de segurança e de contuda. Isso eu não posso mudar. Mas antes, nem morto! Tirar a minha barba para uma entrevista? E se eu não for contratado? Fico sem barba e sem emprego.
Culpa do achismo brasileiro. Ninguém gosta de sofrer preconceito, mas na hora do “vamo ver”, “neguinho” é o primeiro a te julgar pela aparência. Isso que eu estou dizendo é porque eu não sou negro. Todo mundo sabe muito bem que pro lado deles é muito pior.
Até quando uma sociedade vai conseguir se manter assim, excluindo qualquer um que faça parte da minoria? O calo só dói quando é na gente.
Comente aí. Só não me diga que eu estou no planeta errado e que em todos os paises é assim.
Tags: aparência, emprego, entrevista
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Posted by: Blude in geral
Eu nunca fui viciado em jogos de videogame e até hoje tive somente um console, um Turbo Game da CCE. Era um console de má qualidade, mas que aceitava cartuchos de NES e Famicom, uma beleza. Íamos eu e meu pai até a locadora de VGs, pegávamos um cartucho qualquer e então jogávamos nós dois ou eu sozinho. Joguei até ganhar o meu PC, depois de quase ter destruído completamente o videogame.
Passei horas pesquisando no Google para encontrar alguma fotinha dele e me bateu uma saudade danada daquela época, mas aí está:
Saudades… 
Devido ao fato de ter jogado Pac-Man neste console, durante boa parte da infância, tive que me contentar em jogar na casa dos primos e amigos ou em locadoras. Claro que jogar na casa dos outros era uma grande vantagem, já que eu não precisava gastar dinheiro algum com consoles nem com jogos e ainda poderia me abastecer de refrigerante nos lanches da tarde.
Até o dia em que um amigo me mostrou um jogo chamado Tony Hawk Pro Skater. O game era praticamente o sonho da maioria da molecada da época que não sabiam fazer porcaria alguma em cima de um skate, mas que tiravam uma tremenda onda de sk8er.
Half-pipe bugado.
Assim, foram vários dias perdidos à base de Coca-Cola, pipoca de microondas e Tony Hawk. Certa vez, um amigo levou o videogame dele na minha casa, e durante o fim-de-semana, fizemos um campeonatozinho.
Cada qual, com suas técnicas especias de apertar todos os botões do controle simultaneamente e aleatoriamente - sempre com a camisa em cima do controle, coisa de bixa - a fim de fazer o maior combo possível. Mas havia um macete para ser descoberto naquele fim-de-semana. Eu fui o responsável por mandar para o espaço toda a honra do jogo.
Utilizando as técnicas supracitadas de apertar todos os botões ao mesmo tempo, descobri maliciosamente a seqüência , que fazia com que cada manobra fosse multiplicada por 10, multiplicando assim, por 10, a raiva dos amigos, que logo me forçaram a contar o macete.
Os bugs do jogo - que o faziam ser digno do título de jogo mais bugado de toda a história da borda ocidental da galáxia - permitiam se realizar as manobras, batendo contra as paredes e mesmo assim não cair. O que era uma coisa que desafiava até mesmo as leis da física Bludiana, já que se você levar uma porrada na cara, imediatamente deverá cair no chão e gritar de dor.
Também era muito fácil fazer com que o skatista ficasse “preso” num dos obstáculos da pista e assim, poderia se realizar inumeras manobras até o tempo acabar. Não digo que eram infinitas, pois quando fazíamos um combo com mais de 20 manobras o jogo travava e era preciso resetar o aparelho.
Acabou que o torneio se transformou numa competição para tentar fazer o maior número de pontos em 2 minutos. Uns dizem que o recorde foi dois milhões, mas eu digo que chegamos à casa dos três milhões de pontos, por aí. Jogada de mestre, sacomé. Foi tanto vicio, que tive que pedir pro muleque deixar o videogame durante alguns dias comigo. Fui dormir, para poder jogar no dia seguinte.
Eis que no dia seguinte, em meio a um monte de CDs de jogos sem importância, vejo que o CD do Tony Hawk tinha uma etiqueta colada nele, mas sem nada escrito nela. Então eu ARRANQUEI a etiqueta do disco, a qual deu lugar a um buraco, e coloquei o disco no videogame.
Estranhamente, o jogo não funcionou como de costume. Tentei colocar a etiqueta de volta ao lugar no disco, mas a porcaria não quis funcionar de jeito nenhum.
Tags: macete, tony hawk, turbo game, videogame
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O amiguinho Cueio, do Dadaísmos Aleatórios, postou no FHBD um link com um programa em flash até então inédito para mim: o Hero Machine.
Com ele, você pode escolher entre diversas roupas, equipamentos, olhos, bocas, cores e etc, para fazer o seu próprio super-herói ou mesmo uma pessoa qualquer. As possibilidades são inúmeras. Adicionando um pouco de Photoshop, as possibilidades se tornam infinitas!
Enquanto eu ripava meu CD acústico dos Titãs - que apesar das inúmeras crateras em sua superfície, ainda funciona -, fiz um pequeno personagem no programinha.
Cyber punx meia boca.
Portanto, se você já está com a bunda formigando, querendo brincar nessa maravilha, clique logo neste link ou na imagem do punk doidão e seja feliz. São aproximadamente 28Mb.
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Vem merda por aí, aguardem.
Update: Se quiser um preview do programinha antes de baixá-lo, é só clicar aqui.
Tags: flash, punk
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Posted by: Blude in geral
Hoje é o dia em que eu vou colocar aqui no blog, uma mp3 minha tocando um dedilhado de música clássica, bem bonitinho, cujo eu aprendi nas aulas de violão, no ano passado. Não vou botar porque ficou uma grande porcaria. Seria uma falta de consideração com vocês, meus queridos leitores, se eu postasse algo de tão terrível qualidade.
Ao final das quase 50 tentativas de gravar o dedilhado no Audition, consegui pelo menos uma que não se encaixasse na definição de medíocre e mal produzida.
Dedilhado em escala de Sol maior à quinta aumentada.
Até a minha irmã menor, a Amanda, que ficou o fim-de-semana enchendo o meu saco e batendo nas cordas do violão ordinariamente, tocaria perfeitamente, logo de primeira.
Enfim, mesmo com toda a facilidade de ser tocada, comparável a uma música qualquer do Legião Urbana, este pequeno dedilhado possui uma beleza inigualável, com baixos que preenchem o som e com agudos que transmitem sentimentos muito agradáveis.
Escutem aí e comentem, seus inúteis.
Saulo - Dedilhado em escala de Sol maior à quinta aumentada
Tags: dedilhado, música, tab, violão
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Posted by: Blude in geral
Quem diria, post cheinho de fotinhas e até de videos, para o deleite de jovens, loucos por videos engraçados, que por acaso estejam navegando neste blog.
Para quem não sabe o que é trote, vai aí um excerto do meu dicionário da oitava série:
TROTE, s.m. vaia; brincadeira dos veteranos das escolas para com os calouros; zombaria; atividade que visa divertir os veteranos e faz com que calouros passem horas no sol, pedindo dinheiro no sinal, para a realização de festas particulares regadas a muita cerveja, caninha 51® e mulheres desfilando de biquíni.
Há algumas semanas atrás, foi a vez da turma do segundo periodo - da qual faço parte - dar o trote nos calouros. Acontece que, devido a minha extrema preguiça, não participei efetivamente da recepção dos calouros, que além do trote, ainda tiveram a oportunidade de jogar Xadrez em tamanho real, em frente ao Restaurante Universitário (RU).
Há alguma lei no universo que diz que todo calouro é cagão e que sendo assim, não importa o que você peça, mesmo que seja para eles adotarem um dos gambás existentes no campus, eles sempre irão te atender. Resultado disso são as brincadeiras realizadas no trote, que na verdade são atividades totalmente saudáveis e sem nenhum dano à saúde mental dos cidadãos.
(Espere carregar. Demora um pouquinho, se você tiver uma conexão ruim)
Se o video não abrir, clique aqui.
Bem ao estilo dos tempos áureos do Faustão, quando ainda passava a ponte do rio que cái e outras presepadas, nas tardes de domingo.
Depois de girar no bastão de baseball, de sujá-los com lama do mangue, água de peixe, água de tomate podre, óleo, tinta e demais porcarias, de enfiar a boca no pepinão e de passar o Batom® de boca em boca, ainda faltava cair de boca na melância.
Se o video não abrir, clique aqui.
Vale um adendo aqui, pois, mesmo nós que sofremos as mesmas injúrias, percebemos que a água da melância estava suja demais. Culpa de alguém que levou a outra metade dela para casa. Bem, foda-se.
Enfim, o último vídeo, com o juramento no final que foi improvisado pelo tiozão, já que ninguém no local sabia o oficial, se é que existe um.
Se o video não abrir, clique aqui.
Depois disso eles ainda iriam passar horas debaixo de sol, pedindo dinheiro pelas ruas da cidade. Deram sorte, pois a maioria precisava pegar apenas R$25,00. Quando foi a minha vez, tive que pegar bem mais.
Só para vocês não me acusarem de caçoar, humilhar e injuriar outrem e de ter esquecido de que eu também passei por isso, vejam algumas fotos do meu trote e riam um pouco mais.
Mesmo no trote, não perdendo a pose e o charme emo.

Lindinha, florzinha e docinho em ação.

Minha vez de cair de boca, ui.
Agora, depois dessa nojeira toda, depois de passar dois meses com um monte de veterano pegando no pé, vai dizer que não vale a pena o esforço? Pela recompensa de poder participar de todas as calouradas - que terá um post no futuro, dependendo do apoio de vocês - até o final do curso, de poder dar trote nos próximos calouros e o mais importante: ter muita história para contar para os netinhos.
Tags: design, melância, mico, podre, sujeira, trote, ufes
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Posted by: Blude in geral
Numa festa à fantasia de designers, uma coisa que vai totalmente contra aos meus princípios é a idéia de ter que alugar uma fantasia. Porra, 15 contos numa fantasia dessas toscas. O que eu faço nesse curso se nem a minha própria fantasia eu consigo confeccionar?
Óbvio que eu não tenho a moral de confeccionar a parada, pelo menos na última hora. O máximo que podia fazer era pegar algumas roupas aqui em casa e tava bom demais.
Peguei o chapéu que meu pai comprou em Maceió e tentei todas as combinações e permutações possíveis para encontrar uma roupa legal. Não estava dando certo. De repente, vejo escondida no meu guarda-roupas uma camisa preta, com um cheiro característico de mofo, que eu não usava há anos. Joguei tudo no chão e fui em busca das outras peças, e já que não tem foto, vai a descrição: sapato caramelo de bico quadrado do meu cunhado, calça jeans - daquelas pega franga -, do meu pai, camisa preta, gravata preta, paletó verde também do meu pai e um óculos Rayban bem oitentista que alguém pouco esperto esqueceu aqui. Estava aí feita a minha fantasia, em menos de 15 minutos.
- Mas, porra, Saulo! Que diabos de fantasia é essa?
Bem, foi exatamente isso que a cara de espanto da minha irmã e os meus amigos perguntaram. Na verdade, pode ser interpretada de várias maneiras, mas à medida que eu fui ingerindo álcool, eu ia mudando. Fiquei mais conhecido como Designer em fim de carreira. Não me perguntem da onde eu tirei isso, eu estava muito bêbado para ter uma resposta coerente.
Cheguei na Ufes relativamente cedo, então dirigindo-me ao alojamento do pessoal que veio do Rio de Janeiro, vejo em meio às sobras uma figura bíblica: sim, era Jesus. Comecei a conversar com o Senhor. Ele segurava na mão direita um pacote de salgadinhos Torcida e estava com o braço esquerdo enfaixado. Eram sinais da ressurreição do nosso salvador. Com uma voz cambaleante, Ele diz baixinho:
- Ae, bródi, vamo dar uma volta ae, fumar um baseado?
Para o orgulho da minha mãe, que sempre me ensinou os ensinamentos da bíblia, fiz o que ela sempre me disse: aceitei Jesus.
Tags: bêbado, fantasia, festa, jesus
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Posted by: Blude in geral
Esse desenho aí, é resultado de vários devaneios que tive durante o RDesign 2006, que aconteceu neste fim-de-semana, no Cefetes e que reuniu a galera do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Estou querendo fazer dele uma camisa que será altamente invejada pela galerinha pseudo-alternativa-indie-punk-underground-capixaba e depois de muita especulação, venderei para arrumar uma graninha que estou precisando há algum tempo.

O evento foi sensacional, totalmente excelente e a galera da organização merece os parabéns por tudo que conseguiu.
Quando eu pegar as fotos do evento e das festas, eu faço um post decente aqui. Coisas impossíveis aconteceram nesse fim-de-semana que vocês não fazem nem idéia!
Não sei se eu sou um cara de sorte ou azar, porque o trabalho de história da arte que era para ser apresentado sexta-feira passada, foi adiado pela 3924ª vez. Só que naquele dia, estava tudo fresquinho na minha caixola, estava pronto para eu poder apresentar a bodega - transparências, texto, retro projetor -, mas quando cheguei para a aula, o ilustríssimo professor Pachito me informa que não haveria aula por conta do evento que estava acontecendo.
Depois de um fim-de-semana prolongado, de muita bebedeira, de muitas festas e de algumas palestras, os quais me fariam esquecer praticamente tudo que fosse possível, ainda tenho a preocupação de fazer a apresentação hoje.
Tags: camisa, desenho, marmota, rdesign
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