Archive for December, 2005

Nota final de Projeto 1: 7,3.

Caralho! Sete virgula três para um grupo que realmente não fez nada, enrolou, entregou o trabalho “nas coxas”, faltou às aulas, entre outras coisas está até bom. Mas se pensar que os outros grupos ficaram com notas entre 9,5 e 10 é de ferrar. O que me dá mais raiva é que no começo de tudo era eu quem era o preocupado, o estressado do grupo. Acabou nisso: nota ridícula, trabalho mesquinho e enfadonho e moral baixa com a turma

Então, agora que estou de férias, posso ficar até altas horas da madrugada vagabundando pela internet, o que não significará mais atualizações disso aqui. A situação do blog tá difícil… nem os robots do Google passam por aqui direito, que dirá de visitantes de verdade? Ok, ainda têm algumas pessoas que se arriscam a perde seu tempo aqui.

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Eu já contei que arrumei um freelance, não contei? Ah, não? Então vamos lá…

Uma moça da Rede Gazeta que está realizando um projeto de divulgação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Goipaba-açu teve indicação do meu nome, pelo primo do meu pai - que também está envolvido no projeto - para fazer o site da APA. Devo imaginar que a moça só me procurou porque quer safadamente um site barato e vagabundo para poder receber logo o seu dinheirinho da prefeitura de Fundão, à qual pertence a APA.

Ao contrário do que muitos fariam, não vou fazer nenhuma porcaria total, por que não quero queimar meu “filme” logo no primeiro trabalho, ainda mais quando se tratam de pessoas que trabalham na Rede Gazeta. Não que isso importe de verdade, mas por 200 (ou quem sabe 250) reais não há muito que se possa fazer.

- “Ah Saulo, deixa de ser mercenário! Pelo menos serve como experiência…”

Sim, mas experiência se adquire em qualquer lugar. Seja como for, estou ansioso pelas cenas dos próximos capítulos.

Esses 200 reais chegarão numa boa hora. Meu pai anda mais mão de vaca do que nunca, então tenho que ir economizando porque eu quero logo comprar meu mp3 player e fazer uns upgrades no PC que anda com uma falta de memória RAM sinistra. Mas, primeiro, tenho que comprar o DVD d’A Diarista, só para ver alguem se matando de rir!

Agora deixem-me dormir, por que hoje será dia de encher a cueca de areia. Luiza me convidou para uma visita à praia junto de alguns outros personagens coadjuvantes. Aceitei, pois seria uma ótima oportunidade de realizar alguma atividade social e se divertir com pessoas de verdade e, aliás, eu não estaria fazendo nada mesmo.

Ps: preciso comprar um protetor solar com FPS 180 para me proteger da radiação solar ao meio dia.

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Mais uma vez eu consegui me superar no quesito burrice.

Recapitulando… a primeira vez foi quando eu perdi a carteirinha de passe dentro do cinema. As tentativas de reavê-la foram em vão e tive que pedir a segunda via, além de pagar 10 reais, fiquei uma semana pagando o ônibus do meu bolso. Depois, no cinema novamente, tive que pagar uma entrada inteira, logo no dia mais caro da semana, por que tinha esquecido a carteirinha de passe em cima da mesma.

Agora que já relembrei o que aconteceu, vamos à última e pior de todas. Sábado fui para Vila Velha, dar umas voltas com Luciana, a garota que mais ri assistindo A Diarista do mundo. Daí, como é de costume, fomos logo em direção ao cinema, para comprar os ingressos de algum filme que a gente iria assistir. Não tinha nenhum filme que realmente despertava meu interesse - apesar dos filmes serem bons, a gente (leia-se eu) acabou escolhendo para assistir Harry Potter 4. A sessão do filme só começaria as 21h e como ainda era 16h30 havia um tempinho bom para ficar à toa.

Andamos pelo calçadão da praia e paramos num restaurante desses aí que não se vai muitas vezes, principalmente quando seu pai não gosta de gastar dinheiro com você. Bebemos umas duas cervejas e pagamos a conta. Demos aquela enroladinha para enfim voltarmos pro shopping.

No meio do caminho, algo quase que impossível e praticamente sobrenatural aconteceu. Parei de repente de andar, levei as mãos a cabeça e pensei: “onde está o ingresso?”. Imediatamente, enfiei as mãos nos bolsos da bermuda em busca do ingresso. Abri até mesmo a carteira no meio da rua, vejam bem, à noite e em Vila Velha, para procurar o infeliz. Nada de encontrá-lo. O meu nervosismo aumentava ao mesmo passo que a paciência de Luciana acabava. Decidimos ir para o shopping e lá decidiríamos o que fazer.

Como se não houvesse outra opção, tive que comprar outro maldito ingresso. Um roubo a situação que chegamos. Onde está toda a propaganda que o governo faz sobre a queda dos juros, a baixa do dólar, estabilidade econômica? Até mesmo o preço da sardinha em conserva diminuiu, mas o preço de um bilhete inteiro de cinema está custando 14 reais.

Acho que não querem que a gente assista filmes. Eu pelo menos não me importaria.

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Hoje, enquanto meu pai me dava uma carona até a Ufes, nós fomos conversando sobre coisas aleatórias.

Já não é de hoje que a gente quer comprar uma câmera digital, mas hoje foi um capitulo á parte das coisas absurdas que meu pai diz. Segundo ele, a câmera que a esposa dele comprou de uma amiga que veio de algum canto da Europa, não é lá essas coisas, por que apesar dos 4.1 MP, a câmera não possui zoom óptico, e zoom óptico para o meu pai significa algo como pizza portuguesa com borda recheada de catupiry e bastante ketchup para mim. Simplificando, para ele, as possibilidades aumentariam exponencialmente com uma câmera que possuísse essa tecnologia de última geração de zoom telescópico.

O problema é que o meu pai acha que com um zoom óptico super potente de 3x ele conseguirá tirar fotos de orquídeas raras e nunca vistas antes, a mais de 2km de distância - e ainda assim com qualidade profissional - no sitiozinho que ele tem perto de Santa Teresa. A propósito, o sítio é um lugar muito misterioso onde ele tem encontrado muitas coisas raras e nunca vistas antes. Lembro-me dele chegar aqui em casa com um pedregulho arredondado que seria um meteorito ou talvez uma pedra rolada ou até mesmo uma pedra preciosa que ninguém conhece e que por isso deva valer uma fortuna.

Mas deixando isso para lá, ele ainda disse que queria comprar uma câmera nova com zoom óptico de 3x e doar a da mulé dele para mim e para a minha irmã. Não entendi bem a correlação feita entre a mulher dele e a gente, já que nós não mantemos mais relações com ela.

Ele ainda ficou muito surpreso e curioso quando eu disse que é possível encontrar câmeras digitais no Mercado Livre por menos de R$1.999,00 - sim, é possível! - e decidiu ver com os próprios olhos.

Mas de qualquer forma, acho que ele não ficou muito satisfeito com as condições de pagamento. Eu que não quero uma câmera sem “zoom óptico”.

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Em breve postarei uma saga contando algumas das experiências e descobertas desse primeiro periodo na Ufes, uma pequena homenagenzinha para a Luiza e algumas outras bobagens.

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