Archive for November, 2005

Estava olhando a agenda do meu celular, quando me surpreendi com a enorme quantidade de números telefônicos que eu nunca usei. Alguns, ainda, que eu nem conheço de quem são. No total a agenda do chip para 150 números já estava lotada e haviam mais uns 20 números na agenda do celular.

Então, sumariamente, fui deletando todos os números que eu não tivesse 100% de certeza de que iria precisar algum dia. O número diminuiu de aproximadamente 170 para algo em torno de 80, que ainda é muito e pode ser diminuído um pouco mais.

Engraçado é pensar de onde vieram tantos telefones. Até há algum tempo atrás, qualquer coisa era motivo para pedir o telefone da pessoa. Tem uns que são muito antigos e que eu copiei do meu tijolão velho. Outros são números inexistentes, pessoas desconhecidas, outras ainda que nunca liguei (e nem perderia meu tempo ligando). Me deu até um remorsozinho no começo, pois haviam pessoas que eu conheci a uns dois anos atrás e nunca mais vi. Por um segundo eu parei e pensei como era triste apagar o último registro que eu tinha destas pessoas, cocei a barbicha um pouco e continuei a deletar.

E algum dia eu ainda compro aquele celular. Se bem que lançaram um tal de E1000 e o K700 agora… :’(

*****

Estou tendo problemas para fazer o CSS do novo layout. Enquanto isso, coloquei esse aqui provisório (?).

Tags: ,

Comments No Comments »

Que alegria, fui em Vila Velha ontem, dar umas bandas por lá e encontrar minha girl.
Assistimos Elizabethtown, tudo legal e certinho.

Eis que na volta uma surpresa: por causa da suruba que está acontecendo aqui em Camburi. A suruba em questão, trata-se de uma monte de gente bêbada ao som de porcarias auditivas como Chiclete com Banana e etc. (talvez farei um post comentando sobre a suruba em um post no futuro, ando meio sem paciência para escrever, mas já que está no forno o novo layout do blog, nada melhor do que voltar a postar decentemente por aqui.)

O meu bairro tem apenas dois acessos: um pela praia e outra pelos fundos, já no municipio da Serra (se é que aquilo pode-se chamar de municipio). Como estava havendo a suruba na praia, só restava o outro acesso. Pensei em saltar do ônibus e ir caminhando, pois não era tão longe assim, mas nem isso pude já que nesse ano os organizadores cobraram R$10,00 para entrar. A raiva já era incontrolável, já que estava apenas a 5 minutos de casa e por causa do desvio que o ônibus seria obrigado a fazer, o percurso demoraria no máximo 30 minutos.

(Eu pensei em colocar um pequeno mapinha aqui para ilustrar um pouco mais a aventura, mas a má qualidade da imagem do Google Earth somada ao sono me impedem de fazer isso, então fica por isso mesmo já que não tem mesmo ninguém para reclamar.)

Ledo engano… ao que o ônibus vira a esquerta, vejo uma imensa fila de carros e ônibus: uma suruba automotiva. Eram muitos os carros, no minimo uma dúzia de Unos cujo motor não aguentou o tranco e ficaram parados no meio da pista, atrapalhando mais ainda o fluxo de carros.

O meu sangue subiu, tentei ligar pra garota, mas ela não atendeu. Algum tempo depois ela me retorna a ligação e eu conto um poco do meu drama pra ela. O drama foi tanto que a mãe dela queria ir me buscar, o que não adiantaria muita coisa…

Por conta desse inferno, se passou 2 horas até eu chegar em outro lugar - sim, fui enganado pela primeira vez - diferente do meu destino, o Terminal Carapina.

(O que acontece é que o ônibus que eu peguei e todos os outros intermunicipais, não estavam entrando no bairro, justamente, por que não havia como sair de lá.)

Mas tudo bem, ainda estava na direção certa. O que acontece é que ao chegar ao terminal eu não havia raciocinado desta maneira. Resumindo, fiz uma das maiores (senão a maior) jeguisse da minha vida: peguei outro ônibus intermunicipal. O correto seria que eu pegasse o Circular que vai do Terminal Carapina até o meu bairro, mas a minha burrice aliada a burrice de outras pessoas que estavam no local e algo me dizendo que estava sendo mais esperto que os outros fazendo isso, me levaram a pegar este outro ônibus, que teóricamente me levaria ao meu destino, senão fosse a suruba rolando na praia - fui enganado pela segunda vez.

Resultado: além de pegar o ônibus errado eu continuei nele, até chegar quase onde havia começado o engarrafamento de antes, uma jeguisse maior ainda. Saltei do ônibus ainda tentando disfarçar que não tinha pego o ônibus errado e fui ligeiro para o ponto mais próximo. Ali poderia pegar qualquer ônibus e peguei inclusive o ônibus municipal que além de ser mais barato, me levaria exatamente para o meu destino. Enfim, com esse contratempo, lá se foram mais 1 hora.

Uma viagem que não duraria não mais que 25 minutos, se prolongou por mais de 3 horas.

Tags: , , ,

Comments No Comments »

O começo ocorre num local campestre com muito verde, onde teoricamente eu estava morto, juntamente com outros seres que estavam no local. Não havia muita distinção entre tempo e quem eram os seres que estavam lá.

Em retrospectiva, aquele lugar já foi escuro e chuvoso, a chuva se parecia com a de Sin City. Mas agora era um lugar claro e tranqüilo, com algumas montanhas bem altas.

Não havia explicação para estar ali, mas eu queria sair dali, renascer, e para isso era necessário juntar uma pedra “sagrada” que pesava aproximadamente 30kg ou 300kg (do tamanho que fosse possivel de ser carregada) e utilizar uma arma no estilo de um rifle que deveria ser disparado á longa distância em minha direção e dos outros juntos à pedra.

(em retrospecto) Houve uma tentativa parecida, num dia chuvoso, em que a arma foi disparada muito de perto, mas que não gerou nenhum resultado. Então foi sabido que deveria ser feito desta maneira.

(sem lógica) Tentei esforçadamente carregar a pedra para o alto de uma montanha, mas não conseguia pois estava muito cansado e machucado. Implorei para que meu “pai” fizesse isso por mim.

Então meu “pai” levou a ARMA para o alto da montanha e quando chegou lá, num platô, um pássaro apareceu para impedir que fosse realizada a profecia. Ele disparou algumas vezes contra a ave e a derrubou. Em seguida ele se aproximou da borda e disparou em nossa direção.

Nós estavamos na borda de um penhasco ou quem sabe poderia ser mesmo uma “ilha flutuante” bem verde. As almas estavam lado-a-lado formando o desenho de uma asa de pássaro.

Uma onda foi criada pelo disparo e chocou-se contra a pedra. Começou uma reação entre a pedra e as almas que estavam em frente a ela. Várias outras ondas começaram a surgir.

Uma onda de luz e energia fundiu as almas e uma águia subiu ao céu. Uma cadeia de cenas e imagens levando as almas a incorporar a águia por alguns segundos, passando pelo esqueleto da águia, regredindo ao estado mais simples da vida, sem idéia de tempo e espaço. Houve pequenos micromomentos de silêncio total.

Enquanto isso uma voz narrava o que acontecia. Eu iria renascer. Seria parte constituinte da essência da vida onde quer que existisse.

Nessa parte, já não sabia mais se teriam todas as almas se fundido numa só para formar o novo ser ou se já teria perdido a visão do todo (visão em 3ª pessoa) e não soubesse mais o que teria acontecido com as outras.

Em seguida cenas do inicio da fecundação até a geração do óvulo passavam rapidamente.

*parte muito rápida*

Eu me dou conta de estar “vivo”.

Estava dentro de algum prédio de escritório. Eu era não mais que um DESENHO 2D. Nesse momento fiquei intrigado com o porque disso ter acontecido. Havia essa consciência em mim. Eu não queria ter renascido como um desenho. Era meio estranho pois todo o ambiente parecia ser real. Encontrei outra “pessoa” e dai começamos a andar pelo escritório.

Encontramos um computador e começamos a pesquisar onde estávamos. Tive a idéia de buscar no Wikipedia. Fiquei pasmado ao saber que estava numa Terra de outra dimensão alternativa que era constituida de 22 universos (ou galáxias). Podia ver isso pela tela do computador como se fossem mapas do universo.

Enquanto isso a outra pessoa que estava ao meu lado estava com um headphone ouvindo alguma música que de alguma forma produzia algum efeito alienador. Retirei o headphone de sua cabeça e em seguida ele começou a cantar coisas como “Lá-Lá-Lá-Si-Dó-Lá-Lá-Dó-Si” (ou coisas desse tipo)

(em retrospecto) Havia um local com uma tela colossal em formato widescreen côncavo. Várias pessoas estavam jogando, cada um em uma parte específica da tela. Possivelmente eram jogos que relembravam a nossa dimensão, algumas coisas de jogos de videogame antigos e até mesmo a própria vida, na nossa realidade, realidade humana.

(Vale lembrar que esta era uma sociedade muito moderna.)

Começamos a correr em alguma direção e fomos ao banheiro. Trancamos a porta pois por algum motivo, havia alguém atrás de nós.

Ao olhar pela janela, vejo uma cena de “guerra”. De alguma maneira, descubro que se tratava de uma guerra entre os DESENHOS 2D e os DESENHOS 3D. A mensagem alienadora era dos DESENHOS 3D. Eles eram dominantes nessa dimensão e provavelmente, por causa disso, eu iria me foder bonitamente.

Neste momento, entrei em desespero. Não era uma vida assim que eu desejava. Não queria ser um desenho, muito mal feito por sinal.

A partir daí não lembro de mais nada. Possivelmente eu acordei depois disso.

Tags: , , ,

Comments No Comments »

Clicky Web Analytics